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Executivos acreditam em recuperação econômica

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Crédito: Freepik

A maioria dos líderes de finanças brasileiros está confiante de que haverá uma recuperação econômica no Brasil em até seis meses, revela a pesquisa CFO Survey 2021, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo. São 63% os executivos que acreditam nisso, o que representa uma expressiva mudança de perspectiva em relação ao levantamento do ano anterior, quando 60% dos entrevistados estavam pessimistas em relação ao cenário econômico.

Para 10% dos respondentes da edição de 2021, a recuperação só virá em até um ano, enquanto 27% acreditam que o tempo necessário será acima de um ano. A Deloitte realizou a pesquisa em julho, por meio de seu programa de relacionamento e eminência com líderes de finanças, o CFO Program. O levantamento, que contou com 151 respondentes, mapeou a visão dos executivos em relação a perspectivas de negócios, tecnologia e contexto econômico, entre outros temas, em várias regiões do Brasil.

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“A pesquisa da Deloitte traz um overview sobre o que devem ser os próximos 12 meses na operação das empresas no Brasil. Passados os primeiros impactos da pandemia na economia e nos negócios, conseguimos perceber nesta edição mudanças de perspectivas, prioridades e investimentos para 2022 em relação ao último levantamento. Automação de processos e investimentos em tecnologia seguem como prioridade para a boa gestão dos negócios”, destaca o Sócio líder do CFO Program e do Deloitte Private Companies, Fábio Carneiro,.

Sobre as condições do cenário econômico a partir da pandemia da Covid-19, a maioria (65%) considera que está melhor do que em 2020; 18% acreditam que a economia está pior, enquanto 17% consideram o panorama igual. Sobre as expectativas para os negócios, os executivos que responderam à pesquisa veem as incertezas provenientes do cenário econômico (68%), tributário (60%), político do Brasil (48%), volatilidade da taxa cambial (48%) e variação dos preços das commodities (38%) como os principais riscos para as empresas.

O que se espera – As principais expectativas para os próximos 12 meses, de acordo com os respondentes, são obter um maior nível de automação da empresa em geral (75% das respostas); execução remota de grande parte dos processos financeiros (47%) e ter os principais sistemas baseados em cloud (46%). 38% dos respondentes esperam por uma grande crise de liquidez e crédito para financiar operações; 28% acreditam em um impacto substancial do câmbio nos negócios e 19% esperam menores investimentos em Real State.

Entre as estratégias de negócios citadas pelos entrevistados, está o retorno, total ou parcialmente, ao trabalho presencial – 40% pretendem voltar ao escritório após a vacinação completa contra a Covid-19. Dos 26% dos entrevistados que ainda não definiram o prazo para o retorno ao local de trabalho, mais da metade (55%) está otimista com o cenário econômico do País e 16% estão pessimistas; na opinião de 29% dos respondentes, não houve alteração do ambiente econômico em decorrência da pandemia.

Em relação às iniciativas prioritárias para os próximos 12 meses, em resposta múltiplas, as mais citadas foram: iniciativas voltadas ao crescimento da receita (59%), redução de custos (49%), melhoria da eficiência operacional (39%), revisão da estratégia corporativa (37%), governança corporativa e compliance (31%) e segurança cibernética e privacidade de dados (29%). Entre as outras iniciativas prioritárias estão: financiamento e liquidez (26%), inovação do negócio (26%), melhoria da eficácia financeira (24%), novas tecnologias em finanças (18%) e parceria com fintechs, big techs e startups (14%).

ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) foi mencionado como prioridade por apenas 2% das lideranças entrevistadas; no entanto, 63% dos executivos concordam total ou parcialmente que sua empresa tem uma estratégia de ESG formalizada. Apenas 45% dizem informar essas iniciativas aos investidores e outros stakeholders. Em relação à adoção das iniciativas ESG nas empresas, 59% afirmam que elas são ligadas à liderança; 60% dizem que são componentes substanciais da estratégia de pessoas; 60% concordam que sua empresa tem planejamento e orçamento definido para o próximo ano; e 53% acreditam que as iniciativas são disseminadas para toda a empresa.

A maioria (57%) concorda total ou parcialmente que sua organização tem uma estratégia de Diversidade e Inclusão formalizada, mas apenas 36% dizem informar essas iniciativas para os investidores e outros stakeholders. Para 54%, as práticas de Diversidade e Inclusão são disseminadas para toda a empresa; 56% acreditam que são componentes substanciais da estratégia de pessoas; 46% concordam que são componentes substanciais da estratégia de negócio; e 40% dizem que sua empresa tem planejamento de orçamento definido para o próximo ano. Quase metade (48%) dos executivos não consideram abrir capital (realizar um IPO, da sigla em inglês Initial Public Offering) nos próximos 24 meses. No entanto, 35% não descartam essa possibilidade para a empresa no futuro.

Cloud é ferramenta mais adotada

Na pesquisa CFO Survey 2021, realizada pela Deloitte, os executivos informaram quais ferramentas tecnológicas para transformação dos negócios são mais utilizadas e em que estágio estão. Computação em nuvem (cloud) é a que aparece em primeiro lugar, com 83% utilizando amplamente ou usando em poucas áreas; a seguir vêm ferramentas de visualização (70%) e analytics avançado (53%). Processamento in-memory, computação cognitiva, inteligência artificial e blockchain, embora sejam menos utilizadas do que as primeiras colocadas, tiveram ampliação de seu uso em relação à edição de 2020 da pesquisa. Os setores de serviços gerais e financeiros são os que mais investem em tecnologia, superando a média da mostra total de 5% – serviços gerais investem 8% e os financeiros, 7%. Já os setores de manufatura e comércio apresentam o menor percentual, ambos investindo em média 3% da receita líquida em tecnologia.

Fechamentos contábil estatuário e gerencial As empresas que apresentam as maiores faixas de faturamento demonstram uma eficiência maior no prazo dos fechamentos contábil estatuário e gerencial. Em contrapartida, levam um pouco mais de tempo para elaborar o orçamento anual, em relação às demais empresas da amostra. Enquanto empresas com receita líquida acima de R$ 500 milhões levam, em média, 7 dias para o fechamento contábil estatutário, as demais fazem em 11 dias; as que faturam mais realizam o fechamento gerencial em 6 dias; ante 8 dias da amostra geral. Já a elaboração do orçamento anual é feita em 40 dias pelas empresas cuja receita líquida é menor; as empresas com faturamento acima dos R$ 500 mi levam 46 dias.

Ferramentas, áreas e principais serviços A maioria (66%) das empresas não possui Centro de Serviços Compartilhados para a execução dos serviços administrativos e operacionais. Assim, as principais funções das áreas são centralizadas no corporativo, da seguinte maneira: Tecnologia da informação (72%), Finanças (67%), Real State/ Facilities (66%), Marketing (65%), Recursos Humanos (64%), Suprimentos/ Pesquisa & Desenvolvimento (63%), Supply Chain/ Jurídico (62%), Customer Service (58%) e fiscal/ Comercial e Vendas (56%).

Sobre a frequência da realização de Forecast (‘orçamento ajustado’ ou ‘orçamento revisado’ em português), 45% dos entrevistados afirmam que é feita mensalmente; 33% realizam trimestralmente, 16% semestralmente, enquanto 3% fazem anualmente.

As planilhas de Excel continuam sendo a ferramenta mais utilizada pelas organizações para elaboração de orçamento, simulação de cenários e Forecast (59%); gerenciamento de tesouraria (42%); dashboards e KPIs (40%); e consolidação e fechamento (34%). Outros sistemas desenvolvidos internamente e por empresas especializadas ocupam as posições seguintes.

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