Economia

Preço da gasolina recua, mas diesel pressiona custos em Belo Horizonte, aponta levantamento

Etanol também registra queda recente, mas ainda não é vantajoso economicamente na comparação com a gasolina
Preço da gasolina recua, mas diesel pressiona custos em Belo Horizonte, aponta levantamento
Bomba de combustível | Foto: Sergio Moraes/Reuters

O preço da gasolina apresentou um leve recuo nas últimas semanas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, enquanto o diesel segue em alta e mantém pressão sobre os custos do transporte. As informações são do levantamento do site Mercado Mineiro, realizado entre 6 e 8 de abril, em 198 postos de combustíveis.

Os dados coletados mostram que a gasolina comum variou entre R$ 5,93 e R$ 7,06, diferença próxima de 19% entre os postos pesquisados. O preço médio passou de R$ 5,99, registrado em 3 de março, para R$ 6,38, aumento de 6,44% ou R$ 0,39 por litro. Já na comparação com a pesquisa de 13 de março, houve leve recuo, de R$ 6,41 para R$ 6,38, o que representa uma redução de 0,53% em 26 dias.

Segundo o administrador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a gasolina tem apresentado queda recente, apesar de ainda acumular alta no período mais amplo. “A gasolina tem caído nos últimos 26 dias e tivemos notícia de que está caindo um pouquinho mais. Estamos vendo alguns postos, inclusive, diminuindo ainda mais os preços, e vimos que ela tem apresentado uma variação grande, quase superior a 20%”, afirma.

Apesar dos últimos dias terem sido de queda no preço do combustível, o administrador destaca que ainda falta muito para voltar aos valores praticados antes do conflito no Oriente Médio. “Apesar da queda de 0,5% nos últimos 26 dias, falta muito ainda para ela voltar ao que era”, diz Abreu.

Etanol

Já o etanol apresentou preços entre R$ 4,29 e R$ 5,39 entre os postos pesquisados, o que representa uma variação de 25,64%. O preço médio subiu de R$ 4,61 para R$ 4,70, alta de 1,86% no período quando comparado ao início do mês de março. No entanto, em comparação com a pesquisa de 13 de março, o combustível recuou de R$ 4,82 para R$ 4,70, queda de 2,58%.

“No etanol também está acontecendo uma coisa interessante: ele custa de R$ 4,29 até R$ 5,39, diferença de 25%. O preço médio era R$ 4,61, depois foi para R$ 4,70, mas no meio disso chegou a R$ 4,82. Então, nos últimos 26 dias, caiu 2,58%”, afirma. Feliciano aponta que o combustível pode ser uma saída para a alta no preço da gasolina. “Ele vai se tornar um combustível mais viável devido à safra”, observa.

A relação entre o preço médio do etanol e da gasolina está em 73,5%. Pelo parâmetro dos 70%, o etanol ainda não é considerado economicamente vantajoso na média. Com base em estimativas de consumo, o custo por quilômetro rodado é de R$ 0,55 tanto para a gasolina, considerando 11,5 km por litro, quanto para o etanol, com rendimento médio de 8,5 km por litro.

Diesel

O preço do diesel S10 segue subindo desde o início do conflito do Oriente Médio e tem pressionado toda a cadeia produtiva brasileira. Os preços variaram entre R$ 6,59 e R$ 7,59 entre os postos, diferença de 15,17%. Enquanto o valor médio subiu de R$ 6,04 para R$ 7,09, um aumento de 17,39%, ou R$ 1,05 por litro. Na comparação com a pesquisa de 13 de março, o combustível avançou de R$ 6,71 para R$ 7,09, alta de 5,67%.

Segundo Feliciano, esse aumento tende a gerar impacto e ser repassado aos preços finais. “O diesel vai ficar mais caro, o transporte vai ficar mais caro, e já está ficando. Fora isso, tem aumento nas embalagens, plástico, e isso vai ser repassado. Além do transporte da mercadoria, tem o custo de embalar. Outros produtos derivados do petróleo, como pneu e óleo de motor, também interferem. Essa é a grande preocupação”, diz.

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