Economia

Salinas terá condomínio voltado para a indústria de confecção

O condomínio ficará às margens da BR-251 e terá 63 mil m² de área disponível para empresas
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Salinas terá condomínio voltado para a indústria de confecção
Foto: Dijalma Santos / Prefeitura de Salinas

Salinas, no Norte de Minas Gerais, terra da cachaça artesanal e futuro polo de mineração de lítio, terá um condomínio industrial voltado para a área de confecção, já planejado como forma de diversificar a economia local e regional. Serão 63 mil metros quadrados (m²), às margens da BR-251, disponíveis para instalação de fábricas do segmento.

A prefeitura salinense, que já adequou o terreno, vai doar lotes e conceder dez anos de isenção de impostos municipais para os empreendimentos que se estabelecerem no local. Em troca, os negócios deverão cumprir contrapartidas que beneficiem o município.

O Executivo municipal mantém conversas com interessados, assim como a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que colabora com o projeto nessa frente de atração dos investimentos para promover o desenvolvimento do setor industrial.

O vice-presidente da Fiemg Regional Vale do Jequitinhonha, José Balbino, espera que ao menos uma negociação seja concluída já em 2027. Contudo, ainda não é possível prever quando a operação teria início, pois o prazo depende do ritmo de obras de cada empresa.

Ele estima que o condomínio possa atrair cerca de R$ 100 milhões em investimentos e criar mil empregos diretos. Esse cálculo inicial considera a instalação de cinco indústrias de confecção, com aporte de R$ 20 milhões e geração de 200 vagas por empreendimento.

Para o prefeito de Salinas, Kinca Dias (PSB), o projeto representa uma oportunidade de ampliar trabalho e renda, especialmente para as mulheres, além de aquecer o comércio e a economia local. “O condomínio de confecção vai abrir mais espaço no mercado de trabalho para o público feminino. Eu creio que mais de 90% das pessoas que forem trabalhar nele serão mulheres. Para nós, isso é de fundamental importância, porque a nossa região gera poucos empregos para mulheres”, afirma.

Unidades do Sesi e Senai serão implantadas no terreno

O terreno onde será construído o condomínio para a indústria de confecção tem 70 mil metros quadrados (m²) no total. Excluindo a parte dedicada às fábricas, uma área de sete mil m² foi doada pela prefeitura para a instalação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), dividida em quatro mil m² e três mil m², respectivamente.

As duas instituições, administradas pela Fiemg no Estado, prometem estimular o desenvolvimento socioeconômico não apenas de Salinas, mas também de outros municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha. As obras estão previstas para começar em janeiro de 2027, com expectativa de entrada em funcionamento no início de 2028. A estimativa de investimento para a implantação das unidades é da ordem de R$ 50 milhões.

Conforme Balbino, o Senai vai oferecer cursos técnicos profissionalizantes para o segmento da confecção e demais que atuem nas regiões, como os da cachaça e mineração. Também vai disponibilizar equipamentos básicos, como máquina de corte, para as empresas de confecção que se instalarem no condomínio industrial utilizarem em um primeiro momento, medida que visa reduzir os custos iniciais e viabilizar as operações.

Já o Sesi, de acordo com o vice-presidente da Fiemg Regional Vale do Jequitinhonha, oferecerá, a princípio, a educação básica do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. O projeto prevê para o futuro a inclusão do Sesi IN (modelo de educação infantil e berçário para filhos dos trabalhadores) e do Nutri Sesi (programa focado em soluções de alimentação corporativa para atender as indústrias do condomínio).

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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