Economia

Suco de laranja, carne e café ficam de fora de novo tarifaço de Trump

Medida anunciada pelo governo de Donald Trump exclui produtos considerados estratégicos para a economia americana; decisão final sai até 15 de julho
Suco de laranja, carne e café ficam de fora de novo tarifaço de Trump
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

O novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, anunciado nesta terça-feira (2), incluiu uma lista de produtos que não estarão sujeitos à sobretaxa de 25%, incluindo frutas, café, medicamentos e partes aeronáuticas.

O governo americano diz que deixou de fora itens que poderiam levar à escassez nos Estados Unidos, a necessidade da economia e produtos que não poderiam ser cultivados em solo americano.

Veja abaixo alguns dos itens que ficaram isentos:

  • Frutas: laranja (polpa e suco, congelado ou não, além de bebidas à base de suco), tomates, mandioca, certas nozes (como castanha-do-pará e de caju), frutas (banana, abacaxi, manga, coco, goiaba);
  • Café: torrado e descafeinado, além de substitutos do café que contenham a planta em qualquer proporção, extratos, essências e concentrados de café (com exceção do café instantâneo não aromatizado) e preparações à base desses extratos ou do próprio café, chá, especiarias e mate;
  • Carnes bovinas: frescas, congeladas ou resfriadas (incluindo cortes de alta qualidade) e outros cortes processados ou não, com osso ou desossadas, além de fígado, língua e outros miúdos, carne seca ou defumada;
  • Minerais e combustíveis: minérios de ferro, manganês, cobre, alumínio e outros; além de carvão, petróleo bruto, gás natural;
  • Produtos químicos e farmacêuticos: certos medicamentos contendo antibióticos, vitaminas, vacinas para humanos e animais;
  • Componentes para aviação civil: uma lista ampla de produtos do setor, que inclui desde tubos de plástico e juntas de borracha até motores de turbina, sistemas de radar e assentos específicos para aeronaves;
  • Metais preciosos: ouro, prata e moedas em diversas formas;
  • Papel e madeira: pastas de madeira (celulose), certos tipos de papel e madeiras tropicais brutas ou serradas.

Quais os próximos passos?

Agora, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) vai abrir uma consulta para que o setor privado comente os resultados antes da elaboração do relatório definitivo, que precisa ser publicado até 15 de julho.

Mesmo que preliminar, a decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sob o governo Lula. A decisão sobre aplicação ou não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.

(Conteúdo distribuído por Folhapress)

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