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Produção da indústria mineira registra queda brusca em março

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Crédito: Eric Gonçalves

A atividade industrial mineira foi impactada nas mais diferentes frentes devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O índice que mede a evolução da produção, por exemplo, diminuiu 10,8 pontos em março numa comparação com fevereiro, passando de 46,8 pontos para 36 pontos.

O número ficou ainda mais distante da linha dos 50 pontos, que separa a retração do aumento. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em sua Sondagem Industrial.

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Quando se compara a evolução da produção em março deste ano com o mesmo período de 2019 (47 pontos), a diminuição foi de 11 pontos. A retração no terceiro mês de 2020 foi tanta para esse indicador que só não foi menor do que o registrado em dezembro de 2014 (35,9 pontos), período em que a recessão atingiu a economia do País.

A analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Muniz, chama a atenção também para outro recuo importante: o da evolução do número de empregados, que apresentou queda de 5,2 pontos em março em relação a fevereiro (51,8 pontos), chegando a 46,6 pontos e mostrando, mais uma vez, retração do emprego.

Na comparação com o mesmo período do ano passado (50,1 pontos), o recuo foi de 3,5 pontos. O número foi o menor para março em um período de quatro anos.

A utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual também apresentou queda. O indicador recuou 13,8 pontos em relação a fevereiro (45,4 pontos), chegando a 31,6 pontos em março. Na comparação com março do ano passado (39,7 pontos), a diminuição foi de 8,1 pontos.

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Os estoques de produtos finais, por sua vez, chegaram a 48,9 pontos em março. As empresas fecharam o mês com os estoques abaixo do que era previsto.

Condições financeiras – A Sondagem Industrial de março também revela que a satisfação com o lucro operacional no primeiro trimestre deste ano atingiu 40,5 pontos. Os números mais uma vez são mais baixos do que o registrado em igual período de 2019, que foi 40,8 pontos, mostrando uma queda de 0,3 pontos. Já na comparação com o trimestre anterior (44,9 pontos), a retração foi de 4,4 pontos.

O índice de satisfação com a situação financeira chegou aos 44,7 pontos no primeiro trimestre deste ano, recuando 5,4 pontos em relação ao último trimestre do ano passado (50,1 pontos). Em comparação a igual período de 2019 (46,8 pontos), a queda foi de 2,1 pontos.

Houve recuo também no índice de satisfação com as condições de acesso ao crédito, de 6,2 pontos, na comparação entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre de 2020, passando de 43,8 pontos para 37,6 pontos. Em relação a igual período de 2019 (38,8 pontos), a retração foi de 1,2 ponto.

Problemas – A Sondagem Industrial também mostrou os principais problemas enfrentados pelas indústrias atualmente. Após 18 trimestres consecutivos ocupando o segundo lugar, a demanda interna insuficiente chegou ao topo do ranking, atingindo 37,5% das assinalações. O segundo lugar ficou para a elevada carga tributária (32,2%), que há 18 trimestres consecutivos ocupava o primeiro lugar.

A taxa de câmbio (25%) saiu da sétima posição e atualmente ocupa a terceira, enquanto a falta ou alto custo da matéria-prima (22,3%) passou da quinta posição para a quarta. No quinto e sexto lugares ficaram a burocracia excessiva (21,7%) e a falta de capital de giro (19,3%).

“Outros” (16,5%) que ocupavam a décima oitava posição chegou à sétima, sendo que as justificativas mais citadas foram a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as consequentes medidas de distanciamento social.

Expectativas do empresário em baixa

A Sondagem Industrial da Fiemg aponta que as expectativas dos empresários diminuíram consideravelmente. A expectativa de demanda caiu 30,8 pontos em abril na comparação a março, passando de 60,2 pontos para 29,4 pontos.

O índice é o mais baixo da série histórica e mostra que os industriais acreditam em queda da demanda nos próximos seis meses. Na comparação com abril do ano passado (59,7 pontos), o índice recuou 30,3 pontos.

Os empresários também estão prevendo queda nas compras de matérias-primas. A diminuição no indicador de abril (31,6 pontos) foi de 27 pontos na comparação com o mês de março (58,6 pontos) e de 25,1 pontos em relação ao mesmo período de 2019 (56,7 pontos). Também é o menor patamar da série histórica.

Já o índice de expectativa em relação ao número de empregados apresentou queda de 19,5 pontos em abril (34,7 pontos) na comparação com março (54,2 pontos). Há 17 meses que o indicador estava acima de 50 pontos, limite entre queda e aumento dos empregos. .

O índice de intenção de investimentos, por sua vez, lembra a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Muniz, retornou a patamares do período de recessão econômica no Brasil, entre os anos de 2015 e 2016, chegando a 37,5 pontos em abril contra 63 pontos em março.. Na comparação com igual período de 2019 (52,9 pontos), a retração foi de 15,4 pontos.

Daniela Muniz lembra que, apesar de 2019 ter apresentado certa volatilidade em relação aos números da indústria, os dados estavam melhorando gradualmente e as expectativas estavam se mostrando positivas para os próximos seis meses.

No entanto, diz ela, “o Covid-19 trouxe diversos efeitos, como paralisações das linhas de produção e reflexos na própria confiança do empresário”, afirma.

As perspectivas, de acordo com ela, não são animadoras para 2020. “Como houve essa tendência drástica na produção e com os empresários esperando uma queda talvez até mais brusca, este ano deverá ser de retração para a indústria, sobretudo no setor de transformação”, destaca.

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