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Varejo em Minas Gerais já perdeu R$ 6,9 bilhões

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Crédito: Manoel Evandro

Entre os dias 15 de março e 18 de abril, o varejo mineiro já perdeu R$ 6,9 bilhões, segundo os cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O recuo foi causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e pelas consequentes medidas de isolamento social como forma de combate à doença.

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Em material anterior, a entidade chegou a divulgar que as perdas em Minas Gerais teriam sido de R$ 8,34 bilhões até o dia 7 de abril. No entanto, conforme explica o economista responsável pelo estudo, Fabio Bentes, os cálculos tinham sido feitos tendo como base estimativas para o mês de fevereiro, já que ainda não havia os números específicos do mês. Posteriormente, ao verificar que o segundo mês do ano tinha lucrado menos do que a perspectiva, a conta foi refeita.

Mesmo após a mudança, Minas Gerais permanece no segundo lugar do ranking em relação aos resultados negativos do setor na crise. À frente está apenas São Paulo, com um prejuízo de R$ 26,58 bilhões.

Aliás, as regiões Sul e Sudeste foram as que mais acumularam perdas de receita no setor varejista, com uma concentração de 70%. Atrás de Minas Gerais vêm Rio Grande do Sul (R$ 6,63 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 6,55 bilhões) e Santa Catarina (R$ 6,26 bilhões). Em todo o Brasil, os impactos negativos chegaram a R$ 86,4 bilhões, o que representa um recuo de 39% no faturamento do comércio em comparação ao período pré-pandemia.

Minas Gerais conserva sua vice-liderança por causa do seu próprio tamanho, conforme explica Fabio Bentes, o que faz com que os números sejam mais impactantes do que os de outros locais.

Internet e movimentação – Os efeitos da pandemia do novo coronavírus foram um pouco minimizados, segundo o economista da CNC, pelo fato de muitas empresas terem utilizado recursos como e-commerce e delivery para realizarem as suas vendas.

Além disso, a primeira e a segunda semanas de abril registraram uma perda menor em relação à quarta e à quinta semanas de março. Isso porque, como explica Fabio Bentes, a movimentação de consumidores, conforme medições feitas em todo o País, tem aumentado nos últimos dias.

Assim, as pessoas acabam comprando mais nos estabelecimentos que estão abertos, como supermercados, farmácias e postos de combustíveis, por exemplo.

Mais atingidos – Os dados da CNC também mostram que entre a terceira semana de março e a segunda semana do mês passado, as maiores perdas foram verificadas, em todo o País, nos setores varejistas especializados na comercialização de itens não essenciais (R$ 78,27 bilhões). O recuo nos medicamentos e alimentos, por sua vez, foi de R$ 8,13 bilhões.

Ainda segundo a CNC, a retração no varejo tem potencial para acabar com 28% dos postos de trabalho formais do segmento, o que representa 2,2 milhões de vagas, em um período de três meses.

“A concretização desse cenário, no entanto, dependerá de como as empresas do setor reagirão às medidas anunciadas pelo governo e, em última instância, à própria evolução da pandemia nas próximas semanas”, diz a entidade.

Expectativas – Acerca das perspectivas para o segmento, Fabio Bentes destaca que não são nada positivas.

“A solução econômica do problema não vai se dar por conta de alguma cura para a doença. Reativar a economia vai levar tempo. A gente vai recomeçar a retomada provavelmente na segunda metade do ano, a partir de uma perda muito grande”, destaca ele.

O economista da CNC lembra que os resultados antes da pandemia já não eram bons. Porém, mesmo assim, a reativação da economia de forma que haja uma volta do consumo ao período antes do isolamento social, segundo ele, poderá levar, pelo menos, dois anos.

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