Copa do Mundo: veja dicas para aproveitar os jogos sem desequilibrar o orçamento
Tradicionalmente marcado pelas festas juninas, o mês de junho (e também julho) tem um forte concorrente neste ano na mente e no coração dos brasileiros: a Copa do Mundo. O Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá já colore diversas ruas do País de verde e amarelo (aquele canary citado pela designer da Fifa, Rachel Denti). O clima da busca pelo hexa, porém, não pode servir de motivo para perder a mão e se endividar.
Como aproveitar a Copa sem comprometer o bolso
Se, no futebol, buscar o gol de forma desorganizada pode significar um contra-ataque certeiro do adversário, nas finanças, gastos desenfreados movidos pela emoção também podem ser “fatais”. Por isso, o especialista em educação financeira e sócio-fundador da Plano Fintech, Ricardo Hiraki, alerta para a necessidade de cautela e de evitar gastos impulsivos por causa da Copa do Mundo.
“Quando o consumo vem carregado de emoção, a análise racional perde espaço. Isso vale para a compra de uma televisão nova, para a camisa oficial, para uma viagem de última hora ou até para pequenos gastos recorrentes com confraternizações e apostas. Separadamente, parecem controláveis. Juntos, podem virar um problema silencioso”, ressalta.
A preocupação se torna ainda mais relevante diante do atual momento de aperto financeiro vivido pelas famílias brasileiras. E ela não se restringe a quem terá experiências in loco nos estádios, com despesas de viagem, ingressos e hospedagem. Para quem deseja reunir os amigos, fazer um churrasco em casa ou assistir às partidas em um bar ou restaurante, também é preciso atenção para não comprometer o orçamento.
Como aproveitar a Copa sem comprometer a saúde financeira
Diante disso, algumas dicas para curtir a Copa com responsabilidade financeira incluem:
- Definir um orçamento máximo antes de qualquer gasto: estabelecer um teto ajuda a limitar decisões impulsivas e reduz a chance de extrapolar o planejamento.
- Evitar parcelamentos longos para consumo não essencial: parcelas pequenas podem mascarar o custo total e comprometer meses futuros.
- Separar experiência de impulso: nem todo desejo precisa ser atendido imediatamente. O planejamento continua sendo a principal ferramenta.
- Considerar o custo total da viagem: passagem, hospedagem, alimentação, deslocamentos, seguro, compras e câmbio devem entrar na conta.
- Revisar a situação financeira antes de assumir novos gastos: quem já está com o orçamento apertado precisa redobrar a cautela.
“Não se trata de deixar de aproveitar a Copa, mas de evitar que um evento de poucas semanas gere um impacto financeiro que dure o ano inteiro. O entretenimento precisa caber na realidade financeira de cada família. A conta da emoção sempre chega”, conclui Hiraki.
Colaborador
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