DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2090

VENDA: R$5,2100

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,1800

VENDA: R$5,3600

EURO

COMPRA: R$6,0756

VENDA: R$6,0768

OURO NY

U$1.813,62

OURO BM&F (g)

R$300,00 (g)

BOVESPA

-3,08

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia Economia-destaque
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O Banco Central indicou que as condições para sua sinalização de que a taxa Selic não deve subir seguem de pé, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada ontem, na qual reforçou considerar adequado manter a chamada prescrição futura como instrumento de política monetária adicional.

Apesar da existência de uma assimetria em seu balanço de riscos para a inflação para o lado altista, o BC ressaltou que não pretende reduzir o grau de estímulo monetário a menos que o quadro mude.

PUBLICIDADE

“O Copom avaliou que as condições para a manutenção do ‘forward guidance’ seguem satisfeitas. O comitê considera que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, encontram-se significativamente abaixo da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária; o regime fiscal não foi alterado; e as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas”, apontou a ata.

No documento, o BC também reiterou a mensagem de que por questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço para cortar ainda mais os juros, se existente, deve ser pequeno.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em sua mínima histórica de 2% ao ano após nove cortes consecutivos, conforme esperado pelo mercado, e, num comunicado sem grandes novidades quanto à política monetária, reconheceu que a inflação deve acelerar no curto prazo.

Parte do mercado se ressentiu da falta de mensagens mais atualizadas do BC sobre o lado fiscal, em meio a pressões crescentes para mais despesas em 2021 e dúvidas quanto à manutenção da regra do teto de gastos nesse contexto, e sobre o avanço de preços na economia, na esteira de uma disparada da inflação ao produtor e de alta em alimentos e na construção civil.

Para o diretor do ASA Bank e ex-secretário do Tesouro, Carlos Kawall, a ata essencialmente refletiu o comunicado e apontou que a recuperação desigual da economia coloca uma pressão para baixo nos preços livres no horizonte relevante para a política monetária.

“Por isso a decisão de manter os juros e, na ausência da possibilidade de cortar, a ideia de que ele não subirá (a Selic) tão cedo”, afirmou ele, que prevê a manutenção da taxa básica no atual patamar pelo restante do ano.

Inflação – Sobre a visão de que a inflação ao consumidor deve se elevar no curto prazo, o BC disse na ata que contribuem para esse movimento a alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade.

Já sobre os preços administrados, a avaliação é que eles devem apresentar “variação contida”, com destaque para o recuo nas tarifas de plano de saúde em setembro e a queda projetada para o preço da gasolina a partir de outubro.

Em nota, o Bradesco avaliou que, mesmo incorporando essa alta da inflação ao consumidor à frente, o BC indicou que as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor amplo (IPCA) seguem compatíveis com as metas de médio prazo.

“A leitura é a de que o setor de serviços deve continuar com ociosidade elevada, gerando pressões desinflacionárias provenientes da redução da demanda, que podem ter duração maior do que em recessões anteriores”, disse a equipe de analistas do banco.

Por isso, a avaliação é que o Copom não fechou as portas para eventualmente cortar a Selic, mas reforçou que isso demandaria maior clareza sobre a atividade e inflação prospectivas, e poderia ocorrer com espaçamento temporal, disse o Bradesco, que também prevê uma taxa básica inalterada para as próximas reuniões do comitê.

Em relação à evolução da atividade, o BC pontuou que a recomposição de renda proporcionada pelo auxílio emergencial e outras ações do governo “vêm permitindo que a economia brasileira se recupere relativamente mais rápido que a dos demais países emergentes”.

Ao mesmo tempo, frisou que os indicadores recentes sugerem uma recuperação parcial, com padrão similar à que ocorre em outras economias, onde os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, numa menção indireta ao comportamento dos serviços.

Nesse sentido, o BC voltou a dizer que a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, principalmente para o período a partir do final deste ano, quando haverá arrefecimento dos efeitos do auxílio emergencial. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!