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Preço da gasolina leva a inflação a subir 0,40% em abril na Capital

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frentista abastece veículo
O preço médio da gasolina registrou um aumento de 1,25% em Belo Horizonte e alavancou a inflação de abril | Crédito: Marcelo Camargo/ABr

Com uma importante contribuição da gasolina, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte avançou 0,40% em abril na comparação com o mês de março. Apenas o combustível apresentou alta de 1,25%, registrando uma contribuição de 0,06 ponto percentual (p.p.).

Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

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Apesar de o incremento dos preços da gasolina ter tido o maior peso na inflação do mês passado, outros itens também tiveram uma contribuição importante para o aumento do custo de vida na capital mineira em abril.

Nesse cenário, o gás GLP apresentou um avanço de 4,45%, com contribuição de 0,04 p.p. Altas significativas também foram verificadas em refeição (0,77% e 0,03 p.p.), em condomínio residencial (0,54% e 0,03 p.p.) e também em hospitalização/cirurgia (12,19% e 0,03 p.p.).

Gerente de pesquisa da Ipead/UFMG, Eduardo Antunes salienta que a inflação para o mês de abril está mais alta do que o normal, devido ao momento que se vive atualmente, com a pandemia da Covid-19 e todos os seus reflexos. Ele lembra, ainda, que a inflação acumulada nos últimos 12 meses já atingiu 6,83%.

“Nessa época, o índice é historicamente mais baixo, pois, em tese, não há nada que o influencie, como aumento de tarifas, que pressiona os números. Mas não estamos vivenciando um período de normalidade”, diz ele.

Entretanto, apesar dos avanços dos preços, Antunes afirma que ainda não há uma preocupação com um suposto descontrole da inflação.

“Não chega a haver uma preocupação com o descontrole. Há várias situações ocorrendo no Brasil e no mundo. Em momentos menos turbulentos, já tivemos números acima de 10% no ano”, diz ele.

Cesta – Em meio a essa alta dos preços, houve aumento também da cesta básica, depois de duas quedas consecutivas. No último mês, o avanço foi de 0,83%, chegando ao valor de R$ 556,91, o que equivale a 50,63% do salário mínimo. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento é de 15,65%.

Os principais responsáveis pelo incremento da cesta básica no mês de abril foram a carne chã de dentro (3,14%), o feijão carioquinha (5,67%) e a manteiga (3,37%).

“A alimentação subiu bastante na pandemia, com as pessoas mais dentro de casa e o aumento do consumo nos lares. A produção, muitas vezes, não acompanha, o que faz com que os preços naturalmente subam”, diz Antunes.

O gerente de pesquisa da Ipead/UFMG lembra ainda que fatores sazonais e a volatilidade dos produtos também contribuem para que existam tanto os aumentos na cesta básica quanto as quedas que foram verificadas em alguns meses.

Confiança tem melhora

Os dados divulgados pela Ipead/UFMG também mostram que os consumidores da capital mineira estão mais confiantes. Nesse cenário, inclusive, aumentou o percentual de pessoas que pretendem presentear no Dia das Mães.

O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) atingiu 33,16 pontos em abril, o que representa alta de 14,29% em relação a março, quando o índice apresentou queda histórica. O número, porém, ainda revela pessimismo, por estar abaixo da linha dos 50 pontos.

Antunes destaca que o humor dos consumidores tem sido muito influenciado pela pandemia da Covid-19 e seus reflexos. Em março, por exemplo, quando medidas de distanciamento social mais rígidas foram adotadas para ajudar a combater a propagação da Covid-19, a confiança diminuiu. “Isso minou a percepção em março”, afirma o gerente de pesquisa.

Entretanto, a reabertura das atividades em abril contribuiu para um movimento inverso na percepção dos belo-horizontinos, assim como o avanço da vacinação da população. “A reabertura das escolas também impacta positivamente na percepção das pessoas”, afirma Antunes.

Diante desse quadro, o levantamento realizado pela Ipead/UFMG mostra que 50,97% dos entrevistados pretendem presentear no Dia das Mães, percentual maior do que o verificado em igual período do ano passado (47,62%).

No entanto, o valor médio dos presentes neste ano (R$ 88,91) apresentou queda de 9,84% na comparação com o ano passado (R$ 98,50).

“As pessoas aumentaram um pouco a confiança, mas há mais parcimônia. A situação econômica como um todo ainda é instável”, destaca Antunes.

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