Finanças

Ibovespa avança e supera 198 mil pontos pela 1ª vez puxado por Vale e Petrobras

Índice da bolsa paulista supera 198 mil pontos em meio a cenário volátil e fluxo estrangeiro positivo
Ibovespa avança e supera 198 mil pontos pela 1ª vez puxado por Vale e Petrobras
Foto: Reprodução Adobe Stock

O Ibovespa renovou recordes nesta segunda-feira (13), superando os 198 mil pontos pela primeira vez, em movimento sustentado principalmente pelo avanço das blue chips Vale e Petrobras, endossadas pela alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior.

O fracasso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana, que buscavam colocar fim ao conflito que começou no final de fevereiro, teve um efeito negativo tímido na bolsa paulista, que segue amparada pelo fluxo de recursos estrangeiros.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,34%, a 198.000,71 pontos. Na máxima do dia, chegou a 198.173,39 pontos. Na mínima, recuou a 196.222,86 pontos.

O volume financeiro no pregão somava R$ 29,7 bilhões antes dos ajustes finais.

A melhora na B3, endossada por Wall Street, onde o S&P 500 subiu 1,02%, teve também como pano de fundo novas declarações nL6N40W12W do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã havia “ligado esta manhã” e que “eles gostariam de fechar um acordo”.

No domingo, após o impasse nas conversas, Trump anunciou o bloqueio nL1N40V060 do Estreito de Ormuz pela Marinha dos EUA – o que começou nL6N40W13Y] de fato nesta segunda-feira, de acordo com o presidente norte-americano.

O barril do petróleo sob o contrato Brent atingiu US$ 103,87 na máxima do dia, mas terminou a sessão a US$ 99,36, em alta de 4,37%.

Diante do cenário ainda volátil no exterior, a avaliação de que, dentro dos mercados emergentes, a América Latina é um porto seguro nL1N40C197 e, dentro da América Latina, o Brasil é o mais bem posicionado, segue apoiando fluxo de capital externo na bolsa paulista.

De acordo com dados da B3, abril registra uma entrada líquida de R$ 11,55 bilhões até o dia 9, ampliando o saldo positivo no ano para quase R$ 65 bilhões, em números que excluem ofertas de ações (IPOs e follow-ons).

“O Ibovespa segue na tendência de alta rumo aos 200 mil pontos”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira. “Sob olhar de médio prazo, começamos a monitorar o próximo objetivo em 250.000 pontos.”

Destaques

-VALE ON fechou em alta de 2,07%, apoiada no avanço dos futuros do minério de ferro nL6N40W0N4 na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 1,26%. No setor, CSN ON subiu 1,56%, enquanto USIMINAS PNA caiu 2,5% e GERDAU PN recuou 0,8%.

-PETROBRAS PN subiu 1,53% e PETROBRAS ON avançou 1,78%, endossada pela alta do petróleo, além de anúncio da estatal de nova descoberta nS0N40L000 de hidrocarbonetos em águas profundas no pré-sal da Bacia de Campos.

-ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com decréscimo de 0,52%, com o setor todo melhorando após um começo de dia mais negativo. BTG PACTUAL UNIT subiu 1,62%, BRADESCO PN avançou 0,73%, BANCO DO BRASIL ON terminou com variação positiva de 0,08% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu apenas 0,28%.

-BRASKEM PNA saltou 7,35%, no quinto pregão seguido de alta, beneficiada por expectativas positivas para os spreads petroquímicos.

-AZZAS 2154 ON valorizou-se 3,51%, recuperando parte da perda da última sexta-feira, quando fechou com um tombo de quase 11% após o grupo anunciar no meio do pregão que o presidente da unidade de “Fashion & Lifestyle”, Ruy Kameyama, deixará nL1N40T0X4 a empresa no final de abril.

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