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Finanças
Dados da B3 apontam que fundos locais reduziram suas posições em dólares em US$ 3,68 bilhões desde setembro - Crédito: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

São Paulo – O dólar fechou com a maior queda em um mês ontem, na casa de R$ 4,08, em meio à fraqueza global da moeda norte-americana conforme investidores turbinaram apostas de novos cortes de juros nos Estados Unidos.

O dólar à vista caiu 1,09% ontem, a R$ 4,0894 na venda. É a maior baixa diária desde 4 de setembro (-1,79%) e o menor patamar para um encerramento desde 17 de setembro (R$ 4,078 na venda). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez perdia 1%, a R$ 4,0955.
Na semana, o dólar spot recua 1,61%, a caminho de registrar a maior queda semanal desde julho. No exterior, o índice do dólar cedia 0,11%.

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A percepção de que o dólar pode já ter atingido no exterior picos do atual ciclo de alta se soma no Brasil à ideia de que o fluxo cambial deve melhorar nos próximos meses e a dados sinalizando melhora da economia em relação ao restante do mundo.

“Acho que (a reforma da) Previdência está precificada. […] O que não está precificado é o efeito disso na confiança, diminuição do represamento de consumo e investimento, melhora do PIB” e de balanços”, disse Renoir Vieira, gestor do family office Pacific Investimentos.

Na avaliação de profissionais do mercado, esse “combo” tem levantado dúvidas sobre a vantagem de se continuar apostando no fortalecimento da divisa dos EUA, o que tem levado alguns operadores a desmontar parte de posições de proteção para outros mercados, como o de bolsa.

Pelo segundo dia consecutivo, o real teve um desempenho superior ao Ibovespa. A moeda brasileira esteve entre os destaques positivos nos mercados globais de câmbio nesta sessão, depois de semanas figurando recorrentemente entre as divisas de pior desempenho.

O foco do mercado se volta agora para dados mais amplos do mercado de trabalho norte-americanos, que serão divulgados hoje. Se vierem aquém do esperado, investidores deverão aumentar ainda mais apostas de corte de juros nos EUA, o que tende a amparar a continuação do ajuste de baixa no dólar.

Desmonte – Dados da B3 mostram que, desde o começo de setembro, fundos locais reduziram posições líquidas compradas em dólar em US$ 3,68 bilhões, para US$ 7,46 bilhões na quarta-feira (2), segundo números mais atuais disponibilizados. Os dados consideram posições em contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial.

Desde o começo do ano o real tem tido performance mais fraca que a bolsa ou a renda fixa. Segundo analistas, isso vinha ocorrendo porque investidores tomaram dólar para proteger aplicações nos mercados de ações e renda fixa.

De fato, o real acumula depreciação de 6,3% ante o dólar em 2019, enquanto o Ibovespa sobe quase 15% e os títulos prefixados se valorizam 10%.

Mas a continuidade dessa dinâmica cada vez mais é dúvida. “De ontem para hoje zeramos nossa posição (comprada) em dólar”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, para quem o real parece mais inclinado a recuperar parte das perdas do ano depois da forte depreciação de agosto, a mais intensa desde 2015.

A expectativa de que o fluxo cambial se recupere nos próximos meses também está por trás do desmonte de parte de posições pró-dólar.

Um gestor de fundos em São Paulo citou esperados ingressos de recursos de operações corporativas como um elemento a estimular expectativa de melhora do fluxo cambial.

A queda da Selic a sucessivas mínimas recordes reduziu o custo de captação de recursos no mercado local. Com isso, muitas empresas com dívidas em moeda estrangeira decidiram antecipar pagamentos dessas obrigações para se financiarem em reais. Esse movimento gera fluxo cambial negativo, o que exerce pressão de alta para o dólar.

Esse movimento foi reconhecido pelo Banco Central, mas recentemente o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, disse que grande parte do movimento de pré-pagamento de dívida corporativa já foi feito.

“Talvez comprar juro possa se tornar um trade melhor para proteger posições em bolsa. Pode ser o fim de um combo ‘compra de dólar, venda de juros’ que já dura uns três anos”, afirmou Portella.

O real “surfaria” numa onda positiva para emergentes também à medida que os indicadores dos EUA se mostram mais fracos em relação aos de outros países, o que elevaria apostas de cortes de juros nos EUA – movimento que reduziria o apelo ao dólar.

Dados dos setores manufatureiro e de serviços nos EUA vieram piores que o esperado para setembro, enquanto no Brasil e na China números semelhantes mostraram recuperação.

Ontem, o mercado turbinou a mais de 90% a probabilidade de novo corte de 0,25 ponto percentual do juro nos Estados Unidos. Quanto menor a taxa por lá, mais chances de investidores trazerem recursos para mercados emergentes, como o Brasil. (Reuters)

Ibovespa acompanha cenário internacional

São Paulo – O Ibovespa firmou alta já nos ajustes da volátil sessão de ontem, acompanhando o vaivém do cenário internacional, com dados dos Estados Unidos novamente no radar.

O principal índice acionário doméstico fechou em alta de 0,48%, a 101.516,04 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 15,7 bilhões.

Dados dos EUA mostraram que o setor de serviços desacelerou para o ritmo mais lento em três anos em setembro, no mais recente sinal de que as tensões comerciais com a China estão corroendo a economia do país.

Mas os dados fracos elevaram as expectativas de outro corte de juros pelo Federal Reserve para conter uma desaceleração econômica maior, elevando os índices após início de sessão ruim. O S&P 500 avançou 0,79%.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que uma delegação chinesa chegará ao país na próxima semana para mais negociações.

Apesar da volatilidade, o Ibovespa se manteve acima dos 100 mil pontos, importante ponto de resistência, disse Raphael Guimarães, operador de renda variável da RJ Investimentos.

Guimarães observou que o Brasil mostrou que não suporta uma onda global de aversão a risco, ainda que o cenário doméstico ande no sentido contrário do internacional.

Também repercutiu no mercado operação do Ministério Público e da Polícia Federal sobre vazamentos de resultados de reuniões do Comitê de Política Monetária de 2010 a 2012, envolvendo um fundo administrado pelo banco BTG Pactual.

Destaques – Banco do Brasil ON subiu 4,31%, após anunciar oferta secundária de ações, que deve ser precificada no dia 17. Itaú Unibanco PN teve oscilação positiva de 0,03% e Bradesco PN evoluiu 0,28%.

BTG Pactual perdeu 3,78% em meio ao anúncio de que foi alvo de operação sobre vazamento de dados sigilosos sobre a divulgação da taxa Selic. As units chegaram a desabar cerca de 10% logo após a notícia da operação da Política Federal na sede do banco em São Paulo.

Gol PN saltou 5,48%, após perder cerca de 24% desde agosto até o fechamento da véspera, também beneficiada pela forte queda no dólar. Azul subiu 4,13%.
Ultrapar ON caiu 1,66%, após seis altas seguidas, período em que acumulou valorização de quase 8%. BR Distribuidora avançou 1,51%.

Petrobras PN e Petrobras ON subiram 0,07% e 0,76%, respectivamente.

Vale ON avançou 0,75%, após tombo na véspera, quando acompanhou movimento negativo global de ações de mineradoras, em meio às preocupações com a atividade mundial. (Reuters)

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