PGR vai propor substitutivo para TRF-6

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
PGR vai propor substitutivo para TRF-6
João Henrique Café Novais prevê redução de sobrecarga com a implantação do TRF-6 | Crédito: FÁBIO ORTOLAN

A Câmara dos Deputados aprovou na última semana proposta que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) em Minas Gerais, antigo pleito do Estado. De autoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o projeto de lei agora segue agora para apreciação do Senado Federal. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviará hoje, à Câmara, texto substitutivo em busca de evitar aumento nos custos operacionais relativos à contratação de pessoal, maquinário e outras demandas.

Na avaliação do diretor e presidente do Conselho de Assuntos Jurídicos da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), João Henrique Café Novais, a criação do TRF-6 por desmembramento do TRF da 1ª Região trará um cenário mais simples e econômico para o Estado e para os mineiros, com custos adicionais à União, irrisórios.

“Os benefícios da instalação da sede serão inúmeros, não apenas para o Brasil, mas, especialmente, para Minas Gerais. No caso do País, vai tirar a sobrecarga que uma unidade federativa de tamanhas proporções impõe. No caso do Estado, por ganhar particularidade nos julgamentos, além da proximidade e celeridade para os mineiros”, explicou.

Novais lembrou que cerca de 35% dos serviços do TRF-1 são mineiros e que estão a cargo da unidade, além de Minas Gerais, mais 12 estados e o Distrito Federal. O resultado, segundo ele, são processos que aguardam andamento por muitos anos e impõe dificuldades e custos de deslocamento aos mineiros.

“Minas Gerais é grande demais e importante demais para contar com um tribunal de segunda instância fora. Compreendemos a conveniência em manter a estrutura para estados próximos e menores. Mas, associar as demandas de Minas a estados como Acre, Piauí e Bahia não faz sentido cultural ou geográfico”, argumentou.

Sobre os custos, o presidente do Conselho de Assuntos Jurídicos da ACMinas ponderou que irão existir. Mas afirmou que serão pontuais, já que em termos de estrutura, serão aproveitados os locais onde já funciona a primeira instância na Capital e no caso dos servidores, muitos serão realocados.

“Esse tribunal foi pensado para funcionar onde já está a primeira instância, por meio da extinção de duas ou três varas, em um modelo de uma Justiça mais moderna, digitalizada e eletrônica. Além disso, os servidores serão realocados, evitando grandes contratações. Teremos alguma despesa adicional, mas nada relevante. Os ganhos serão maiores”, garantiu.

Cargos – Ainda assim, seriam necessários 18 cargos de procurador regional nos quadros do Ministério Público Federal (MPF), 57 cargos efetivos, 18 em comissão e 18 funções de confiança, o que totalizariam 111 novos funcionários.

Por isso, em vistas de evitar os gastos, o substitutivo ao Projeto de Lei 6.537/2019, que cria a Procuradoria Regional da República da 6ª Região (PRR-6), prevê que a nova unidade será composta por membros do ministério, a partir da transformação de 19 cargos de procurador da República em 18 cargos de procurador regional da República.

Pela nova proposta, a estrutura administrativa também será viabilizada por meio de remanejamento dentro do Ministério Público da União (MPU), ou seja, não haverá a criação de novos cargos. A PRR-6 será composta por cargos de analistas e técnicos, cargos comissionados e funções de confiança provenientes daqueles já providos no MPU ou por aqueles já criados em lei vigente.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas