Minas Gerais se mantém como um importante centro de produção e operações para a Vale. Atualmente, a companhia opera 22 minas no País, 19 delas no Estado. Além disso, a nova estratégia da mineradora de olhar para seu parque produtivo como um todo viabilizou até mesmo o prolongamento da vida útil de alguns ativos em Minas.

“Para a Vale (Minas Gerais e Pará), são operações complementares e buscamos essa abordagem integrada, com o planejamento de produção de toda a cadeia do minério de ferro de forma integrada, para otimizar esses negócios como um todo. Neste aspecto, não dá para dizer e não faz sentido dizer que Minas está perdendo importância”, afirmou o diretor global da Cadeia de Ferrosos da Vale, Vagner Loyola.

O Centro de Operações Integradas (COI) da Vale, inaugurado em setembro do ano passado, na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que já é fruto da estratégia de integração da companhia, não foi instalado em Minas à toa. O COI viabilizará a captação de R$ 3 bilhões até o fim deste ano, com melhor realização de preços, aumento da produtividade e otimização da frota de navios.

O próprio Brazilian Blend Fines (BRBF) também é um termômetro para medir a importância do Estado para a gigante mundial da mineração. O produto foi desenvolvido a partir da mistura do minério de alto teor de ferro da operação de Carajás, no Pará, com o de baixo teor produzido em Minas.

“Hoje, através da blendagem, conseguimos otimizar a cadeia produtiva do minério de ferro como um todo e, olhando para a base de produção em Minas e no Pará, desenvolvemos a estratégia de produção adequada para otimizar o negócio de minério de ferro como um todo”, explicou o diretor.

Itabira – Além disso, segundo Loyola, “ao desenvolver o blend, a vida útil das operações em Minas deve ser prolongada, sem a necessidade de novas plantas de concentração ou de barragens de rejeitos. “Não posso dar detalhes, mas o planejamento da Vale é para alongar a vida de Itabira, por exemplo, por muitos anos”, adiantou.

Outro aspecto que comprova a importância de Minas para a mineradora é a produção de pelotas da Vale. Conforme o diretor da companhia, das 60 milhões de toneladas de pelotas que devem ser alcançadas em 2018 em todas as unidades do mundo, 54 milhões de toneladas são produzidas a partir do minério de alto teor produzido em ativos dentro do Estado. “A pelota é o produto mais importante da Vale, o de maior preço e maior margem”, destacou.

De acordo com informações da mineradora, os desembolsos também corroboram o grau de importância de Minas para a mineradora. No acumulado até setembro deste ano, a Vale desembolsou R$ 14,7 bilhões em custeio das operações e investimentos só no Estado.

Além disso, até setembro, as atividades da Vale em Minas Gerais geraram a arrecadação de R$ 1,1 bilhão em impostos e tributos. Com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), os repasses para 14 municípios mineiros produtores chegaram a R$ 502,3 milhões no mesmo período. Em Minas, a companhia tem cerca de 26 mil funcionários, entre próprios e terceiros permanentes. (LF)