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Qualidade das relações está na pauta das empresas brasileiras

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capitalismo consciente
Crédito: Pixabay

A pandemia tornou límpidas e urgentes muitas verdades corporativas que já eram discutidas, mas que, por muitos motivos, eram colocadas de lado ou não recebiam a devida atenção.

Uma delas é a qualidade das relações que as empresas desenvolvem e mantêm com os seus múltiplos interlocutores e como isso influencia diretamente na performance financeira, governança, social e ambiental dessas organizações.

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A segunda edição da pesquisa Empresas Humanizadas Brasil mostrou o crescente interesse das empresas brasileiras no tema. O estudo é feito com base na ciência de dados.

A startup Humanizadas criou uma metodologia que identifica o grau de evolução das companhias na temática; o índice desenvolvido mede o Rating de Consciência – que está diretamente relacionado à maior percepção de impacto das empresas nos ecossistemas nos quais atuam, envolvendo a capacidade de nutrir relacionamentos de excelência, gerar valor e impacto duradouros.

De acordo com o fundador e ceo da Humanizadas, Pedro Paro, a pandemia acelerou a necessidade de atuar junto aos públicos internos e externos.

“O que temos notado é um crescente aumento na necessidade de medir e monitorar temas como bem-estar, diversidade, saúde mental e segurança psicológica nas organizações. E a pandemia somente está acelerando essa necessidade de mudança, tanto pensando no público interno (colaboradores e lideranças), quanto no público externo às organizações (clientes, parceiros e sociedade)”, explica Paro.

Entre uma edição e outra do trabalho, o próprio número de respondentes mostra o quanto o tema evoluiu por aqui. Na primeira edição da Empresas Humanizadas Brasil, foram monitoradas 1.115 empresas no País, em 2021 foram mais de 3.500. Antes, foram quase 80 organizações aplicando questionários eletrônicos multi-stakeholders, agora, 226.

O número de stakeholders, ouvidos – sejam eles clientes, colaboradores, parceiros ou sociedade em geral – passou de 2.436 para 36.868.

“Além do aumento do volume de dados da pesquisa, também chama atenção o fato de que, mesmo durante a pandemia, as empresas humanizadas tiveram uma performance superior à média das outras. Quando olhamos a rentabilidade financeira (ROE, % acumulada), elas tiveram um desempenho 3,5 vezes superior à média das 500 maiores empresas do País. Além da performance financeira, também observamos que existe correlação dos Ratings de Consciência com o bem-estar das pessoas (r=0,7), ética e transparência (r=0,7), performance ESG (r=0,6), satisfação dos stakeholders (r=0,7) e reputação da marca (r=0,8). Ou seja, com o volume de dados atuais, nós conseguimos atingir uma validação estatística da pesquisa e do instrumento que utilizamos, o Conscious Business Assessment”, pontua o fundador da Humanizadas.

Segundo Paro, a pandemia acelerou a necessidade de atuar junto aos públicos internos e externos | Crédito: Divulgação

Futuro

A expectativa é que os planos de reconstrução da economia pós-Covid-19, que envolvem trilhões de dólares ao redor do mundo, levem em consideração critérios e práticas desenvolvidas em empresas humanizadas.

Boa parte desses investimentos serão para atender necessidades básicas da população que foram agravadas durante a pandemia.

Com o lançamento dos Ratings de Consciência, a partir de agora, é possível investir em uma organização que esteja operando em níveis mais elevados de qualidade de gestão e qualidade das relações. Isso pode mudar também os hábitos de investimentos públicos.

“Podemos tanto começar a pensar em projetos que possam gerar impacto positivo no macro ambiente de negócios do País, para resolver problemas sociais e ambientais, como também pensar em elevar o nível de qualidade da própria gestão pública. Já pensou se começarmos a medir o Rating de Consciência não apenas das empresas, mas também das prefeituras, secretarias, ministérios e demais órgãos públicos? Nós já sabemos que elevar o nível de consciência gera organizações mais éticas, maior bem-estar e impacto positivo, portanto, se tivermos políticas públicas orientadas a níveis de consciência, podemos elevar a qualidade da nossa sociedade e planeta”, completa o ceo da Humanizadas.

As inscrições para a terceira edição da pesquisa Empresas Humanizadas Brasil, já podem ser feitas no site.

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