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Vendas no Natal crescem na Capital e RMBH

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Tíquete médio dos presentes no Natal subiu 2,18% em comparação a igual período de 2018 - Crédito: Fabio Ortolan

As vendas do Natal deste ano apresentaram crescimento de 2,71% em Belo Horizonte e na região metropolitana em uma comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para os segmentos de vestuário e calçados e acessórios. Os dados foram divulgados pelo Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas BH) e pela Associação dos Lojistas de Shoppings Centers (Aloshopping). A pesquisa foi realizada com lojas de rua e de shoppings.

De acordo com o superintendente do Aloshopping, Alexandre França, o resultado pode ser visto como algo positivo, ainda mais tendo em vista os anos anteriores e a crise econômica pela qual o País veio passando. Atualmente, diz ele, o cenário está melhor graças a uma série de fatores, que refletiram em um número mais robusto das vendas.

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“Há uma confiança maior do consumidor, e os juros e a inflação estão baixos. Além disso, a injeção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na economia ajudou bastante também”, diz ele.

Foi verificado, ainda, um aumento do tíquete médio, de 2,18%, em comparação a igual período de 2018. De acordo com Alexandre França, os consumidores adquiriram produtos de maior valor agregado.

“Os lojistas aprenderam muito com a crise. Eles se preocuparam em reduzir custos, melhorar a gestão da empresa, investiram em mudança de estratégia, com produtos mais diferenciados e de maior qualidade”, analisa. “Além disso, os vendedores estão mais bem treinados, realizando vendas adicionais”, destaca ele.

Expansão – Alguns lojistas, no entanto, tiveram um crescimento individual ainda maior do que o apontado na pesquisa. De acordo com a presidente da Equipage, Claudia Mourão, na última semana antes do Natal, a marca teve crescimento de 11,5% na comparação com igual período de 2018.

Já as vendas do dia 26 de dezembro, segundo ela, tiveram incremento de 5% em comparação ao mesmo dia do ano passado. No total, as vendas de dezembro da empresa em 2019 apresentaram incremento de 5% em relação ao mesmo mês de 2018.

De acordo com Claudia Mourão, a empresa investiu em novas marcas, fez todo um trabalho em relação a produtos adicionais, tanto para presentes quanto para uso próprio, realizou treinamentos para as vendas de Natal, entre outras ações.

Diante de todo esse cenário, as expectativas positivas permanecem na empresa. “Vamos fazer remarcações a partir do dia 3 de janeiro e temos uma meta igual à de dezembro”, diz ela, que espera um crescimento de 20% para o primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019.

No grupo Água Fresca Lingerie, o clima também é de otimismo, de acordo com a diretora Juliana Morais. Ela conta que o crescimento em dezembro foi de 8,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. “Nós tivemos um tíquete médio menor, mas houve um maior número de pessoas comprando”, diz ela. Juliana Morais afirma que é sempre muito otimista e que planeja um crescimento de 5% a 7% para o ano que vem.

Para o proprietário da Por um Fio, Marcelo Almeida, o Natal também foi positivo. De acordo com ele, o aumento no período foi de 6% em comparação ao ano passado. Para ele, o crescimento nas vendas tem a ver com as expectativas mais positivas dos consumidores. “As pessoas estão mais otimistas e confiantes, com mais disposição para comprar”, afirma ele, que espera um crescimento para o ano que vem também na faixa dos 6%.

Feliz ano novo – Esse otimismo em relação ao ano que vem também foi percebido na pesquisa divulgada pelo Sindilojas e Aloshopping. De acordo com os dados do estudo, 55,9% dos lojistas estão com o grau de confiança muito alto e alto em relação às vendas de 2020. Já 37,3% estão com ao grau de confiança regular e 6,9% baixo e muito baixo.

Retomada do setor puxa melhora do emprego

Rio de Janeiro – A perspectiva de melhora nas vendas de Natal e a preparação para as férias de verão elevaram as contratações neste final de ano e puxaram a redução do desemprego, segundo dados divulgados na sexta-feira (27) na PNAD do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No trimestre encerrado em agosto para o trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego caiu de 11,8% para 11,2%. Ainda assim, 11,9 milhões de pessoas continuam sem ocupação.

O resultado é levemente melhor que o projetado pelo mercado. A estimativa dos analistas consultados pela agência Bloomberg era uma taxa de 11,4%. Há um ano, era de 11,6%.

No entanto, a avaliação dos técnicos do IBGE é que esse cenário de melhora é incipiente, sem volume para alterar a atual estrutura do mercado de trabalho no Brasil, ainda marcado fortemente pela informalidade.

Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, ressalta que a informalidade foi um fator marcante na expansão da ocupação em 2019.

“Permanece a característica estrutural do nosso mercado de trabalho, com predomínio de trabalhadores por conta própria em atividades que têm crescido muito nos últimos anos, como é o caso do transporte, com os motoristas de aplicativo”, diz.

Das 785 mil vagas criadas de setembro a novembro, quase 70% estão associadas ao movimento de final de ano.

A pesquisa mostra que 338 mil postos foram gerados pelo comércio para atender duas datas importantes no calendário do setor, a Black Friday, em novembro, e o Natal, em dezembro.

Outras 204 mil vagas foram abertas nos setores de alojamento e alimentação, segmento de hotéis, bares e restaurantes que se organiza para atender as férias de verão.

De maneira mais estrutural, 180 mil vagas foram abertas na construção, setor que esboça recuperação mais consistente desde o início do segundo semestre do ano.

Na avaliação dos técnicos do IBGE, a volta das contratações de final de ano, ainda que em sua maioria seja de vagas temporárias, próprias do período, é um elemento positivo na recuperação da economia como um todo e do emprego em particular.

A volta da sazonalidade indica especialmente que o comércio está reagindo.

Em 2015 e 2016, apontam os dados do IBGE, a economia não tinha forças para gerar nem vagas temporárias no final do ano.

O fato de o movimento ser puxado pelo varejo contribuiu para uma melhora, ainda que pequena, na formalização do mercado.

O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior, com 378 mil pessoas no regime CLT. Desse total, 240 mil foram trabalhar no comércio. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,6%, mais 516 mil pessoas com carteira assinada.

O número total de empregados com carteira assinada, sem contar os trabalhadores domésticos, chegou a 33,4 milhões no setor privado.

Outro dois dados sinalizam uma melhora no ambiente de trabalho.

A população subutilizada, que reúne pessoas que trabalham menos do que poderiam ou em atividades que consideram inferiores à sua capacidade, caiu 4,2%. Foram quase 1,2 milhão de pessoas deixando essa condição. Ainda assim, há 26,6 milhões de trabalhadores subutilizados no País.

O número dos chamados desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou estatisticamente estável: 4,7 milhões pessoas, o equivalente 4,2% da força de trabalho.

No entanto, a informalidade ainda persiste. Um dos indicadores de que a tendência de alta da informalidade persiste está no crescimento de trabalhadores por conta própria. O número de pessoas que se declaram atuar por conta própria cresceu 1,2% frente ao trimestre anterior (303 mil pessoas) e 3,6% em relação ao mesmo período de 2018 (861 mil pessoas).

Do total de trabalhadores informais do País, que já somam 38,8 milhões de pessoas, trabalhavam por conta própria no trimestre avaliado 24,6 milhões de pessoas, um novo recorde na série da PNAD Continua, iniciada em janeiro de 2012.

De acordo com Adriana Beringuy, do IBGE, a informalidade gera duas principais consequências. Primeiro, a estabilidade dos rendimentos, que não têm crescido porque esse tipo de ocupação paga menos. Segundo, a tendência de queda da contribuição previdenciária.

A população ocupada bateu recorde, atingindo 94,4 milhões. Houve um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e 1,6% em relação ao mesmo período de 2018. São 63.274 empregados, 4.483 empregadores, 24.597 atuando por conta própria e 2.062 na categoria trabalhador familiar auxiliar. (Folhapress)

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