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Pandemia joga luz sobre o assédio moral no home office

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Carolina Razera: direito à desconexão é extremamente importante | Crédito: Divulgação

Piadas de mau gosto, ameaças, metas intangíveis, humilhações, entre outros comportamentos absurdos reiterados fazem parte do cardápio de ações que caracterizam o assédio moral. Em tempos de desmaterialização das relações de trabalho, ficou ainda mais difícil caracterizar tais atos e, por isso, as lideranças devem ficar atentas ao menor sinal de abuso.

De acordo com a especialista na área trabalhista do escritório Finocchio & Ustra, Carolina Razera, vivemos um momento crítico, no qual as empresas terão que se alinhar com os termos de compliance e com o departamento de recursos humanos para fortalecer as políticas de prevenção aos abusos e torturas psicológicas. 

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O objetivo deve ser preservar as relações e a saúde mental das equipes para garantir o melhor resultado para a empresa.

“Para que as empresas previnam isso, indicamos que os gestores incentivem os colaboradores a participarem do dia a dia da empresa e tenham uma programação de palestras e oficinas sobre o assunto. Às vezes, a prática do assédio não é percebida. É preciso ter um olhar empático e instituir um código de ética que diga que esse tipo de conduta não é compatível com os princípios da empresa. E, o mais importante: criar canais de denúncias”, explica Carolina Razera.

A forma atabalhoada como o trabalho remoto foi implantado logo no início da pandemia, em março de 2020, por grande parte das empresas, fez com que surgissem muitas dúvidas e situações que beiram o limite do abuso

Sem legislação específica e métodos confiáveis de controle de jornada e cumprimento de tarefas, empresas e trabalhadores precisam usar um velho mecanismo para evitar dores de cabeça no futuro e a judicialização das demandas trabalhistas: cautela e bom senso.

Adoecimento mental

Pesquisas mundiais já mostram que haverá – ou já terá começado – uma onda de adoecimento mental entre trabalhadores por conta do caos econômico e sanitário imposto pela pandemia. 

“O distanciamento social e o home office trouxeram, em muitos casos, o excesso de tarefas e a vigilância excessiva. A rotina ficou mais pesada, inclusive pelo medo do desemprego. Mas isso não pode dar carta branca para as empresas desrespeitarem os direitos dos trabalhadores. Por isso, o direito à desconexão é extremamente importante. Os empregadores devem saber que o time está engajado, respeitando os limites de cada um para evitar passivos trabalhistas e doenças ocupacionais”, pontua a advogada trabalhista.

O assédio moral não acontece apenas entre líderes e subordinados. Pode acontecer também entre colegas ou de forma mista. A instauração de uma política de combate ao assédio tem um caráter pedagógico que se multiplica pela sociedade.

“Temos feito muitas palestras on-line para as empresas. Esse cenário de incertezas é ideal para os assediadores se sentirem mais à vontade, por isso as empresas devem fomentar seus canais de denúncia. Tudo isso tem um valor pedagógico, mostrando para as pessoas como essas práticas estão entranhadas no nosso dia a dia. Ao mesmo tempo, as políticas de combate ao assédio moral devem ser firmes. Os fatos denunciados ou presenciados têm que ser apurados e as penalidades aplicadas, podendo chegar a uma dispensa por justa causa ou até ser considerado um crime”, completa a especialista.

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