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Startups prosperam na pandemia e conduzem mercado de varejo

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As Startups terão regras específicas de licitação na contratação pela administração pública | Crédito: Depositphotos
Crédito: Depositphotos

O mercado de startups ganha cada vez mais espaço entre os negócios de todo o Brasil. É isso o que demonstra a pesquisa realizada pela Liga Ventures, divulgada no mês de junho, quando informa existirem no país mais de 16 mil startups atuando em vários setores. Deste montante, cerca de 357 pertencem ao mercado do varejo e envolvem pagamentos, e-commerce, gestão, divulgação de produtos e outros serviços.

Minas Gerais é considerado o segundo maior Estado a investir em startups, ficando atrás apenas de São Paulo. O Estado contabiliza aproximadamente 20 empreendimentos desse segmento.

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Segundo o sócio-diretor de Inteligência de Mercado da Liga Ventures, Raphael Augusto, o setor de varejo tem muito a apresentar para o mercado do empreendedorismo.

 “O setor de varejo é uma grande oportunidade para as startups. Elas estão em um patamar considerado maduro no quesito de entrega de produtos e serviços, o que faz muito sentido para o mercado. Por isso, elas vêm crescendo ao longo do tempo. E fazemos esse mapeamento dessas empresas para ajudar os empreendedores a identificar quais são as oportunidades que estão surgindo, além das necessidades desse mercado em expansão”, explica.

Raphael Augusto também avalia que a crise pandêmica ajudou a alavancar o sucesso das startups, pois setores da educação, da saúde e da alimentação tiveram que inovar. “As startups foram uma boa saída para isso. Nós mudamos as formas de consumo e, independente do segmento, as empresas que estavam atuando precisaram se adaptar a esse contato com o cliente para fazer essa modificação. Essas soluções, em grande parte delas, vieram das startups”, salienta.

Questões como delivery, pagamentos via internet e exposição de produtos via web são alguns dos exemplos que muitas startups desenvolvem para os empreendedores durante esse período de crise sanitária.

Desenvolvimento econômico com as startups de Minas

Conforme dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), o Estado conta com cerca de 412 startups com soluções tecnológicas para o mercado varejista. Ainda de acordo com a pasta, entre 2020 e início de 2021 foram investidos aproximadamente R$ 3 milhões no setor.

Segundo o superintendente de Inovação Tecnológica da Sede, Pedro Emboava, as startups exercem um papel fundamental na economia de Minas. “São importantes porque possibilitam que o setor do varejo possa ser digitalizado, tornando-o mais eficiente e alcançando ainda mais clientes, principalmente, neste momento de pandemia”, explica.

De acordo com Emboava, com a crise sanitária, houve um crescimento na procura de pequenas e médias empresas pelas implementações de tecnologias e inovações. “Não somente em Minas, mas no Brasil todo, ficou perceptível que muitas empresas tiveram que modernizar a metodologia de vendas e acesso aos consumidores para continuarem no mercado durante os períodos de pico da Covid-19”, salientou o superintendente.

Desde o dia 1° de junho desde ano, foi assinado pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, a Lei n° 182/21 – o Marco Legal das Startups – que reconhece como empreendedorismo inovador e garante importância como empresa, com incentivo de investimentos, empregabilidade, responsabilidades administrativas entre outros direitos e deveres.

 “Aqui em Minas, antes mesmo da Lei do Marco Legal das Startups, fomos os pioneiros em desenvolvimento da Lei Estadual 23.793/2021, que estabelece uma série de incentivos para a abertura de startups aqui no Estado”, informa Pedro Emboava.

Para o superintendente de Inovação Tecnológica da Sede, Pedro Emboava, as legislações vigentes favorecem o mercado empreendedor e estimulam o crescimento de startups em diversos setores, mas, principalmente, no varejo, que está em grande expansão.

A avaliação positiva é compartilhada pela gerente da unidade de Indústria, Comércio e Serviços do Sebrae Minas, Márcia Valéria Cota Machado, que avalia esse crescimento desde 2016, quando o segmento em Minas ainda “engatinhava” para alguns setores específicos, como saúde e alguns serviços de varejo.

“Atualmente, percebemos um amadurecimento tecnológico e o avanço das startups no mercado varejista em diversos setores, que vai desde a digitalização do pequeno empreendedor e da gestão administrativa dos negócios até o contato com o consumidor final, o que é fantástico”, explica.

A evolução, para a Márcia Machado, está em bases tecnológicas rápidas e de baixo custo, altamente confiáveis e eficientes, com propostas de serviços modernos e que atendam aos empresários e empreendedores. “Isso tudo adequando a necessidade de cada um, seja para o delivery, para a exposição do produto, com um mix diferenciado, para o pagamento digital e o que mais tiver de inovador e facilitar tanto a vida do cliente quanto a do comerciante”, reforça.

Márcia Machado diz que o Sebrae estimula os empreendedores a trabalharem com startups como forma de mudança da cultura e com o propósito de inserir a tecnologia nos empreendimentos.

“Com a crise sanitária, os hábitos dos consumidores tiveram que mudar e, consequentemente, os empresários e empreendedores também tiveram que avançar para as tecnologias e inovações do mercado, como modificar a forma de entrega de produtos. Com isso, as startups diminuíram as distâncias que existiam entre a tecnologia, esses empreendedores e os clientes”, destaca Márcia Machado. 

Aportes para startups batem recorde

Startups brasileiras finalizaram o primeiro semestre deste ano com o melhor resultado da história. Conforme dados divulgados pela Inside Venture Capital, o valor de aportes recebidos pelas startups do país ultrapassaram em 40% o total investido em todo o ano de 2020. Até o momento, foram U$5,2 bilhões recebidos, frente aos R$ 3,5 bilhões captados no ano passado.

De acordo com o estudo, de janeiro a junho, foram feitos 339 investimentos em startups. O volume captado (U$ 5,2 bilhões) é também três vezes superior ao montante recebido no mesmo período do ano passado — cerca de U$ 3 bilhões.

Na lista dos segmentos em destaque e que receberam o maior volume de aportes no mês de junho lideram as fintechs, com U$ 1,5 bilhões recebidos em 15 rodadas de investimento, e as hrtechs, da área de recursos humanos, com U$ 220,6 milhões recebidos em três rodadas de investimento.

No acumulado do semestre, as startups do setor imobiliário ocupam o segundo lugar da lista, logo atrás das fintechs, com U$ 829,4 milhões e U$2,4 bilhões, respectivamente.

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