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Prêmio José Costa foca resgate do protagonismo de Minas

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Crédito: Michelle Mulls

O primeiro dia do Prêmio José Costa 2020 foi marcado por discussões e reflexões acerca da responsabilidade com a vida e com as escolhas de toda a sociedade. O início de um processo que visa colaborar para a articulação e construção conjunta do futuro, bem como para o fortalecimento e resgate do protagonismo de Minas Gerais.

Representantes de diferentes setores, empresários, academia, ONGs, políticos e formadores de opinião participaram da discussão ampla e conjunta em favor de um novo ambiente de negócios, responsável e com a visão de futuro que, nesta sétima edição, foi realizado em ambiente 100% digital.

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Em sua fala de abertura, a presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Adriana Costa Muls, ressaltou que pensar no futuro requer uma reflexão profunda do presente e que o mundo engloba hoje uma cultura imediatista, onde resultados rápidos – quase sempre superficiais – são a ordem do dia, seja no setor privado, nas políticas públicas ou até no campo individual.

A presidente do DC destacou que não se tem um projeto de futuro, assim como o País não apresenta um projeto de nação. E que Minas precisa buscar o seu lugar – de protagonismo e relevância no cenário nacional. Mais do que isso: puxar o fio da meada para uma política desenvolvimentista, sem deixar os problemas estruturais de lado.

“E aqui volto ao espírito de José Costa e outros tantos que, em sua época, lutaram por Minas e pelo Brasil. Precisamos buscar boas referências no passado para construir nosso futuro. Referências de lideranças que sonhavam grande, acreditavam nos seus sonhos, tinham ideais e se movimentavam com força e coragem, mas sobretudo, juntos. É preciso uma articulação para retornarmos ao lugar que merecemos. É preciso que cada um, do lugar que ocupa, se aproprie da responsabilidade com a vida, com suas escolhas e, sobretudo, com um futuro melhor, mais justo, próspero e igualitário”, completou.

Ainda segundo Adriana Muls, se já havia urgência em pensar novos modelos possíveis para o desenvolvimento do Estado, com a pandemia essa urgência se tornou extrema, pois está claro que o atual modelo não se sustenta mais.

O presidente executivo da Fundação Dom Cabral (FDC), Antonio Batista da Silva Junior, por sua vez, enfatizou não apenas a parceria da importante instituição de ensino com o Prêmio José Costa, presente no evento desde a primeira edição, em 2007, mas a abordagem desta edição.

De acordo com Silva Junior, o prêmio tem uma relação muito próxima com os valores e a própria missão da FDC, uma escola de negócios que há mais de 40 anos escolheu educação como meio para desenvolver e transformar a sociedade. “A educação é revolucionária e o caminho mais sustentável, próspero, inclusivo e justo. Acreditamos que os negócios devem promover o desenvolvimento econômico e a inclusão social, considerando todos os stakeholders”, defendeu. 

 

Minas 300 anos – O presidente executivo também destacou o simbolismo da realização do evento no ano em que Minas Gerais completa 300 anos. “Acredito que podemos fazer deste momento um chamado para ação e transformação. Que a força da história do Estado nos inspire para investirmos na articulação na construção conjunta do futuro que queremos e precisamos para resgatar a força e o protagonismo de Minas Gerais sem deixar ninguém para trás”, argumentou.

Crenças e valores são tema de palestra

Iniciando a programação do primeiro dia do evento, o filósofo e professor da FDC, André Almeida, falou sobre “Novas crenças e valores: Empatia e solidariedade”, durante a Palestra Indivíduo. Almeida apresentou conceitos e reflexões acerca das limitações e dos potenciais de cada pessoa diante dos desafios impostos pela vida, especialmente em momentos de crise.

“Estamos passando uma crise sem precedentes que colocou a humanidade toda à prova. Neste momento, o barco é, literalmente, um só. E quando se tem uma crise tão profunda na humanidade, surgem também os conflitos pessoais. E, diante do mote do evento de ‘não deixar ninguém para trás’, minha sugestão e comentário é que todos comecem por si mesmos”, afirmou.

O especialista também discorreu sobre as oportunidades que toda crise apresenta e que evidenciam o potencial de cada indivíduo. “Somos como um iceberg: 2% deste potencial a gente enxerga e reconhece; 98% está submerso e inativo. Cada um de nós tem uma pérola dentro de si, que com as feridas e desafios será lapidada”, argumentou.

Nova economia é discutida em painel

O Painel Nova Economia foi mediado pela presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Adriana Costa Muls, e tratou sobre as mudanças impostas pela pandemia de Covid-19 e os papéis de cada agente da sociedade nesta transformação. Os debatedores foram o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe; a head of people na ThoughtWorks Brasil, Grazi Mendes; a diretora executiva do Sistema B Brasil, Francine Lemos; e o presidente do BDMG, Sergio Gusmão.

A diretora executiva do Sistema B Brasil, Francine Lemos, ressaltou a importância da formação de ecossistemas de impacto em Minas Gerais. Citou que é empresaria B.

“Tenho um propósito muito claro de promover a transformação e levar organizações para outro nível. O sistema B é um movimento global, que tem como objetivo redefinir o critério de sucesso nos negócios e criar bases para um sistema econômico mais inclusivo, igualitário e regenerativo. Estas empresas não são necessariamente as melhores do mundo, mas as melhores para o mundo”, afirmou.

Francine Lemos apontou a importância da força dos negócios para resolver os principais desafios atuais e o papel de cada empresa nesse novo contexto. “Se antes o papel das empresas era maximizar a geração de valor para os acionistas, na sociedade atual, isso não cabe mais. É esperado que elas tenham um papel mais ativo e que promovam transformação. A gente vive um movimento de urgência e não dá tempo de esperar de braços cruzados. ”, ressaltou.

O presidente do BDMG, Sergio Gusmão, completou que os desafios impostos pelo atual momento mostram a necessidade de falar e fazer transformações, a partir de novos modelos de negócios. E que, neste sentido, o banco de fomento do Estado tem contribuído com uma série de programas e projetos.

“Minas é um dos poucos estados que tem um banco de fomento como referência. Desde o início da pandemia buscamos adaptar nosso planejamento, inclusive com ações emergenciais. E estas reflexões que culminam em novos modelos de negócios levam sempre em conta que somos uma instituição catalisadora e que tem papel de intermediação financeira com foco em desenvolvimento”, explicou.

A head of people na ThoughtWorks Brasil, Grazi Mendes, falou sobre as transformações impostas pela pandemia de Covid-19, para além do trauma coletivo diante da crise sanitária. Ela lembrou que a maioria das pessoas e empresas planejou um 2020 diferente.

“Estamos falando de um aprendizado forçado em velocidade de crise, por isso, a complexidade deste momento é tão grande. Este novo momento coloca sobre a mesa e joga na nossa cara que somos parte de um grande organismo vivo e estamos interligados. A responsabilidade coletiva precisa ser discutida de forma urgente”, reivindicou.

Já o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, ressaltou que a Federação tem por premissa defender os interesses da sociedade, por meio da representação do setor industrial e citou ações e medidas promovidas pela entidade, ao longo dos últimos meses, de maneira a colaborar não apenas para o combate da doença em Minas, mas para o ambiente de negócios e preservação das empresas.

“Entendemos que o setor industrial depende da evolução da sociedade para progredir e evoluir. E isso é uma mutualidade, porque o segmento também se desenvolve a partir de uma sociedade mais igualitária e justa. Mas o Brasil precisa de uma atuação mais incisiva da sociedade civil e organizada. Não podemos somente cobrar os governantes, as pessoas também são responsáveis e precisam cobrar, acompanhar, sugerir e participar da vida cívica do País”, defendeu.

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