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Qualificação é desafio para indústria de MG

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Crédito: Divulgação

Cerca de 1.17 milhão de trabalhadores em profissões industriais terão de passar por qualificações no Estado até 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para subsidiar o oferecimento de cursos da entidade.

Os números incluem, em maior parte, os profissionais que já estão empregados, mas que precisam se aperfeiçoar na área de atuação. Já 26% deverão se qualificar para poder entrar no mercado de trabalho.

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A coordenadora de núcleo pedagógico do Senai, Alessandra Teixeira, destaca que esse cenário se deve a uma série de fatores. Entre eles estão o movimento da economia, com o Brasil começando a crescer novamente, e o avanço da tecnologia.

“Tem espaço para profissionais com todos os tipos de capacitação, como qualificação básica, habilitação técnica e formação de nível superior”, frisa.

A falta de uma qualificação maior verificada no Estado, por sua vez, segundo a profissional, está relacionada à queda na procura por capacitação, que é um reflexo da economia em crise. “A economia dessa forma reflete na educação, inclusive básica”, diz ela.

Setores – De acordo com o estudo, as áreas que mais vão precisar de profissionais com formação técnica no Estado são transversais, metalmecânica, eletroeletrônica, energia e telecomunicações e construção.

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Trabalhadores que têm qualificação transversal atuam em qualquer segmento do mercado, como os técnicos em eletrotécnica.

As ocupações de técnicos de controle da produção, técnicos de planejamento e controle de produção, técnicos em eletrônica e técnicos em eletricidade e eletrotécnica lideram a demanda por formação técnica dentro e fora da indústria.

Já quando se trata dos cursos de qualificação, as áreas que mais vão demandar profissionais com essa formação (+200h) são as de metalmecânica, alimentos, confecção e vestuário, eletroeletrônica, energia e telecomunicações.

As ocupações que mais vão exigir esse tipo de curso (+200h) são mecânicos de manutenção de máquinas industriais, operadores de máquinas para costura de peças do vestuário, preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, mecânicos de manutenção de veículos automotores e padeiros, confeiteiros e afins.

Ainda de acordo com o Mapa do Trabalho, as áreas de informática, gestão, construção, metalmecânica e produção serão as que mais irão exigir a qualificação de profissionais em nível superior.

As ocupações nessas áreas com as maiores demandas do tipo serão analistas de tecnologia da informação, gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública, engenheiros civis e afins, engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins e gerentes de tecnologia da informação.

Medidas – Para que esse cenário possa se desenvolver bem, Alessandra Teixeira afirma que é muito importante que as próprias pessoas busquem seu autodesenvolvimento. Além disso, ela acrescenta, as empresas também devem investir no aperfeiçoamento dos trabalhadores.

A coordenadora de núcleo pedagógico do Senai frisa, ainda, que o empreendedorismo vem aumentando e que é importante que as pessoas invistam em desenvolver as suas competências também nessa área, focando a inovação.

Produção do setor registra alta de 0,8% em agosto

Rio – Puxada pela extração de minério e petróleo, a produção industrial brasileira interrompeu três meses de queda e registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior. O resultado, porém, foi concentrado e mostra desaceleração da atividade ao longo dos últimos meses.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria brasileira acumula queda de 1,7% no ano. Em 12 meses, a perda acumulada também é de 1,7%, superior aos 1,3% registrados no mês anterior.

“Apesar da melhora na comparação com o mês anterior, quando a gente compara com 2018, fica evidente o tamanho da perda”, diz o gerente da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo. “E essa melhora se dá em cima de uma base de comparação mais baixa e com característica muito concentrada.”

Segundo o IBGE, o crescimento em agosto foi o mais intenso desde junho de 2018, mas ficou concentrado em uma das quatro atividades econômicas pesquisadas pelo instituto: a produção de bens intermediários, com alta de 1,4%.

Apenas 10 dos 26 ramos pesquisados pelo instituto apresentaram alta no mês, em comparação com julho. É o pior desempenho desde maio, quando oito ramos mostraram resultado positivo.

A influência mais importante para o resultado de agosto veio da indústria extrativa, que avançou 6,6%. Foi a quarta taxa positiva após os tombos registrados no início do ano com a suspensão de atividades mineradoras após a tragédia em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A melhora reflete a retomada das operações em minas da Vale e a redução no número de paradas para manutenção de plataformas de produção de petróleo. Ainda assim, a indústria extrativa está 5% abaixo do patamar de janeiro, antes da tragédia.

Com o impulso da extrativa, a produção de bens intermediários, que representa 55% da indústria brasileira, subiu 1,4% no mês, em comparação com o mês anterior.

Também contribuíram para o desempenho o setor de produção de combustíveis e a indústria alimentícia – nos dois casos, com grande influência de bens intermediários, como a produção de açúcar, disse Macedo.

Já a produção de bens de capital caiu 0,8% e a de bens de consumo, 0,7% – com destaque negativo para os bens de consumo duráveis (-1,4%), puxados pela queda na produção de automóveis (-3%), que reverteu a expansão registrada no mês anterior.

“Há um movimento errático na produção de automóveis. Ora com crescimento, ora com queda, em tentativa de adequar a produção à demanda”, diz o gerente da pesquisa.
Também influenciaram negativamente os ramos de confecção de artigos de vestuário (-7,4%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos farmoquímicos (-2,7%).

“Mesmo avançando em relação a julho, esse resultado está longe de significar uma reversão das perdas do passado”, avalia Macedo. Nos oito meses de 2019, em cinco a indústria teve resultado negativo.

Acumulado – No ano, a perda acumulada é de 1,7%, também com forte impacto dos os efeitos de Brumadinho -a indústria extrativa acumula queda de 10,7%, puxando o setor de bens intermediários a queda de 2,6%. As demais categorias ficaram próximas da estabilidade.

Para Macedo, o ambiente de incerteza das famílias e no comércio exterior continua impactando o desempenho da indústria brasileira. “São 12 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, a qualidade do trabalho também é menor. E isso não contribuiu para o aumento da demanda doméstica”, afirma.

Em relação a agosto de 2018, a produção industrial brasileira recuou 2,3%, informou o IBGE. Nesta base de comparação, houve queda em todas as grandes atividades pesquisadas.

Em 12 meses, a indústria registra queda de 1,7%, o que indica perda de ritmo da atividade, de acordo com Macedo. Em julho, o recuo era de 1,3%. Nessa base de comparação, 16 dos 26 setores estão no terreno negativo, o pior espalhamento desde abril de 2017.

“A entrada de agosto nos dá uma ideia de aumento da intensidade de perda da indústria”, disse o gerente da pesquisa. “É uma produção industrial que opera abaixo de 2018, acentuando as perdas do início do ano.” (Folhapress)

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