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O coronavírus mudou o dia a dia das startups brasileiras. Para garantir a segurança de todos os colaboradores, foram adotadas medidas como reforço de hábitos de higiene, trabalho remoto, conhecido como home office, e monitoramento de funcionários que apresentam sintomas de gripe, como febre e tosse.

Nelson Andreatta, CEO e fundador da Eats For You, startup que ajuda donos e donas de casa a vender sua comida, explica que adotou medidas preventivas para preservar o time de funcionários e parceiros. “Enviamos um comunicado com o protocolo da OMS para que todos tomem os cuidados necessários em relação à higiene”, destaca.

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Os alimentos produzidos pela Eats for You são minimamente manipulados, diferente dos deliverys convencionais. Andreatta comenta sobre o diferencial competitivo da startup: “Neste momento de coronavírus, somos uma solução para que as empresas e funcionários evitem frequentar restaurantes e praças de alimentação de shoppings”.

O Covid-19 também alterou o dia a dia da startup Medei Consultoria, que presta serviços de recursos humanos às empresas, especificamente na área de desligamento.

Fernanda Medei, CEO e fundadora da startup, conta sobre o trabalho de conscientização realizado com a distribuição de máscaras e álcool em gel para a equipe que presta atendimento ao público externo. “As pessoas que vão até os escritórios fazer o processo de homologação, têm caneta separada e álcool em gel. Se alguém estiver gripado, deve colocar a máscara durante o processo de homologação”, conta.

Na Fofuuu, startup criada em 2016, que une a Neurociência, a Fonoaudiologia e a tecnologia em uma plataforma para estimular a fala e o desenvolvimento de crianças, o álcool em gel também é item obrigatório. “Adotamos cuidados básicos para reforçar a higiene das mãos e se alguém estivesse gripado, não deveria vir ao escritório. A partir desta semana, estabelecemos o home office a todos os funcionários”, revela a fundadora e diretora Criativa da Fofuuu, Tricia Araújo.

Além da preocupação com o coronavírus, as três startups possuem outro fator em comum. Elas integram o portfólio da Bossa Nova Investimentos e receberam aporte financeiro para que se desenvolvam ainda mais. João Kepler, co-fundador da Bossa, orientou os empreendedores que estão à frente das startups investidas.

“Repense o seu planejamento atual, reduza as expectativas, se não você irá se frustrar. Foque apenas no essencial e no estratégico, promova home office, evite expor seus colaboradores à riscos externos e prorrogue as viagens dos founders. Muita calma, paciência e prudência”, ressalta.

A Bossa Nova é o venture capital mais ativo da América Latina com um portfólio que gira em torno de R$ 10 bilhões. Ela faz investimentos em startups no estágio pré-seed, empresas B2B ou B2B2C com modelos de negócios escaláveis e digitais que estejam operando e faturando. E também é líder em investimentos em número de startups na América Latina, com mais de 500 em seu portfólio. (Da Redação)

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