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Economia dá sinais de recuperação e governo fecha 2018 com melhor arrecadação em quatro anos

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Brasília – A arrecadação do governo federal fechou 2018 em R$ 1,457 trilhão, aumento real de 4,74% sobre 2017, no melhor resultado para o ano desde 2014, embalado pela melhoria da atividade econômica, que impactou positivamente os tributos relacionados a consumo, produção industrial e importações.

O desempenho também foi ajudado pela forte alta na arrecadação com royalties de petróleo no ano, conforme dados divulgados ontem pela Receita Federal.

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A linha de receitas administradas por outros órgãos – que é sensibilizada, sobretudo, pelos royalties – teve um crescimento real de 51,79% no ano passado, a R$ 58,214 bilhões.

Enquanto isso, a alta nas receitas administradas pela Receita Federal, que englobam os impostos, foi de 3,41% na mesma base de comparação, a R$ 1,399 trilhão.

Já em dezembro, a arrecadação caiu 1,03% sobre um ano antes, a R$ 141,529 bilhões, no pior desempenho mensal registrado em 2018. No ano, a arrecadação só ficou negativa no último mês e em novembro, quando recuou 0,27% sobre igual mês de 2017.

O dado de dezembro também veio abaixo de estimativa de R$ 143,8 bilhões, apontada em pesquisa Reuters junto a analistas. Ele foi afetado, sobretudo, pela queda de 14,85% na receita com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos de Capital (- R$ 1,713 bilhão) e pela retração de 4,12% sobre dezembro do ano anterior com Cofins/PIS-Pasep (- R$ 1,098 bilhão).




Ano – Na análise anual, os destaques positivos foram o salto de 12,37% na arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+R$ 24,688 bilhões) e de 6,78% com Cofins/PIS-Pasep (+R$ 19,772 bilhões).

Também chamaram a atenção o crescimento de 21,58% com Imposto de Importação/IPI-Vinculado no ano (+R$ 10,566 bilhões) e de 18,83% com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos de Residentes no Exterior (+ R$ 5,241 bilhões).

O governo já vinha apontando que a alta na arrecadação o ajudaria a cumprir a meta de déficit primário de 2018, de R$ 159 bilhões, e que o recolhimento de tributos vinha demonstrando um vigor maior que o da atividade econômica.

Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo Banco Central junto a uma centena de economistas, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido 1,28% em 2018 e que vá acelerar a alta a 2,53% neste ano. (Reuters)

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