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CHUVAS | CDL/BH anuncia série de ações para amenizar impactos

Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC
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Embora ainda não seja possível estimar os prejuízos financeiros causados pelas fortes chuvas que atingem Minas Gerais desde a última semana, além de 55 vidas perdidas e milhares de desalojados, é crítica também a situação de estabelecimentos industriais e comerciais Estado afora. Em Belo Horizonte, janeiro já registrou a maior chuva em 110 anos de medição para o mês, e centenas de empresas foram afetadas pelo alto índice pluviométrico e a falta de infraestrutura urbana adequada para escoamento da água.

Em vistas de amenizar os impactos e auxiliar os empresários da capital mineira na recuperação dos negócios, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou uma série de ações em parceria com o governo do Estado, instituições financeiras e outras entidades. A começar pela negociação de linhas de crédito para aqueles que tiveram algum prejuízo com as fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias.

Conforme o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, a entidade busca também isenção de impostos para estabelecimentos afetados pelas tempestades, já que alagamentos e invasão de água em lojas e outros negócios e até desmoronamentos em alguns locais.

“É preciso considerar ainda as vias públicas. O comércio de rua, como o próprio nome diz, precisa da infraestrutura urbana para se manter. Os estragos causados na noite do dia 28 de janeiro têm prejudicado também os estabelecimentos menos afetados, pois o consumidor não consegue chegar”, salientou.

Sobre as linhas de crédito, Silva disse que após se reunir com representantes do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil foram discutidas linhas de financiamento a juros compatíveis com a situação. Segundo ele, os bancos já têm crédito para capital de giro e maquinário. A ideia é que haja um atendimento preferencial e que cada caso seja estudado.

“A intenção da CDL é atuar como facilitador para os empresários e ajudá-los na parte burocrática. Para isso, contaremos ainda com o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para fazer uma espécie de triagem e orientação, podendo até ajudar os empresários nas negociações com as instituições financeiras, inclusive, em caso de renegociação de dívidas”, explicou.

Além disso, o dirigente lembrou que os empresários poderão recorrer ao perdão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), cobrado pela prefeitura, dos comerciantes e lojistas que foram atingidos, de acordo com as normas estipuladas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e Defesa Civil.

E, em conversa com o governador Romeu Zema (Novo), conseguiu a prorrogação da cobrança do Imposto sobre a Circulação e Prestação de Mercadoria e Serviços (ICMS) em alguns casos – já que para as empresas que recolhem pelo Simples, a composição é diferente.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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