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Mercado projeta contração de quase 2% no País em 2020

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Transações registram pior janeiro desde 2015
Crédito: Enildo Amaral/BCB

São Paulo – O mercado passou a ver contração econômica no Brasil de quase 2% neste ano com retração na atividade industrial em meio à pandemia do novo coronavírus, mas melhorou sua expectativa para a recuperação da atividade em 2021, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) nessa segunda-feira (13).

Os economistas consultados pioraram pela nona semana seguida sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, vendo agora recuo de 1,96%, contra queda de 1,18% na semana anterior.

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Esse resultado vem na esteira de uma contração de 1,42% esperada para a produção industrial, ante crescimento de 0,50% estimado antes.
Entretanto, a expectativa de crescimento em 2021 aumentou em 0,2 ponto percentual, a 2,70%, com a indústria ampliando a produção em 2,95%, de 2,70% antes.

Selic – O levantamento semanal mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros continua sendo de 3,25% ao final deste ano, mas caiu a 4,50% em 2021, de 4,75%. Atualmente, a Selic está em 3,75%, e o mercado vê o corte de 0,5 ponto percentual já em maio.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa ainda mais baixa este ano, a 2,75% contra 3,0% no levantamento anterior, encerrando 2021 a 4,0%.

IPCA – Para a inflação, a estimativa também voltou a cair, com a alta do IPCA este ano agora calculada em 2,52%, 0,2 ponto a menos que na semana anterior, e permanecendo em 3,50% para 2021.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A projeção para o dólar voltou a subir para ambos os anos, chegando a R$ 4,60 em 2020 e R$ 4,47 em 2021, de respectivamente R$ 4,50 e R$ 4,40. (Reuters)

Recuo na América Latina deve se aproximar de 5%

Brasília – A economia na região da América Latina e Caribe está sofrendo uma forte queda devido à crise do Covid-19. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na região (excluindo Venezuela), deverá diminuir 4,6% em 2020, de acordo com relatório do Banco Mundial divulgado domingo. Para 2021, é esperado um retorno ao crescimento de 2,6%.

Para o Brasil, a previsão de queda do PIB este ano é de 5%. Em 2021, a expectativa é de expansão de 1,5%, e em 2022, crescimento de 2,3%.

O Banco Mundial lembra que diversos choques afetaram a taxa de crescimento econômico da região, começando com as convulsões sociais, seguidas pelo colapso dos preços internacionais do petróleo e, agora, a crise do Covid-19.

“A pandemia de coronavírus está contribuído para um grande choque do lado da oferta. A demanda da China e dos países do G7 deverá cair drasticamente, afetando os exportadores de commodities da América do Sul e os exportadores de serviços e bens manufaturados da América Central e Caribe. O colapso do turismo terá impacto severo em alguns países do Caribe”, diz o Banco Mundial.

O organismo internacional destaca ainda que muitos países da América Latina e Caribe estão enfrentando a crise com um espaço fiscal limitado. “Níveis mais elevados de informalidade no mercado de trabalho tornam mais difícil que os sistemas de proteção social atinjam todas as famílias e se protejam todas as fontes de emprego. Muitas famílias vivem ‘da mão para a boca’ e não dispõem de recursos para suportar os bloqueios e quarentenas necessários para conter a propagação da pandemia. Muitos também dependem de remessas internacionais, que estão em colapso. Por isso, a necessidade de aumentar e estender os programas de assistência social”, diz o banco.

Segundo o Banco Mundial, para ajudar os vulneráveis a enfrentar a perda de renda motivada pelo lockdown (bloqueio total), os programas atuais de proteção e assistência social devem ser rapidamente ampliados e ter sua cobertura estendida.

Ao mesmo tempo, os governos devem considerar apoiar as instituições do setor financeiro e as principais fontes de emprego. “Precisamos ajudar as pessoas a enfrentar esses enormes desafios e garantir que os mercados financeiros e os empregadores sobrevivam à tempestade,” afirmou o vice-presidente interino do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe, Humberto López. “Para tal, é preciso limitar os danos e lançar as bases para a recuperação o mais rapidamente possível”, disse. (ABr)

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