‘Cidades Protegidas’ leva gestão de riscos a municípios mineiros
O Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG) está apostando na parceria entre o poder público e a iniciativa privada para proteger as cidades de Minas Gerais e antecipá-las de riscos reais.
O projeto que vem transformando a relação entre o mercado de seguros e a gestão pública municipal foi idealizado dentro do programa Corretor na Real, do Sincor de Minas, e se tornou referência nacional, inspirando ações semelhantes em diferentes estados do País.
Criado com o objetivo de fortalecer a segurança financeira e administrativa dos municípios, o “Cidades Protegidas” vai além da oferta de seguros e mostra a importância dos planejamentos de riscos na administração pública.
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A proposta promove um diálogo direto entre o setor privado, autoridades locais e sociedade civil, ampliando a compreensão sobre a relevância de proteger o orçamento contra imprevistos, garantindo estabilidade e permitindo que as prefeituras invistam de forma estratégica em áreas como saúde, educação, infraestrutura e bem-estar social.
Para o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, a iniciativa representa uma mudança de mentalidade na gestão pública. “‘Cidades Protegidas’ demonstra que o seguro é uma ferramenta estratégica de governança. Quando o município se antecipa aos riscos, ele protege o cidadão e assegura a continuidade das políticas públicas, mesmo diante de situações inesperadas”, afirma.
Mais que uma proteção financeira, a proposta vem se mostrando eficaz para reduzir riscos, evitar prejuízos orçamentários e promover desenvolvimento sustentável, conforme detalha Bentes. “O seguro é um instrumento de proteção social. Ele garante que escolas voltem a funcionar após uma tragédia, que comércios resistam a crises e que o patrimônio histórico seja preservado. O ‘Cidades Protegidas’ traduz isso em política pública, aproximando o cidadão dessa realidade”, diz o presidente do Sincor-MG.
Questionado sobre a aceitação nas gestões municipais, Bentes comentou que tem sido “a melhor possível”. Segundo ele, quando o problema acontece, são as cidades que sentem o impacto. “Eles sabem que o desgaste da imagem da prefeitura e do secretariado é gigante. Temos tido uma receptividade magnífica. Quando a gestão antecipa o problema, ela ameniza a questão do impacto visual de identidade da prefeitura e eles estão atentos e receptivos a isso”, conclui.
‘Cidades Protegidas’ percorrerá todas as regiões do Estado

Em 2026, a agenda do projeto percorrerá todas as regiões de Minas Gerais. Belo Horizonte é a primeira cidade a receber a nova etapa do projeto, que teve início nesta quarta-feira (15).
Em maio, o ‘Cidades Protegidas’ chega na região Leste e no Vale do Aço, com encontros no dia 20 em Governador Valadares e no dia 21 em Ipatinga. No Norte e Oeste do Estado, as atividades acontecem em junho: dia 23 em Montes Claros, no Norte de Minas, dia 24 em Sete Lagoas, na região Central e dia 25 em Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado. Na Zona da Mata, os eventos estão programados para agosto: dia 11 em São João del-Rei e dia 12 em Juiz de Fora.
O Sul de Minas recebe o projeto em setembro, com atividades no dia 22 em Pouso Alegre, no dia 23 em Poços de Caldas e no dia 24 em Varginha. Encerrando o circuito, o Triângulo Mineiro é contemplado em outubro, com encontros no dia 21 em Uberaba e no dia 22 em Uberlândia.
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