Setor de serviços cresce 1% em Minas em julho, mas acumula queda no ano
O volume de serviços em Minas Gerais cresceu 1,3% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025. Em relação a junho, o setor avançou 1%, enquanto a média nacional ficou estável. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de Minas Gerais, outras 12 unidades da Federação registraram crescimento no volume de serviços na comparação com junho. Apesar dos resultados positivos em parte do País, o índice nacional ficou estável (0%).
Entre os locais que registraram taxas positivas em julho, o principal impacto sobre o resultado nacional veio do Rio Grande do Sul (3%), seguido por Paraná (1,9%), Bahia (3,2%) e Minas Gerais (1%). Em sentido contrário, São Paulo (-0,8%) exerceu a principal contribuição negativa, seguido por Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-3,3%), Santa Catarina (-0,9%) e Goiás (-1,9%).
Em Minas, na comparação entre julho de 2026 e o mesmo mês de 2025, os serviços de informação e comunicação tiveram a maior influência positiva sobre o resultado, com alta de 6,2%. Os serviços profissionais, administrativos e complementares (2,3%) e os prestados às famílias (1,7%) também avançaram no período. Em contrapartida, os serviços de transportes e correios recuaram 1,7%, enquanto a categoria de outros serviços caiu 2,6%.
A economista do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, destaca que, apesar dos resultados positivos nas comparações mensal e interanual, Minas Gerais ainda acumula retração no volume de serviços em 2026.
De janeiro a julho, o volume de serviços em Minas Gerais acumulou queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi influenciado pelas retrações nos serviços de transportes (-3,1%), profissionais e administrativos (-2,4%) e prestados às famílias (-0,6%). “O fato de o setor de transporte ter um peso maior no índice, ele acaba impactando para que os resultados finais não sejam tão positivos”, avalia.
Para o economista da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), Vinícius Carlos Silva, a diferença entre o desempenho de Minas, que acumula retração de 0,5%, e o do Brasil, com avanço de 1,9%, mostra uma recuperação desigual do setor. “Minas ainda está com alguns desafios para dinamizar o setor de serviços”, avalia.
Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o indicador vem mostrando redução gradual das perdas. De janeiro a maio, a retração era de 1,1% e, no primeiro semestre, ficou em 0,8%. Com a incorporação dos dados de julho, a queda acumulada passou para 0,5%.
Na avaliação do economista da FCDL-MG, são necessárias políticas regionais para fortalecer o setor de serviços e ampliar o aproveitamento do potencial turístico do Estado.

Volume de atividades turísticas cai 4% em Minas em 2026
No índice de atividades turísticas, Minas acumula queda de 4% entre janeiro e julho e aparece entre os Estados que mais contribuíram para a retração de 1% registrada no País. O principal impacto negativo veio de São Paulo (-1,3%), seguido por Minas Gerais (-4%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%).
Diante desse cenário, o economista da FCDL-MG defende a adoção de políticas regionais para fortalecer o segmento e ampliar o aproveitamento do potencial turístico de Minas. “O Estado tem que evidenciar essas potencialidades. Hoje não se fala mais em vocação, fala-se em potencial e Minas Gerais tem um potencial muito forte turístico e pouco aproveitado”, afirma.
Segundo Silva, é necessário ampliar a divulgação dos atrativos do Estado e trabalhar os custos relacionados à atividade turística. “Isso é uma estratégia para dinamizar e fortalecer a questão do serviço como um todo”, avalia.
Apesar da queda no acumulado do ano, o volume de atividades turísticas em Minas cresceu 2,8% em julho na comparação com junho. Segundo Silva, o avanço foi impulsionado pelas férias escolares. “Essas sazonalidades são muito importantes para o setor”, avalia.
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