Economia

Terminal rodoferroviário escoará o açúcar produzido no Triângulo

Unidade instalada na Usina Coruripe tem capacidade para transportar 2 milhões de toneladas por ano
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Terminal rodoferroviário escoará o açúcar produzido no Triângulo
Além de exportar o açúcar fabricado pela Usina Coruripe, o terminal operado pela Rumo em Iturama pode atender a outras empresas | Crédito: João Neto

A Usina Coruripe, com sede em Coruripe (AL) e quatro unidades produtivas localizadas em Minas Gerais, acaba de inaugurar o terminal rodoferroviário Comendador Rubem Montenegro Wanderley, em Iturama, no Triângulo. Com investimentos de R$ 95 milhões, a unidade de transbordo está conectada ao trecho da Ferrovia Norte-Sul sob concessão da Rumo, maior operadora de ferrovias do País. E tem capacidade para movimentar 2 milhões de toneladas de açúcar de exportação (VHP) por ano e representa um marco estratégico para a logística da região.

O marco se deve à competitividade nos fretes para todo o setor num raio entre 400 e 500 quilômetros que a unidade promete. Bandeira branca, o novo terminal poderá atender, além do volume da Usina Coruripe, outras empresas interessadas na logística ferroviária.

“Dizem que atrás da ferrovia vem o progresso. E, depois de décadas de espera, a chegada da Rumo trouxe também a ferrovia para o Centro-Oeste, uma das regiões mais pujantes do Brasil em termos de desenvolvimento econômico e social. Nosso setor é um grande exportador e, estando a quase 800 quilômetros do porto, sempre trouxe custos significativos para as empresas na região do Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e Sudeste de Mato Grosso do Sul. A conclusão da ferrovia Malha Central, ligando o Centro-Oeste ao Sul, oferecerá uma alternativa de transporte mais eficiente, econômica e ambientalmente melhor, tornando-se uma alavanca de crescimento do setor sucroenergético nessas regiões”, disse o presidente da Usina Coruripe, Mario Lorencatto, em seu discurso.

Ainda conforme Lorencatto, o empreendimento representa uma nova era tanto para a companhia quanto para toda a região, em função da importante contribuição para a logística ferroviária brasileira. Segundo ele, a unidade tem potencial para atender empresas da região no escoamento da produção com competitividade, segurança, grandes volumes e constância a partir do modal ferroviário.

O executivo destaca ainda as melhores práticas de segurança e sustentabilidade do empreendimento, que já nasce alinhado aos pilares de ESG da companhia. “Esperamos contribuir com o desenvolvimento da produção regional de açúcar e trazer mais facilidades a clientes e consumidores, além de gerar novos postos de trabalho. Esse investimento, apoiado pela Funchal e BTG Agro Logística, demonstra o compromisso socioeconômico da nossa empresa com a região”, ressalta o presidente da Coruripe.

O vice-presidente comercial da Rumo, Pedro Palma, considera que a unidade em Iturama tem localização estratégica, levando-se em conta a grande produção de açúcar na região. Com o novo terminal, o fluxo de operação será otimizado, uma vez que até agora tinha logística pouco favorável e dependente do modal rodoviário.

“Dentro da estratégia da Rumo, a Malha Central havia aberto novos mercados para a empresa, como Goiás, Tocantins e, agora, com Iturama, entra o Triângulo Mineiro, aumentando a abrangência geográfica da ferrovia”, afirma Palma.

O terminal da Coruripe

O terminal rodoferroviário Comendador Rubem Montenegro Wanderley vai operar em regime de pool, o que reduz custos e eleva a produtividade do transporte. O gerenciamento da infraestrutura será feito pela Usina Coruripe, cabendo à Rumo o transporte ferroviário até o Porto de Santos. Com isso, vai atender todo o Triângulo Mineiro e as usinas do sul de Goiás. A eficiência operacional é o principal diferencial da unidade, que conta com uma área total de 20 hectares.

A estrutura inclui uma pera ferroviária para agilizar o processo de carregamento, dois tombadores, um armazém de 45 mil toneladas de capacidade estática e uma tulha de carregamento de 1.500 toneladas por hora, com potencial para carregar três trens por dia de forma ágil e eficiente. Já na parte de recepção rodoviária, a capacidade prevista é de quase 300 caminhões por dia. Considerando cada caminhão carregado com 35 toneladas, poderá receber 10 mil toneladas por dia.

A implantação criou 350 empregos diretos na região – sendo 300 pessoas contratadas para a construção e outras 50 para a efetiva operação. A nova unidade está dentro de uma das unidades da Coruripe.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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