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Práticas corporativas podem ser alternativa para gestão pública

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David Braga | Crédito: Carmine Furletti / Reuters
David Braga | Crédito: Carmine Furletti / Reuters

A inserção de empresários e executivos de sucesso na carreira política parece ter se consolidado como uma tendência. As eleições dos governadores de São Paulo, João Doria; de Minas Gerais, Romeu Zema; e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são alguns exemplos. Nas eleições municipais de outubro, muitos candidatos também se enquadravam nesse perfil. Na opinião do CEO e headhunter da Prime Talent, David Braga, do ponto de vista gerencial, o movimento pode ser interessante por alguns motivos: “Um empresário em cargo político consegue promover abertura mental, aplicar as melhores práticas do contexto privado à gestão pública, e viabilizar maior diplomacia na interação com os variados grupos sociais, além de integrar ações com os demais setores para a criação de sinergias”, aponta.

Para Braga, é importante ressaltar que é papel de um líder construir consensos e articular ideias e pessoas para a promoção de resultados consistentes. “Ele é referência estratégica em qualquer organização, seja no ambiente corporativo das companhias privadas seja em cargos dos poderes Executivo ou Legislativo. E, à medida que é visto como referência e suporte aos liderados, precisa reunir características que envolvam questões técnicas, intelectuais, políticas e morais, além de agir com ética e transparência na administração dos recursos e na indicação de caminhos”, enfatiza. No setor público, essas características se tornam ainda mais relevantes, já que os impactos das decisões da liderança interferem diretamente na vida de milhares de pessoas.

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Na visão do CEO, é prudente que o administrador dos bens coletivos, assim como aquele que atua no ambiente corporativo, reveja suas dinâmicas de funcionamento, a fim de otimizar processos e rotinas e assegurar o melhor desempenho. “Especialmente em um momento em que, entre as palavras e expressões mais comentadas em todo o mundo, estão transformação, tecnologia e modelos disruptivos, não cabe mais manter estruturas estagnadas e burocráticas”, completa. A criação de indicadores de performance, que objetivam mensurar os resultados esperados, aliada a uma comunicação eficaz com todo o time têm se mostrado eficazes na administração bem-sucedida de empresas ou máquinas públicas. 

Braga aponta outras categorias de atuação presentes nas empresas privadas de sucesso, mas enfatiza que cabe aos líderes políticos aprimorar suas competências e habilidades para desenvolvê-las: “gerenciamento das relações; valorização da equipe interna; uso da tecnologia (o que inclui apoio e fomento ao ambiente de startups); gestão de prazos e orçamentos; e perspectiva global são aspectos fundamentais, uma vez que planejar ações com eficiência e eficácia, bem como contar com profissionais especialistas nas diferentes áreas, muitas vezes procedentes do meio corporativo, é essencial para que o dinheiro público seja investido de forma assertiva”.

Uma boa notícia é que, atualmente, já é possível perceber, na administração pública, a adoção crescente desses e de outros conceitos, discursos e práticas gerenciais típicos das organizações privadas – criatividade, postura empreendedora, inovação gerencial, gestão por resultados e por competências, além de contratos de gestão. Avanços que, na opinião de Braga, são extremamente importantes no mundo atual, que tem se transformado de maneira acelerada em todos os segmentos da sociedade. “É imprescindível que as lideranças políticas tenham um mindset global e estejam sintonizadas com as mudanças que possam gerar impactos em sua gestão. Trabalhar de maneira comprometida e preparada tecnicamente para fazer com que o Estado cresça de forma eficiente e sustentável é o mínimo que se espera da sua atuação”, finaliza.

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