Usiminas divulga a causa da explosão de gasômetro

18 de agosto de 2018 às 0h00

Uma semana depois da explosão de um gasômetro na Usina Intendente Câmara, em Ipatinga, no Vale do Aço, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) divulgou as causas do acidente. Em comunicado ao mercado, a companhia confirmou a entrada indevida de ar atmosférico dentro do equipamento, causando a explosão. Ao todo, 34 pessoas ficaram feridas e as atividades da planta industrial foram suspensas por três dias. Os dados constam em um relatório parcial e preliminar de investigação e, segundo a siderúrgica, os resultados da busca de novas evidências, bem como o aprofundamento de suas análises podem alterar o curso da investigação. No documento foram elencados três pontos que, em conjunto, contribuíram para o colapso do reservatório de gases de aciaria, chamado LDG (Linz Donawitz Gás) de 150 mil metros cúbicos. Foram eles: uma falha no controle automático das válvulas do sistema de recuperação de gás; o tempo de reestabelecimento das válvulas; e a possibilidade de a fonte de ignição ter partido do equipamento de limpeza do gás. A companhia ponderou que os dois primeiros pontos estão sendo analisados, visando identificar suas respectivas causas, enquanto a terceira hipótese ainda precisa ser confirmada. Também no comunicado, a Usiminas anunciou a implementação de medidas imediatas de contenção nos pontos identificados como vulneráveis. Entre as ações, foi feito o bloqueio do processo de recuperação de gás; o isolamento total do gasômetro; a paralisação da operação e isolamento do Precipitador Eletrostático da rede de LDG; e a realização de análise de integridade dos demais equipamentos por profissionais internos, especialistas e representantes dos órgãos públicos competentes, para retorno dos equipamentos à operação. Além disso, houve “a contratação de empresa especializada em segurança de processos, para dar suporte à comissão de investigação da Usiminas com aprofundamento da análise das causas e estabelecimento de ações contundentes e abrangentes de redução e controle de riscos”. Retomada das atividades – Paralelamente às ações, na última quarta-feira (15), a Usiminas retomou a atividade no alto-forno 3 e de laminadores de chapas grossas e tiras a quente da usina. É que com o acidente, a empresa suspendeu completamente as atividades da planta, incluindo a paralisação temporária emergencial dos três altos-fornos da unidade. Isso fez com que, pela primeira vez na história, a siderúrgica tivesse seus cinco equipamentos parados simultaneamente. Os dois altos-fornos de Cubatão, no interior de São Paulo, seguem abafados desde 2015. Três dias após a explosão, a empresa iniciou o processo de retomada das operações, mas admitiu não ter previsão de quando voltará a operar em plena carga, uma vez que, com a explosão, perdeu um dos quatro gasômetros da usina.

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