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Toro se une oficialmente ao Santander após aval do BC

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A Toro vai ocupar a nova sede das operações do Santander em BH, no bairro de Lourdes, que conta com a escultura de um touro | Crédito: Divulgação

Criada em 2010 e com sede em Belo Horizonte, a Toro Investimentos está pronta para ir ainda mais longe, de acordo com o CEO Gabriel Kallas, em entrevista para o DIÁRIO DO COMÉRCIO. 

O Grupo Santander Brasil, em setembro do ano passado, anunciou a aquisição de 60% da empresa e agora recebeu autorização do Banco Central para dar início às operações da sua nova plataforma digital, que une a Toro à Pi – a plataforma de investimentos Santander.

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A capital mineira foi a escolhida para dar continuidade aos negócios, mantendo a cultura da Toro, que vai ocupar a nova sede das operações do Santander, localizada no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul. O local recebeu o nome de Edifício Toro e conta com a escultura de um touro, animal que é mundialmente conhecido como símbolo de movimento de alta do mercado.

“A base é em Belo Horizonte e continua sendo”, ressalta Kallas. “Belo Horizonte forma muita gente boa, é um polo de tecnologia, tem todo um ecossistema de startups”, afirma ele.

Agora, diz Kallas, a ideia é sonhar ainda mais alto. “Vamos continuar inovando cada vez mais rápido”, diz ele. “Temos uma cultura centrada no cliente”, destaca o CEO, que fala também em um plano de crescimento agressivo.

Investimentos e tecnologia

A Toro vai oferecer aos clientes possibilidades relacionadas à renda fixa, à renda variável e assessoria financeira. Alguns dos seus diferenciais são a taxa de corretagem zero na Bolsa e também o cashback da taxa de administração de fundos de investimento, que vai ser pago em dinheiro em conta.

Nesse cenário, inclusive, Kallas salienta que, em meio à pandemia da Covid-19, o número de transações on-line aumentou. Além disso, ele destaca também que, atualmente, as pessoas têm tido mais tempo para estudar sobre investimentos.

A Toro, diz ele, oferece mais de quatro mil páginas de conteúdo para os clientes e centenas de aulas gratuitas, ajudando nas decisões acerca de investimentos.

Entretanto, Kallas salienta que não existe o melhor investimento para todo mundo, mas, sim, aquele que se adéqua mais a cada perfil. “O investimento depende muito do perfil de cada pessoa”, diz.

Nesse cenário, os fundos de investimentos têm sido muito procurados. Além disso, afirma ele, também existe uma demanda crescente pelo mercado de ações.

Diante desse quadro, inclusive, a Toro tem se beneficiado do interesse cada vez maior da população brasileira pela diversificação na hora de investir, sobretudo no que diz respeito à renda variável.

Para se ter uma ideia, no período de 12 meses encerrados em março, a Toro contou com alta de 180% no número de clientes, além de um avanço de 160% no que diz respeito ao volume de negócios.

Só neste ano, já se somaram 3,6 milhões de visitas de usuários únicos à plataforma de investimentos da empresa.

País tem novo recorde em Venture Capital

O Brasil recebeu mais de US$ 2,1 bilhões em Venture Capital no primeiro trimestre de 2021, incluindo uma captação de US$ 530 milhões e outra captação de US$ 425 milhões. O montante fez o Brasil superar o recorde trimestral anterior em mais de US$ 1 bilhão e colocou o País como o terceiro maior responsável pelo crescimento recorde das Américas.

Em primeiro lugar, estão os Estados Unidos, com US$ 69 bilhões em investimentos, e em segundo lugar está o Canadá, que obteve quase US$ 2,5 bilhões em Venture Capital. Essas são algumas das informações publicadas no “Venture Pulse 1T 2021”, da KPMG, que analisou o comportamento mundial em Venture Capital nos três primeiros meses de 2021.

“O Brasil teve um início de 2021 notável, com a participação de empresas de diferentes setores. A maturidade crescente deste mercado e as taxas baixas de juros ajudam a despertar o interesse de Venture Capital. No passado, já observamos muitos fundos novos procurando investir no Brasil. Uma série de novas empresas locais também foram criadas para este mercado. Resta saber se o ímpeto permanecerá à medida que o ecossistema crescer, mas o começo do ano já é promissor”, afirma o sócio-líder de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul, Jubran Coelho.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, o investimento em Venture Capital na Europa obteve resultados recordes. O total de US$ 21 bilhões foi impulsionado, sobretudo, por fintechs, que responderam por metade dos maiores negócios da região. O Reino Unido liderou os bons resultados com US$ 7,1 bilhões. Em segundo lugar, aparece a região nórdica, com US$ 3,4 bilhões. Em terceiro lugar está a Alemanha, com US$ 3,1 bilhões.

Segundo o estudo da KPMG, os números traduzem a evolução rápida do mercado de Venture Capital em toda a Europa e a maturidade crescente das startups da região.

“Os números evidenciam a maturidade e a relevância dos investimentos da indústria de venture capital no Brasil e no mundo. Com a busca por modalidades de investimentos alternativos e ativos atraentes, os fundos de Venture Capital têm se mostrado ágeis, efetivos e ousados o bastante para justificar o destaque e o protagonismo atual. O segundo trimestre aparece como promissor, com destaque contínuo para fintechs, serviços B2B e uma variedade cada vez maior de negócios que foram criados ou expandidos no período da pandemia. É um momento interessante com bastante capital disponível e uma expectativa de crescimento econômico relevante em uma nova fase global pós-pandemia”, afirma o sócio-líder de Private Equity e Venture Capital da KPMG no Brasil, Roberto Haddad.

China – Com US$ 31 bilhões em investimentos totais no primeiro trimestre de 2021, a região Ásia-Pacífico continua tendo desempenho robusto. O montante, contudo, é menor do que os US$ 34,5 bilhões registrados no quarto trimestre de 2020. A líder da região continua sendo a China, que registrou US$ 24,6 bilhões de investimentos em Venture Capital no primeiro trimestre de 2021, mais que o dobro dos US$ 10 bilhões do primeiro trimestre de 2020. Em segundo lugar está a Índia, com US$ 2,8 bilhões.

A pesquisa da KPMG destaca ainda a saída de empresas financiadas por Venture Capital. Ao todo, foram 104 empresas, o que se traduz em uma saída recorde de US$ 148 bilhões. O país mais afetado foi a China, que respondeu por US$ 87 bilhões desse total.

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