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O mercado da beleza tem crescido constantemente não só no Brasil como no mundo. Um nicho, no entanto, talvez ainda seja desconhecido por muitas empresas.

O halal (que significa ‘lícito’ ou ‘permitido’), é uma certificação exigida para o consumo dos muçulmanos. De acordo com pesquisa realizada pela Grand View Research em 2019, a previsão é de que este mercado atinja US$ 52,02 bilhões até 2025.

Os produtos que possuem esta certificação são desenvolvidos de acordo com as leis islâmicas, portanto, não contém álcool nem matérias-primas derivadas de alguns animais, principalmente, do porco.

“Quando emitimos o certificado, comprovamos que aquela determinada empresa é capaz de realizar os procedimentos de acordo com os princípios e valores religiosos e com as normas internacionais de segurança relacionadas ao setor de atuação da empresa solicitante” explica o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi.

A população islâmica, maior consumidora destes produtos, está disposta a pagar preços premium pelos produtos certificados. Uma oportunidade para as empresas brasileiras que desejam expandir suas marcas para os países do Oriente Médio e da Ásia (Malásia, Indonésia, Singapura, Paquistão, Índia e Bangladesh), o nicho conta com a presença de grandes e pequenos fabricantes em todo o mundo.

ALém disso, se um produto possui a certificação halal, significa que ele foi atestado como sendo de alta qualidade e, por conta dessa comprovação, outras comunidades estão começando a fazer uso destas mercadorias como é caso do Japão, da Coreia do Sul, da China e outros países.

“A segurança que os consumidores têm é que todos os produtos com certificação halal são rastreados em toda a cadeia. Matéria-prima, maquinários, equipamentos utilizados na produção, processos de fabricação, embalagem e distribuição de produtos. É uma garantia de qualidade e eles compram sem hesitar. O Brasil está caminhando para atender a este mercado, mas o que falta é conscientização do potencial deste mercado. A Cdial está trabalhando fortemente nesta conscientização e abrindo mercado para as empresas brasileiras”, comenta o diretor.