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Vendas em Minas Gerais avançam 3,6% em julho

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Crédito: Adão de Souza - PBH

O volume de vendas do comércio varejista de Minas Gerais apresentou um aumento de 3,6% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A supervisora de pesquisa econômica da entidade, Claudia Pinelli, ressalta que esse quadro está relacionado à retomada das atividades, após um período em que as medidas de isolamento social foram mais intensas. No entanto, isso tem se dado, frisa ela, de forma diferenciada em cada município, gerando um retorno gradual.

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Os números também são positivos quando se avalia o mês de julho deste ano com o mesmo período de 2019. Segundo os dados do IBGE, o crescimento do volume de vendas do comércio varejista, nessa base de comparação, foi de 8% no Estado, acima da média nacional, inclusive, que foi de 5,5%.

Entretanto, é preciso ter cautela ao avaliar esse incremento. Claudia Pinelli afirma que é necessário esperar um pouco mais para se ter uma ideia melhor do quadro atual. Para que o crescimento se confirme como uma tendência, por exemplo, diz ela, é relevante aguardar os dados posteriores a julho.

“É preciso verificar se esse crescimento vai se manter ou se foi uma situação atípica. Porém, o número pode ser um indicativo de que está havendo uma recuperação sustentada”, salienta ela.

Outros números do IBGE, aliás, também apontam para um cenário que está melhorando ao longo do tempo. No acumulado dos últimos 12 meses, por exemplo, Minas Gerais registrou um avanço das vendas do comércio varejista de 0,9%. Já no acumulado do ano, houve um recuo de 0,7%.

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Segmentos – Em relação às atividades que apresentaram avanços, o levantamento da entidade revela que oito das 11 atividades pesquisadas apresentaram incremento em julho deste ano na comparação com igual período de 2019.

Os maiores destaques nessa base de comparação foram para artigos de uso pessoal e doméstico (20,7%), móveis (17,9%), eletrodomésticos (17,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,6%).

“São produtos muito relacionados com a questão do isolamento social. As atividades que apresentaram mais crescimento foram aquelas mais voltadas para o consumo da casa”, afirma Claudia Pinelli.

Do lado das quedas ficaram o setor de livros, jornais, revistas e papelaria (-51,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-34,4%). “São atividades que dependem um pouco mais da ida presencial e, por isso, estão sofrendo um pouco mais”, afirma.

Perspectivas – Em relação ao que vem pela frente, Claudia Pinelli frisa que é preciso aguardar para verificar como vai continuar ocorrendo a retomada, se a abertura será mantida, se os horários de funcionamentos serão estendidos, entre outras questões relacionadas.

“Se tudo se mantiver da forma como vem se apresentando, provavelmente teremos mais indicadores positivos”, destaca.

Resultado no País é o melhor da série histórica

São Paulo – O setor varejista brasileiro permaneceu em expansão em julho, com o terceiro aumento seguido das vendas e no ritmo mais forte para o mês na série histórica, diante da flexibilização das medidas de contenção ao coronavírus.

As vendas no varejo tiveram em julho alta de 5,2% na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor apresentou o terceiro mês de resultado positivo, embora tenha perdido força sobre os ganhos de 13,3% em maio e de 8,5% em junho, quando retornou ao nível pré-pandemia de coronavírus.

O resultado do mês ainda é o mais elevado para julho desde o início da série histórica em 2000.

Com isso, o comércio varejista está 5,3% acima do nível de fevereiro, quase a mesma variação mensal de junho, o que significa, segundo o IBGE, que o crescimento de julho já representou um ganho.

“Até junho, houve uma espécie de compensação do que ocorreu na pandemia, então em julho a recuperação já tem um excedente de crescimento”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

“Os dados de junho e julho estão ligados ao saldo de bilhões de reais que o auxílio emergencial acabou tendo na renda das famílias. Ele se reverteu em parte em consumo e nas camadas mais baixas fez uma diferença no consumo das famílias”, completou.

Na comparação com julho de 2019, houve aumento de 5,5% nas vendas.

Os últimos meses vêm mostrando recuperação da atividade econômica no Brasil diante do afrouxamento das medidas de contenção ao coronavírus e de medidas de estímulo, depois de o Produto Interno Bruto ter registrado contração recorde de 9,7% no segundo trimestre.

Entre abril e junho, as despesas das famílias, que representam 65% do PIB, recuaram um recorde de 12,5% diante do isolamento social. (Reuters)

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