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Siderúrgicas irão reajustar preços do aço entre 8% e 10,5% em julho

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Experiências na área têm disseminado uma mudança no mindset e a cocriação no ambiente de negócios da produtora de aço | Crédito: Divulgação/ArcelorMittal
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Para reduzir os prejuízos provocados pelo aumento dos custos, as siderúrgicas estão reajustando o preço do aço. De acordo com o presidente executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Jorge Loureiro, a tendência é de um reajuste entre 8% e 10,5%, que começa a valer a partir de 1º de julho.

Loureiro explica que os anúncios dos reajustes já foram iniciados. O primeiro será o da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que aumentará em 10,5% os valores do aço a partir de 1º de julho. O ajuste ocorre por conta da valorização do dólar e do preço do minério de ferro.

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“A princípio, o reajuste ocorreria em junho, mas acho que tiveram dificuldades em relação ao mercado. Essa pequena reação vista por agora fez com que tomassem a decisão de aplicar o aumento em julho. Quando uma empresa anuncia, a tendência é que as demais sigam”, disse Loureiro.

Também já foi anunciado o reajuste da ArcelorMittal, que será aplicado a partir de 3 de julho. De acordo com Loureiro, a alta será de 10% nas chapas fina quente e fina frio e 8% nos revestidos galvanizados.

Em relação à Usiminas, ainda não foi divulgada uma posição final. “Sabemos que estão discutindo o aumento e deverão seguir a CSN e a ArcelorMittal. A empresa já alertou que terá aumento em julho, mas ainda não revelou o índice”.

Ainda segundo Loureiro, apesar do mercado retraído, os reajustes são necessários e têm espaço para sere implantados. Um dos motivos que permitem o aumento dos preços é a valorização do real frente ao dólar. Com a moeda norte americana cotada em torno de R$ 5,30, a importação de aço se torna inviável.

Além disso, as siderúrgicas estão com os custos de produção mais elevados. Desde março, quando ocorreu o último aumento nos preços do aço, os custos com carvão e minério já subiram em torno de 20%. Por isso, a elevação dos preços do aço vem para reduzir os prejuízos acumulados pelo setor.

O representante do Inda ressalta que os preços do carvão e do minério de ferro são dolarizados, o que causou um impacto nos custos das siderúrgicas. “Se a gente pegar do último aumento, ocorrido em março de 2020, até hoje, o custo com minério e carvão subiu mais de 20%. Então, há uma necessidade de aumento”.

De acordo com Loureiro, o que segura os aumentos de preços e faz com que as usinas tenham certas dificuldades de elevar os valores, primeiro, é a paridade internacional.

“Se subir muito os preços no mercado interno, abre-se espaço para que o material importado entre no mercado local e crie uma competição. Isso, hoje, não existe. Com o dólar a R$ 5,30 e o aumento dos custos no exterior, já que o aço teve uma recuperação de preços variando de 8% a 10%, com BQ na China saindo de US$ 390 para US$ 430, mais o frete, hoje, o material chegaria ao Brasil com valores de 13% a 14% acima do preço nacional. Então, não existe competição com os aumentos já anunciados”.

O segundo fator que segura o aumento dos preços é a disputa pelo market share. “Como o mercado apresentou uma queda muito grande, sentimos que as usinas estão, de certa maneira, respeitando uma disciplina de mercado. Estão em uma posição, devido ao mercado muito ruim, de não retirar pedidos dos concorrentes. Isso, também permite que se faça reajuste de preços encima de um mercado que continuará com a lucratividade ruim”, explicou.

Siderúrgicas – Procuradas pela reportagem, a Usiminas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a ArcelorMittal disseram que não comentam as suas políticas de preços.

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