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Conquistar o engajamento da equipe é uma missão cada vez mais determinante para os resultados de qualquer empresa. Mesmo em uma época com altos índices de desemprego, profissionais qualificados estão cada vez menos dispostos a se submeterem a ambientes insalubres ou pouco agradáveis.

Diante das novas gerações em que trocar de emprego, cidade ou país não é mais uma questão, as empresas além de oferecerem boa remuneração e benefícios, estão preocupadas em criar bons ambientes – agradáveis e ergonômicos – para segurar seus talentos. É o chamado Smart Work.

No modelo, elementos como iluminação, ventilação, ergonomia, conforto, plantas e cores são pensados de forma a preservar a saúde e estimular o bem-estar dos funcionários. Para o CEO e headhunter da Prime Talent, David Braga, é cada vez mais frequente que os novos profissionais que serão contratados observem fatores da arquitetura corporativa, uma vez que é conhecido que ela contribui positivamente para uma melhor comunicação entre as áreas e uma melhor fluidez entre os colaboradores.

“Essa, porém, não é apenas uma máxima válida para os novos colaboradores, pois a empresa precisa valorizar seu time e entender que a arquitetura corporativa influencia na performance de todos profissionais – novos e antigos. A arquitetura é um dos fatores que pode contribuir para o aceite de uma nova carta-proposta, para uma nova oportunidade de trabalho. Profissionais estratégicos cada vez mais verificam, também, o clima organizacional, a cultura da organização em questão, a visibilidade de crescimento, oportunidade de desenvolver e criar ideias, bem como de contribuir para o seu crescimento profissional e, consequentemente, o crescimento da organização como um todo”, explica Braga.

Além de investir na arquitetura corporativa, as empresas precisam também comunicar esse investimento aos seus profissionais e candidatos a colaboradores, ainda que esse não seja o único nem o principal fator de escolha.

Munidos de pesquisas científicas, arquitetos de todo o mundo buscam elementos que possam impactar positivamente a performance dos trabalhadores. Ainda que ainda não seja possível quantificar esse impacto individualmente, já se pode afirmar que a arquitetura afeta a entrega dos resultados. São vários os fatores que podem influenciar e contribuir para o aumento de performance, sejam eles atrelados à tecnologia, à arquitetura, ao ambiente de trabalho, liderança, visibilidade de crescimento, desafios e local de trabalho.

“A arquitetura pode contribuir para níveis mais elevados de felicidade, uma vez que estudos de luminosidade serão feitos, haverá aprimoramento da comunicação em função da criação de formas de ampliar a fluidez das informações, e preocupação com a ergonomia, o que reduz, inclusive, o absenteísmo e afeta a saúde positivamente. Questões de ruído, que interferem na concentração, análise e tomada de decisão, por exemplo, de cores, de ventilação, além de diversos outros fatores que influenciam na performance, também são levados em consideração”, pontua o CEO da Prime Talent.

Embora o conceito de smart work pareça sofisticado ele é acessível a qualquer porte de empresa ou setor ao qual ela se dedique. Mesmo com pouca verba, é possível ter uma arquitetura eficiente, mas esse processo precisa ser conduzido por profissionais qualificados.

“Barato e caro é extremamente relativo, uma vez que a empresa precisa avaliar se o investimento que está sendo feito na arquitetura está influenciando positivamente a entrega de resultados. Arquitetura, capacitação dos talentos e motivação jamais devem ser enxergados pelas empresas como um custo, mas, sim, como um investimento que garante a perenidade das organizações nos tempos futuros e disruptivos”, completa o especialista.