Economia

Petrobras aprova R$ 6 bi para produção de combustíveis renováveis em Cubatão

Projeto prevê uma planta com capacidade para produção de até 15 mil barris por dia de querosene de aviação (bioQAV) e de diesel renovável
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Petrobras aprova R$ 6 bi para produção de combustíveis renováveis em Cubatão
Foto: Divulgação Petrobras / Arquivo

Rio de Janeiro – O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na sexta-feira (19) investimento de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) para produzir combustíveis renováveis na refinaria de Cubatão, na Baixada Santista.

O projeto prevê uma planta com capacidade para produção de até 15 mil barris por dia de querosene de aviação (bioQAV) e de diesel renovável, com entrada em operação prevista para 2030. As obras devem ser iniciadas ainda este ano.

A estatal já analisava o processo em seu plano de negócios para o período entre 2026 e 2030, mas estava condicionado à situação de financiabilidade da companhia. O plano foi elaborado com petróleo na casa dos US$ 60 por barril e, por isso, exigiu cautela da estatal.

Após a guerra no Irã, o barril chegou a encostar em US$ 120. O preço recuou nas últimas semanas com as notícias sobre acordo de paz, mas é consenso no mercado que demorará a voltar a patamares pré-guerra. Nesta semana, o Goldman Sachs estimou o preço em US$ 70 para o último trimestre.

“O projeto está alinhado ao comprometimento da Petrobras em liderar a transição energética justa no país e aos compromissos globais do setor de aviação”, afirmou a estatal, em comunicado ao mercado divulgado na sexta-feira (19).

O bioQAV será necessário para o cumprimento de metas da aviação global e do programa Combustível do Futuro, que prevê a descarbonização do setor aéreo brasileiro. Já o diesel renovável é uma das principais apostas da estatal para a descarbonização de sua carteira de produtos.

A estatal decidiu focar sua estratégia renovável na produção de combustíveis líquidos, em vez de apostar em geração de energia, como outras petroleiras.

O plano de investimentos da Petrobras entre 2026 e 2030 tem um orçamento de US$ 109 bilhões (R$ 580 bilhões). O valor é 1,8% inferior ao vigente no plano anterior, aprovado em 2024. Embora a queda no valor global seja pequena, a empresa rebaixou uma série de projetos, que terão que passar por novas avaliações.

Baixo carbono

O plano separa US$ 3,1 bilhões para as chamadas energias de baixo carbono, como eólica, solar e hidrogênio. No plano anterior, eram US$ 5,7 bilhões. Já o orçamento para bioprodutos, como etanol e biocombustíveis, subiu de US$ 4,3 bilhões para US$ 4,8 bilhões.

“Nesse quinquênio, nossos investimentos em transição energética vão ter mais foco em bioprodutos. Estamos mais de olho na molécula, etanol, biodiesel além desse diesel maravilhoso renovável que usamos na COP30”, disse na época da divulgação do plano a presidente da empresa, Magda Chambriard.

Reportagem distribuída pela Folhapress

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