Dólar vai a piso desde 2 de junho com exterior e relatos de fluxo para Brasil

Moeda americana perde força globalmente após dados do PCE nos Estados Unidos e ingresso de investidores estrangeiros beneficia o real
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Dólar vai a piso desde 2 de junho com exterior e relatos de fluxo para Brasil
Foto: Reuters / Willy Kurniawan

O dólar à vista fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,0611 (mínima da sessão), acompanhando a perda de força da moeda americana globalmente. A declaração considerada mais dovish do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, realizada ontem, segue reverberando e ganha até mais força após o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos abaixo do esperado.

Com a Bolsa renovando sucessivas máximas ao longo do pregão e subindo 1,8%, puxada principalmente por ações blue chips, também há relatos de ingresso de investidores estrangeiros para o Brasil nesta quinta-feira (30), beneficiando o real.

Às 17h, o dólar futuro para agosto cedia 1,07%, a R$ 5,0660, enquanto o índice DXY, que mede a divisa americana contra seis pares fortes, recuava 0,93% – pressionado principalmente pela valorização do iene. A moeda japonesa ganha força diante de possível intervenção cambial e antes da decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ).

O especialista em câmbio da Manchester Investimentos, Nicolas Gomes, avalia que o dólar em depreciação globalmente é puxado pelo núcleo de PCE abaixo do esperado, que não corrobora tanto com a decisão divergente de três membros do Fed de votarem por aumento da taxa de juros já na reunião de ontem. “O mercado, ao ver o núcleo do PCE, entende que não faz sentido aumentar os juros, então o dólar se deprecia frente às principais moedas”, afirma.

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos caiu 0,1% em junho ante maio, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Departamento do Comércio. Na comparação anual, o PCE avançou 3,7% em junho.

O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,1% em junho ante maio, abaixo da expectativa de analistas da FactSet de 0,2%.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

 Caroline Aragaki
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