Produção de aço recua em Minas Gerais no primeiro semestre

No resultado isolado de junho, a siderurgia mineira também produziu menos
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Produção de aço recua em Minas Gerais no primeiro semestre
No âmbito nacional, a produção de aço bruto totalizou 16,3 milhões de toneladas no semestre, com queda interanual de 1,5%, e atingiu 2,8 milhões de toneladas no mês de junho, ficando praticamente estável ante igual mês de 2025 | Foto: Divulgação / Instituto Aço Brasil

A produção de aço bruto em Minas Gerais no primeiro semestre deste ano recuou 2,9% ante o mesmo período de 2025, totalizando 4,9 milhões de toneladas (t), segundo dados do Instituto Aço Brasil. Esse cenário também foi observado no resultado isolado de junho, quando as siderúrgicas mineiras produziram 858 mil t, registrando retração interanual de 3,5%.

Apesar das quedas, Minas se manteve na posição de maior produtor de aço bruto no País. O Estado registrou 30% de participação na produção nacional no semestre e 30,2% no mês de junho, superando o Rio de Janeiro, que teve 26,7% e 27,5%, respectivamente.

Por outro lado, no recorte da produção de aços semiacabados para venda e laminados, Minas Gerais liderou apenas no semestre, com 28,2% do volume nacional, acima do Rio de Janeiro, com 26,2%. No ranking do mês de junho, a siderurgia mineira respondeu por 26,9%, enquanto a siderurgia fluminense se destacou, representando 29,4%.

Conforme os dados da entidade, a produção de aços semiacabados para venda e laminados em Minas, no primeiro semestre, retraiu 5,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025, para 4,4 milhões de t. No resultado isolado de junho, as siderúrgicas produziram 713 mil t no Estado, marcando uma redução interanual ainda mais intensa, de 13,3%.

No âmbito nacional, a produção de aço bruto totalizou 16,3 milhões de t no semestre, com queda interanual de 1,5%, e atingiu 2,8 milhões de t no mês de junho, ficando praticamente estável frente ao mesmo período de 2025, com leve alta de 0,1%. Já o volume produzido no País de aços semiacabados para venda e laminados caiu 1,5% no primeiro semestre, alcançando 15,6 milhões de t, e 2,6% em junho, para 2,7 milhões de t.

Importações seguem em queda com medidas antidumping

Ainda de acordo com dados do Instituto Aço Brasil, as importações brasileiras de aço no primeiro semestre de 2026 atingiram 2,9 milhões de t, o que representa uma retração interanual de 17,6%. Em junho, entraram 476 mil t de aço do exterior no País, volume 20,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Esses números levam em consideração tanto aços semiacabados quanto laminados. Apenas de laminados, foram importadas 2,5 milhões de t no semestre e 595 mil t no mês de junho, equivalendo a retrações interanuais de 20,6% e 35,8%, respectivamente.

Como o Diário do Comércio mostrou no fim de junho, as importações de aço estão em queda em relação a 2025 desde março, refletindo o fortalecimento das medidas de defesa comercial do setor siderúrgico implementadas pelo governo federal.

Em janeiro, o governo autorizou a aplicação de direito antidumping definitivo sobre aços pré-pintados chineses e indianos e o aumento do imposto de importação para 25% de nove tipos de produtos siderúrgicos, sem o estabelecimento de cotas. Já em fevereiro, oficializou a taxação antidumping sobre aços laminados planos a frio e revestidos planos da China.

Mais recentemente, no final de maio, o governo renovou por mais 12 meses o mecanismo que impõe tarifa de importação de 25% e estabelece cotas de importação para 19 produtos siderúrgicos, adicionando mais um item à lista. O sistema, que busca conter a entrada de aço importado, entrou em vigor em junho de 2024 e havia sido prorrogado em 2025.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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