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Vendas de produtos de higiene e limpeza disparam nos supermercados

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A corrida aos supermercados gera falta de produtos higiênicos nas prateleiras | Crédito: Luciana Montes

As incertezas relacionadas à disseminação do novo coronavírus (Covid-19) já promovem uma corrida aos supermercados no Estado, sobretudo em busca de produtos de higiene pessoal e limpeza.

Para se ter uma ideia, a rede de supermercados Bahamas, com forte presença no Triângulo Mineiro e na Zona da Mata, viu as vendas de álcool em gel aumentarem 4.100%, passando de 1.000 unidades vendidas na primeira quinzena de março do ano passado para 42 mil unidades em igual período deste ano.

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As comercializações de papel higiênico nas unidades da marca, por sua vez, aumentaram 123% em três dias entre a semana passada e esta semana (sábado, domingo e segunda-feira) e as de sabonete líquido cresceram 190% também nesses três dias. Apesar desse cenário, as principais entidades do setor negam o risco de desabastecimento de produtos.

O presidente do Bahamas, Jovino Reis, destaca que a rede não estava preparada para essa demanda tão grande. Ele conta que a empresa se programou desde o mês passado para ofertar uma boa quantidade de álcool em gel, mas, mesmo assim, a reposição do item não é tão fácil, pois depende da produção industrial. A saída foi limitar a compra de três embalagens do produto por pessoa – até para evitar a compra e revenda por ambulantes, a preços bem mais elevados.

Em Belo Horizonte, a situação não é tão diferente. Apesar de o DIÁRIO DO COMÉRCIO ter tentado contato com grandes redes de supermercados mineiras, que preferiram não se manifestar acerca do assunto, percorremos alguns estabelecimentos da Capital. Em muitos deles, já é possível perceber a diminuição de vários itens nas prateleiras, com ênfase para os de higiene. Além disso, um aumento nos preços já é apontado pelos consumidores.

Excesso de demanda – O coordenador do curso de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Marcio Salvato, ressalta que essa elevação nos valores dos produtos é, inclusive, um comportamento esperado e não tem a ver com o desejo de lucrar em cima da tragédia ou do pânico da população.

“O excesso de demanda exerce uma pressão sobre o preço para cima. Não é a busca incessante pelo lucro. Para que o produtor consiga produzir mais, vai funcionar com turnos a mais, o custo de produção vai subir e, mesmo assim, pode não conseguir produzir para todo mundo”, destaca ele.

A tendência, de acordo com Marcio Salvato, é que se permanecer a alteração da demanda não prevista pela oferta, os preços dos produtos que estão sendo repostos cheguem alterados às gôndolas. No entanto, frisa ele, voltarão ao normal quando passar a “febre do consumo”.

Entidades negam risco de desabastecimento

O presidente-executivo da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret, afirma que, mesmo diante das incertezas provocadas pelo Covid-19, não existe, por ora, riscos de desabastecimento de produtos. O único item com maior dificuldade de reposição, diz ele, é o álcool em gel, que teve o seu consumo bastante acentuado. “Estamos conversando com fornecedores, tentando ver o que pode ser feito”, afirma.

De acordo com ele, os fornecedores dos demais produtos não estão tendo dificuldades de fazer entregas e os supermercados já trabalham com estoques para determinado prazo. Contudo, toda a situação está sendo monitorada. “O momento exige cuidado. Estamos atentos”, destaca.

A Ceasa Minas, em nota, também negou o risco de desabastecimento no momento. “Os dados mais recentes mostram que a oferta dos produtos está normal na Ceasa Minas e, portanto, ainda não foi observada nenhuma influência do coronavírus nesse sentido. A empresa reforça que estão mantidas todas as atividades necessárias à comercialização em suas seis unidades (Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Governador Valadares, Caratinga e Barbacena)”.

Comitê de crise – A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) também informou, em nota, que criou e opera, desde a semana passada, um comitê de crise em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para acompanhar, todos os dias, a situação de abastecimento de alimentos no Brasil.

“O monitoramento está sendo feito diariamente por videoconferência entre representantes das Associações, para atualizações sobre a situação nos pontos de vendas de alimentos (mercados, supermercados e hipermercados), com o objetivo de minimizar os impactos, dar mais agilidade na identificação de possíveis problemas e no encaminhamento de soluções”, diz o conteúdo.

A entidade afirma que a logística de abastecimento segue dentro da normalidade, bem como os estoques, e não há riscos imediatos de ausência de alimentos no Brasil. “De acordo com a Abras, os supermercados estão preparados, inclusive, para aumentar o abastecimento, caso seja necessário, como já ocorre em datas sazonais”, destaca a nota.

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