COTAÇÃO DE 18/06/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,0680

VENDA: R$5,0690

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,0370

VENDA: R$5,2330

EURO

COMPRA: R$5,9716

VENDA: R$5,9733

OURO NY

U$1.764,31

OURO BM&F (g)

R$286,98 (g)

BOVESPA

+0,27

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia Economia-destaque

Privatização da Eletrobras pode envolver oferta secundária

COMPARTILHE

Crédito: REUTERS/Pilar Olivares

O projeto do governo federal para a privatização da Eletrobras prevê a emissão de novas ações para capitalizar a companhia e diluir a fatia da União na empresa, mas pode envolver também uma oferta adicional, secundária, disse nesta terça-feira (5) a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira.

Segundo ela, essa possibilidade está prevista em projeto de lei sobre a desestatização que, de acordo com a Eletrobras, deve ser assinado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira para então ser enviado ao Congresso Nacional.

PUBLICIDADE

Prevista para o segundo semestre de 2020, a capitalização da companhia deverá gerar recursos para que a Eletrobras pague ao Tesouro R$ 16,2 bilhões a título de bônus de outorga, em troca da renovação em condições mais vantajosas dos contratos de uma série de hidrelétricas antigas.

Mas a oferta de ações da empresa será maior, para levantar recursos também para abater encargos setoriais que pesam sobre a conta de luz e financiar investimentos na revitalização do rio São Francisco, no Nordeste, disse Marisete a jornalistas em coletiva de imprensa na sede do ministério.

Segundo ela, o pagamento à União representará cerca de dois terços do benefício econômico estimado para a Eletrobras com a mudança contratual nas hidrelétricas, que hoje vendem a produção a preços regulados e abaixo de mercado.

Com isso, a oferta de ações na capitalização da Eletrobras deverá envolver um total de cerca de 24 bilhões de reais, embora a secretária tenha ressaltado que esse não é o valor exato, porque alguns custos serão trazidos a valor presente na hora da definição do montante.

“Esse é o primeiro movimento que será feito. Agora, se o mercado tiver apetite, a emissão pode ser superior a esse montante. Tudo vai depender do momento em que se fará a emissão e obviamente das premissas para o cálculo”, disse a secretária-executiva.

Ela acrescentou ainda que o projeto de lei incluirá a possibilidade de uma oferta secundária de ações, na qual União, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e “outros entes” poderiam também colocar papéis à venda “num segundo momento”.

A União possui atualmente 40,99% do capital social da Eletrobras, mas com 51% das ações ordinárias, com direito a voto.

O BNDES tem 5,51% do capital, enquanto o braço de participações do banco estatal, BNDESPar, tem 10,48%.

Mas o projeto de lei da desestatização vai prever que nenhum dos acionistas da estatal poderá ter mais de 10% dos votos, nem mesmo a União, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

“Ela vai se tornar uma corporação, onde nenhum acionista terá mais que 10% de poder de voto. Inclusive a União, que provavelmente terá mais que 10%, mas terá 10% de votos”, afirmou.

O projeto também deverá prever uma cisão de ativos da Eletrobras que continuarão sob controle estatal, como as usinas nucleares de Angra 1, 2 e 3 e a hidrelétrica binacional de Itaipu.

(Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!