Mais de 90% dos torcedores pretendem gastar durante a Copa do Mundo
A Copa do Mundo tem mobilizado os consumidores e gerado expectativas positivas nos setores de serviços e comércio de Belo Horizonte. Entre aqueles que assistirão aos jogos, 93,3% afirmam que pretendem gastar com alimentação, bebidas, produtos temáticos ou confraternizações. O gasto médio previsto é de R$ 77,81 por dia de jogos, enquanto quase oito em cada dez consumidores planejam desembolsar até R$ 100 por ocasião. Esses são dados de pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MG).
O levantamento também mostra que os produtos mais procurados refletem o clima de torcida que tomou conta dos moradores da capital. Em primeiro lugar, aparecem as camisas e conjuntos da seleção, mencionados por 44,2% dos entrevistados. Em seguida, aparecem bebidas alcoólicas (31,1%), bebidas não alcoólicas (23,7%), petiscos (23,7%) e carnes (18,4%), itens tradicionalmente associados às reuniões entre familiares e amigos para acompanhar as partidas nos meses de junho e julho.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o levantamento confirma o potencial da Copa para impulsionar diversos segmentos da economia local. “A Copa do Mundo é um evento que vai além do esporte. Ela estimula encontros sociais, gera demanda por produtos temáticos e fortalece o consumo em setores como alimentação, vestuário e entretenimento. Os dados mostram que o consumidor belo-horizontino está disposto a participar desse momento e a movimentar a economia da cidade”, avalia.
De acordo com o estudo, as compras devem ocorrer principalmente nas lojas de vizinhança, escolhidas por 57% dos consumidores. Na segunda posição, aparece o comércio eletrônico, com 17% das intenções, seguido pelas lojas do hipercentro, citadas por 14,4% dos entrevistados. O resultado da pesquisa demonstra que tanto os canais digitais quanto o varejo tradicional terão oportunidades de captar a demanda gerada pelo evento.
A forma como os consumidores pretendem acompanhar os jogos também cria perspectivas favoráveis para diferentes atividades econômicas. Uma fatia de 29,7% planejam assistir às partidas em bares, restaurantes ou eventos privados. Outros 29,3% pretendem organizar encontros em casa, enquanto 24% devem acompanhar os jogos na residência de amigos ou familiares.
Mundial impacta diversos segmentos
Segundo Gabriela Martins, esse comportamento amplia os efeitos econômicos da competição. “Os resultados mostram que não existe um único padrão de consumo. Há oportunidades tanto para bares e restaurantes quanto para supermercados, açougues, lojas de vestuário, conveniências e pequenos comércios de bairro. A Copa cria um ambiente favorável para diversos segmentos, especialmente aqueles ligados à experiência de assistir aos jogos em grupo”, destaca.
De acordo com o estudo, 72,4% pretendem assistir aos jogos, seja acompanhando exclusivamente a seleção brasileira, outras seleções ou toda a programação do evento. O levantamento mostra que a paixão nacional pelo futebol continua sendo um importante motor para a economia, uma vez que a maioria dos consumidores que planeja assistir à competição demonstra forte envolvimento com a seleção brasileira. Entre os espectadores, 87,3% torcem pela conquista do título mundial, o que reforça o potencial de mobilização do evento esportivo.
Mas há aqueles consumidores que não se interessam por futebol (55,1%) ou não se importam com a Copa do Mundo (20,6%). Além disso, 16,8% não poderão assistir às partidas por incompatibilidade dos horários dos jogos com a rotina de trabalho. Ainda assim, o alcance do evento entre a população permanece elevado e reforça a expectativa de um impacto positivo sobre a atividade econômica da capital mineira.
A pesquisa ouviu 392 consumidores de Belo Horizonte entre os últimos dias 2 e 8, com amostra distribuída proporcionalmente por sexo, faixa etária e regionais do município. A margem de erro estimada é de 4,95%, com nível de confiança de 95%.
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