Finanças

Álbum da Copa: como aproveitar a febre das figurinhas sem estourar o orçamento

Planejamento financeiro é apontado como principal estratégia para aproveitar a coleção sem endividamento
Álbum da Copa: como aproveitar a febre das figurinhas sem estourar o orçamento
Foto: Diário do Comércio/ Daniel Rosa

O fenômeno mundial do álbum de figurinhas da Copa do Mundo está de volta. E há quem não meça esforços nem gastos para completar a edição do ano, em busca dos stickers mais raros e cobiçados. Por outro lado, o período também reacende o alerta para as compras por impulso. Eventos específicos podem se tornar uma verdadeira armadilha para o consumidor.

Para se ter uma ideia, um levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado em 2025, mostra que 46% dos brasileiros admitem fazer compras por impulso com frequência, sobretudo em períodos sazonais.

Com a Copa do Mundo, não é diferente. Em edições anteriores, houve relatos de consumidores que gastaram centenas ou até milhares de reais para completar o álbum. Cada pacote com sete figurinhas custa R$ 7. Considerando que cada álbum tem 980 figurinhas, basta fazer as contas para perceber que mesmo com muita troca, trata-se de um investimento de mais de R$ 1 mil.

“A Copa cria um senso de pertencimento. As pessoas querem participar, completar o álbum e trocar figurinhas. Isso ativa o efeito manada e faz com que decisões financeiras sejam menos racionais”, afirma o especialista em educação financeira e sócio-fundador da Plano Fintech, Ricardo Hiraki. “Um pacote parece barato, mas a repetição diária ou semanal transforma isso em um valor significativo no fim do mês”, complementa.

Cinco formas de evitar gastos impulsivos com o álbum da Copa do Mundo

O especialista aponta as seguintes medidas práticas para manter o equilíbrio financeiro sem ficar de fora da mania dos álbuns de figurinhas.

  • Definir um limite de gasto antes de começar: estabelecer um valor máximo para investir no álbum ajuda a evitar excessos e mantém o controle ao longo do processo.
  • Acompanhar os gastos ao longo das semanas: registrar cada compra permite visualizar o total acumulado e ajustar o comportamento antes que o orçamento seja comprometido.
  • Priorizar trocas em vez de novas compras: participar de grupos e encontros para troca de figurinhas reduz a necessidade de adquirir novos pacotes.
  • Evitar compras por impulso em momentos emocionais: reconhecer o impulso e adiar a decisão de compra pode reduzir gastos desnecessários.
  • Incluir o gasto no planejamento mensal: tratar o álbum como uma despesa planejada, e não eventual, ajuda a manter a organização financeira.

“Não se trata de deixar de participar, mas de fazer isso com clareza. Quando o consumidor entende para onde o dinheiro está indo, ele passa a ter mais controle e toma decisões melhores”, conclui Hiraki.

Colaborador

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