BH Airport amplia liderança em cargas de alto valor
O BH Airport, em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), consolida o avanço no transporte de cargas de alto valor agregado, com protagonismo do segmento de Ciências da Vida, responsável por 32% dos processos liberados em 2025. A operação concentra medicamentos, insumos farmacêuticos e dispositivos médicos, reforçando o posicionamento do terminal mineiro como plataforma logística voltada a cadeias altamente reguladas.
O movimento ocorre em um ambiente de crescente rigor sanitário e operacional no setor de saúde, no qual controle de temperatura, rastreabilidade e integração entre modais se tornaram requisitos centrais. Esse cenário ganha visibilidade na Intermodal South America, que reúne, nesta semana, os principais agentes de logística e comércio exterior da América Latina.
Segundo o gestor comercial do aeroporto, Geovane Medina, a logística no setor de saúde deixou de ser apenas operacional para assumir papel estratégico. “Ao estruturar um hub multimodal com governança sanitária e previsibilidade operacional, ampliamos a capacidade de atender um setor de alta complexidade regulatória”, afirma.
A operação do segmento é sustentada por uma estrutura dedicada, com 3.131 metros quadrados de câmaras frias e equipamentos capazes de operar entre -18°C e 22°C, com monitoramento contínuo em tempo real.
A farmacêutica responsável técnica pelo terminal, Ana Flávia Arantes, destaca que a confiabilidade da operação depende da estabilidade dos parâmetros ambientais. “A integridade dos produtos está diretamente ligada ao monitoramento contínuo e à validação das condições de armazenamento ao longo de toda a cadeia”, explica.
Além disso, o terminal segue protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com registros auditáveis e gestão de riscos, alinhados a padrões internacionais adotados pela indústria farmacêutica.
Perfil ampliado de operações
O aeroporto mineiro opera uma ampla gama de produtos sob controle sanitário, incluindo medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos, alimentos e dispositivos médicos. Essa diversidade amplia a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas e reforça a atratividade para a indústria da saúde.
A exigência técnica desse tipo de carga, sensível a variações de temperatura, umidade e manuseio, impõe padrões elevados de controle e impacta diretamente a qualidade e a segurança dos produtos.
Um dos diferenciais do terminal é o modelo multimodal, que integra operações aéreas, rodoviárias e marítimas em um único recinto alfandegado. A estrutura reduz pontos de ruptura na cadeia de suprimentos e aumenta a previsibilidade logística.
Na Intermodal South America, o aeroporto apresenta iniciativas voltadas à ampliação da conectividade e eficiência operacional, como o novo voo cargueiro entre Miami e Confins e o lançamento do produto AIR HUB, focado na organização dos fluxos de carga.
O BH Airport é o único em Minas Gerais certificado pelas Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição da Anvisa, o que reforça sua capacidade de operar cargas sensíveis e de alto valor agregado.
Para Medina, a competitividade logística passa pela combinação entre integração de modais, governança sanitária e previsibilidade. “As cadeias globais estão mais reguladas e sensíveis a risco. A capacidade de atender essas exigências é o que sustenta a expansão de segmentos como Ciências da Vida no País”, afirma.
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