COTAÇÃO DE 26/02/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6050

VENDA: R$5,6055

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5730

VENDA: R$5,7530

EURO

COMPRA: R$6,7113

VENDA: R$6,7142

OURO NY

U$1.732,60

OURO BM&F (g)

R$307,54 (g)

BOVESPA

-1,98

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Gestão zCapa

Empresas precisam adotar estratégia de diversidade e inclusão, diz a FDC

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
A iniciativa FDC CEO’s Legacy, da Fundação Dom Cabral, lançou, em um evento on-line, o movimento “Impacto: CEOs pela Diversidade e Inclusão” | Crédito: Reprodução

Pesquisas mostram, já há bastante tempo, que uma empresa que cultiva a diversidade em suas equipes, incluindo a liderança, tende a ser mais competitiva e lucrativa. A pesquisa “A diversidade como alavanca de performance”, publicada em 2018 pela consultoria norte-americana McKinsey, realizada em 12 países, por exemplo, mostrava que 21% das empresas com diversidade de gênero nos cargos executivos têm chance de obter lucratividade acima da média. Quando o assunto é diversidade étnica e cultural, 33% das organizações demonstram uma performance superior.

Ainda assim o tema da diversidade e inclusão é um desafio dentro das empresas e para enfrentá-lo é preciso mais que disposição, é importante ter estratégia. Por isso a iniciativa FDC CEOs Legacy, da Fundação Dom Cabral (FDC), lançou, em um evento on-line, o movimento “Impacto: CEOs pela Diversidade e Inclusão”.

PUBLICIDADE

O encontro ofereceu uma oportunidade de conversar sobre as práticas das organizações que contribuem com um sistema empresarial responsável e ético e com a criação de oportunidades justas e equânimes no mercado de trabalho.

De acordo com a CEO da Paypal no Brasil, Paula Paschoal, a consciência sobre a importância da diversidade para as empresas e o bem-estar social não nascem de uma hora para a outra. É necessário reconhecer os próprios privilégios para poder se colocar de modo empático diante dos problemas do dia a dia.

“Trabalhamos duro nesse tema há dois anos e ele nos é muito caro. Estou na minha posição há três anos, em uma carreira de mais de 20 anos. Por muitos anos fui defensora da meritocracia. Percebi depois que ela só é válida se houver igualdade de oportunidades, fui entendendo todos os privilégios que tive na vida. Entendi, aos poucos, que não era justo cobrar mérito se não existe igualdade de oportunidades. Quando entrei no CEO Legacy falaram em fazer trabalho sobre diversidade e eu achava que não precisava. Comecei a conhecer outras histórias e isso mudou minha percepção. Erramos muito nesse caminho. Um dos nossos erros era não saber que precisávamos realmente ouvir quem passa por isso”, explicou Paula Paschoal.

Mudança de vida – Falar sobre diversidade e inclusão dentro da empresa mudou a vida do Global Head de Serviços da Rappi, Herbert Lima, quando ele ainda trabalhava na Paypal e o deixou à vontade para, a partir daí, desenvolver estratégias para levar o tema a mais pessoas e de forma mais assertiva.

“Quando a Paula (Paschoal) me chamou para perguntar como era ser negro no Paypal eu não sabia como responder. Decidi falar a verdade, nunca tinha tido problema racial lá, mas também nunca tinha me sentido à vontade para falar sobre isso. Eu não achava que o mundo corporativo era lugar para falar disso, militar, articular como uma oportunidade estratégica. Fui convidado para participar de um encontro do CEOs Legacy. Lá tive a mesma dúvida, afinal estava levando o nome da empresa, pensava em como articular, deixar a mensagem clara e também me proteger, afinal é um tema sensível. Foi um desafio bacana e me deu munição para falar disso em qualquer lugar”, relembrou Lima.

A CEO da Gestão Kairós, Liliane Rocha, entendeu o que era diversidade e exclusão ao trabalhar em grandes empresas. A partir das suas vivências foi capaz de transformar a inclusão em bandeira e trabalho ao criar a Gestão Kairós e passar a influenciar líderes de diferentes setores.

“Quando penso na minha jornada, morei em barraco, dependi de estranhos para comer, toda a minha primeira infância foi vivida na desigualdade de uma criança negra, estudando em escola pública, vejo que as possibilidades não eram muitas. Trabalhei em grandes empresas. Se a primeira empresa – a Phillips – que trabalhei não tivesse programa de diversidade, não teria oportunidade nunca nela. Comecei a entender o que é diversidade porque não havia outros negros lá, eu não conseguia interagir nas rodas, comecei a elaborar estratégias para conseguir me comunicar com aquelas pessoas. Foi até abrir a Gestão Kairós, prestando consultoria. O tema de diversidade vai crescendo e eu também”, afirmou Liliane Rocha.

Diametralmente oposta a essa realidade era a vida do CEO da Novartis, Renato Carvalho. Homem branco, com acesso à escola ele não tinha na diversidade e inclusão uma questão de vida.

“Tive oportunidades na vida que, de certa forma, me faziam ter uma falha estrutural de como poderia ser difícil ver o outro lado. O meu intuito ao participar do FDC CEOs Legacy era saber como poderia fazer mais. Queria trabalhar na saúde mas comecei a ver como poderíamos ajudar as pessoas ao falar sobre respeito. Para fazer uma jornada de querer ajudar tem que estar disposto a ser vidraça. O que me inspira é a possibilidade de fazer algo melhor para o ser humano. A gente não pode fazer concessão de princípios e valores. E nosso papel – com nossa força de líderes – é nos posicionarmos”, avaliou Carvalho.

Liderando uma empresa fundada por mulheres e que tem sua força de trabalho ocupada em 74% por elas, a CEO do Grupo Sabin, Lídia Abdalla, sabe que é vista como uma referência mas não aceita o papel de quem tem a ensinar mas, sim, de quem tem sempre a aprender.

“Quando entrei no CEO Legacy, confesso que no primeiro momento falavam que precisávamos criar um grupo de diversidade, tive dúvidas. Eu achava que já era assim, que isso está no cerne do Grupo Sabin. Nos falavam que éramos referência, mas vi que temos muito para aprender, identificamos falhas. Pensei no quanto é difícil para as empresas. Quando a gente olha para sociedade, o que está acontecendo nos últimos dois anos, vemos o quanto falta avançar. Quando a gente trabalhar diversidade e inclusão não estamos trazendo só competitividade. Se conseguirmos diminuir a desigualdade no Brasil isso tem muita relevância. Como líderes, isso faz parte da nossa agenda. A nossa palavra faz as coisas acontecerem. Temos a oportunidade, de fato, de deixar isso como um legado para a sociedade”, concluiu Lídia Abdalla.

Mais informações sobre o movimento e também materiais de referência sobre o tema estão disponíveis no site impactolegacy.com.br.

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!

FIQUE POR DENTRO DE TUDO !

Não saia antes de se cadastrar e receber nosso conteúdo por e-mail diariamente