COTAÇÃO DE 25/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,8200

VENDA: R$4,8210

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8900

VENDA: R$5,0160

EURO

COMPRA: R$5,1520

VENDA: R$5,1546

OURO NY

U$1.853,68

OURO BM&F (g)

R$287,13 (g)

BOVESPA

-0,98

POUPANÇA

0,6724%

OFERECIMENTO

Finanças

Corte da Selic alivia necessidade de ajuste fiscal

COMPARTILHE

Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explica que o Brasil ainda tem cerca de 90% do ajuste fiscal a ser feito - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília – A conta de juros da dívida pública tem caído em meio à diminuição da Selic, mas o Brasil tem 90% do ajuste fiscal a fazer pela frente, destacou o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, na sexta-feira (27).

Hoje, a taxa básica de juros está em 5,5% ao ano e o Banco Central já indicou que deverá seguir adiante com o ciclo de afrouxamento monetário.

PUBLICIDADE




Diante do cenário, o Brasil deve pagar em juros da dívida este ano o que arcou quando a dívida bruta era de cerca de 53% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que agora este patamar está próximo de 80% do PIB, indicou Mansueto.

“Isso foi um grande avanço porque, se a gente conseguir acelerar as privatizações e com os pagamentos que o BNDES vem fazendo (ao Tesouro), isso vai permitir um cenário mais benigno de crescimento da dívida”, avaliou ele.

O secretário ressaltou que, diante do quadro, já há economistas dizendo que o resultado primário necessário para estancar o crescimento da dívida seria de 1% do PIB, ante 2,5% ou até perto de 3% do PIB antes.

“Diminuiu sensivelmente o tamanho do ajuste fiscal que a gente tem que fazer, mas a gente ainda tem que fazer”, alertou ele. “Dado que eu quero cortar a despesa pela regra do teto, até 2026, em 4 pontos do PIB e até agora, com o final deste ano, eu terei cortado no máximo 0,2% a 0,4% do PIB, dependendo da execução, … (isso é) em torno de 10% do ajuste fiscal, 90% ainda tem que ser feito”, completou.

PUBLICIDADE




Resultado primário – Em agosto, o resultado primário do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) ficou negativo em R$ 16,852 bilhões, queda real de 17,1% sobre o déficit registrado em igual mês do ano passado, beneficiado por um recuo nas despesas.

Este dado, que exclui o quanto o governo paga de juros da dívida, também veio melhor que a projeção de um déficit primário de R$ 18,6 bilhões, segundo pesquisa Reuters com analistas. Em termos reais, os gastos totais caíram R$ 5 bilhões, ou 4,3%, para R$ 111,045 bilhões. Já as receitas líquidas caíram 1,6% sobre igual mês do ano passado, já descontada a inflação, a R$ 94,194 bilhões.

De janeiro a agosto, o déficit primário totalizou R$ 52,124 bilhões, melhor resultado para período acumulado desde 2015. A melhora, contudo, não reflete uma guinada estrutural na dinâmica das contas públicas, mas sim uma forte compressão das despesas discricionárias – ligadas a custeio da máquina e investimento público – que caíram R$ 13,2 bilhões em termos reais frente ao mesmo período de 2018. Ao mesmo tempo, as receitas líquidas subiram R$ 1 bilhão.

Apesar de o governo ter anunciado recentemente um desbloqueio de R$ 12,5 bilhões em despesas discricionárias, calcado em melhores projeções de receita e diminuição nos gastos para o ano, o contingenciamento para garantir a meta fiscal ainda é forte, na casa de R$ 21 bilhões.

Folga – Nos 12 meses até agosto, o déficit primário alcançou R$ 115,2 bilhões, sendo que para 2019 a meta é de um rombo de R$ 139 bilhões. Há meses o Tesouro vem ressaltando que entregará um desempenho melhor que a meta, ajudado pelo empoçamento – movimento que ocorre quando recursos são liberados para pagamento, mas não são executados pelas pastas na Esplanada por uma série de amarras e vinculações. Em agosto, o empoçamento chegou a R$ 10,7 bilhões. Mansueto estimou que o rombo primário do governo central deverá fechar 2019 entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões melhor que a meta.

Além do empoçamento, ele citou a contribuição que será dada por despesas que estão no Orçamento deste ano, mas que têm impacto efetivo em janeiro, como parte dos subsídios do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Mesmo com o cumprimento com folga do alvo fiscal, a mensagem do Tesouro é de que será preciso reorientar as despesas obrigatórias para que seja possível alcançar o reequilíbrio das contas públicas. Sob a regra do teto, os gastos totais do governo só podem crescer o equivalente à inflação do ano anterior. Como as despesas obrigatórias -previdenciárias e ligadas à folha de pagamento, entre outras – têm subido acima da inflação, na prática elas têm sistematicamente tirado o espaço das discricionárias. ]

“A dinâmica das despesas obrigatórias está no centro da deterioração fiscal e deve, necessariamente, ser revertida para possibilitar o ajuste fiscal pelo lado da despesa”, sublinhou o Tesouro, em apresentação. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!