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O Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, é uma data que as empreendedoras brasileiras têm muito o que comemorar.

Dados da pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, conduzida pelo Sebrae, mostram que o País tem aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras.

Um número expressivo que foi impactado pela crise, por problemas financeiros e até mesmo motivado por propostas do governo, dando oportunidades para empreendedoras.

No entanto, a maioria das mulheres ainda enfrenta grandes desafios para ganhar credibilidade e ter uma posição de destaque em muitas empresas e até mesmo em sua vida empreendedora.

Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas, rede líder em embelezamento do olhar e da face com mais de 200 operações no Brasil, Argentina e Bolívia, já se deparou com grandes obstáculos e dúvidas de muitas pessoas sobre a sua capacidade.

A empresária que planeja faturar este ano cerca de R$ 75 milhões de reais, já foi julgada e até chegaram a não acreditar que seu negócio se tornaria uma franquia de sucesso, mas, nunca desistiu.

Sua trajetória é grande, já teve carrinho de lanches, vendeu biscoitos, pirulitos, tomates secos, faliu, fez massagem em uma tenda na praia, entre outros negócios antes de chegar aonde está.

“O segredo de muitas mulheres empreendedoras é a resiliência. É preciso acreditar no seu negócio independente do preconceito do mercado, além de lembrar constantemente da sua capacidade. Mesmo que você quebre, mesmo que seja difícil, comece seu negócio e coloque em prática”, afirma a empresária.

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A resiliência atrelada à vontade de mudar não só a sua vida, como a de toda a sua família, foi também o que motivou Elizabete Monteiro, fundadora da Tio Coxinha Franchising, a seguir em frente e a nunca desistir.

A rede de franquias de fast food e delivery de salgados nasceu em 2013, a partir do sonho da empresária de realizar a festa de 15 anos de sua filha mais nova. Foi durante a produção dos 5 mil salgados que seriam consumidos na festa que Elizabete, até então desempregada, enxergou a oportunidade de empreender e mudar de vida.

“Desde o início do meu negócio, procuro me posicionar como empresária que sou perante fornecedores, colaboradores e franqueados, isso faz com que todos tenham respeito pela profissional que lida com eles no dia a dia, independentemente de ser mulher ou não”, afirma a empreendedora que que já foi promotora de vendas, fez trufas para vender em consignação e tentou costurar para fora, mesmo sem ter nenhum conhecimento.

A rede Tio Coxinha possui atualmente 14 lojas franqueadas e um faturamento estimado em R$ 3 milhões.

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Existem ainda outras características atribuídas às mulheres que contribuem para que elas alcancem o sucesso.

“Somos, por natureza, mais detalhistas e caprichosas, sempre atentas aos mínimos detalhes, não só a parte racional e crítica do negócio, mas também na excelência do atendimento, na qualidade”, explica Valéria Verdi, fundadora da Torteria Haguanaboka, rede de franquias pioneira na fabricação de tortas caseiras, doces e salgadas, em plena expansão.

Apaixonada por cozinha desde a infância, a empresária decidiu largar, há 29 anos, o emprego de professora concursada na rede municipal de sua cidade para investir no hobby de fazer tortas.

Apesar de encontrar muitos desafios pelo caminho, Valéria, que hoje possui seis lojas franqueadas e um faturamento anual estimado em R$ 7 milhões tem um recado para aquelas que, assim como ela, desejam empreender.

“Invista no que você acredita e enfrente seus medos, mostre o seu valor, só assim conseguirá evoluir como pessoa e acabar mostrando que você consegue”, finaliza Valéria.