Produção de aço em Minas Gerais recua 4,6% no primeiro trimestre
A produção de aço bruto em Minas Gerais, no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, caiu 4,6%, para 2,4 milhões de toneladas (t), conforme dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil. No âmbito nacional, foram produzidas 8,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 3,1%.
Com 29,9% de participação no volume produzido no País, o Estado liderou o ranking das unidades da Federação, apesar do resultado negativo. Seu principal concorrente, o parque siderúrgico do Rio de Janeiro, respondeu por 27,4%, ou 2,2 milhões/t.
Por outro lado, a produção em março deste ano, sobre igual intervalo do ano passado, aumentou 8% em Minas Gerais, somando 898 mil/t. Nacionalmente, houve um movimento oposto, com retração de 2,5%, totalizando 2,8 milhões/t.
Semiacabados para venda e laminados
Diferentemente do que aconteceu com o aço bruto, a quantidade de semiacabados para venda e laminados produzida em Minas Gerais diminuiu tanto na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2025 quanto no confronto entre o primeiro trimestre de cada ano. As quedas foram, respectivamente, de 12,4%, para 766 mil/t, e 3,8%, para 2,2 milhões/t.
No Brasil, a produção mensal chegou a 2,7 milhões/t, queda de 4,6%, e a trimestral alcançou 7,7 milhões/t, baixa de 2,5%. A participação do Estado nesses volumes foi de 28,2% e 29%, na devida ordem, sendo líder do ranking nacional em ambos os casos.
Importações crescem no trimestre, mas diminuem em março
Obstáculo para as siderúrgicas produzirem mais, as importações brasileiras de aço atingiram 1,8 milhão/t no acumulado de janeiro a março, com incremento interanual de 4,2%. Somente da China vieram 1,1 milhão/t, o que equivale a uma leve alta de 1,6%.
Em março, o volume importado foi de 608 mil/t. Sobre um ano antes, houve recuo de 8,3%. Neste caso, o mercado chinês enviou 361,4 mil/t, com queda significativa de 19,3%.
Cabe lembrar que, recentemente, o governo federal implementou novas medidas para tentar frear as importações, especialmente do gigante asiático, em resposta às demandas da siderurgia por maior proteção contra uma concorrência considerada desleal. Com isso, analistas diziam que os números poderiam começar a cair e parte do setor tinha otimismo.
Em janeiro, foram aprovadas a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de aços pré-pintados chineses e indianos e o aumento das tarifas de importação, para 25%, por 12 meses, de nove Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs) de produtos de aço, sem o estabelecimento de cotas. Em fevereiro, foi oficializado o direito antidumping definitivo às importações de laminados planos a frio e revestidos da China.
Exportações, vendas internas e consumo aparente
Ainda segundo o Aço Brasil, as exportações no primeiro trimestre de 2026 cresceram 12,1%, para 2,8 milhões/t, se comparado a igual intervalo de 2025. Já em março, também no confronto interanual, somou 584 mil/t, com recuo de 25,8%.
A entidade ressalta que nos dados de março, foram registrados volumes relativos a operações com embarque antecipado, que geralmente apresentam números acima do exportado efetivamente. A correção deve ocorrer nas próximas divulgações.
Outro indicador do setor, as vendas internas totalizaram 5,1 milhões/t entre janeiro e março, retraindo 1,1%, e atingiram 1,9 milhão/t apenas no último mês, com alta de 4,9%.
Por sua vez, refletindo as importações, o consumo aparente de produtos de aço apresentou uma pequena queda de 0,8% no trimestre e um aumento de 1,1% em março, somando, respectivamente, 6,6 milhões/t e 2,4 milhão/t.
Ouça a rádio de Minas