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Liderança feminina cresce no mundo, mas Brasil ainda enfrenta barreiras nos cargos de decisão

Relatório internacional aponta baixa presença de mulheres em conselhos, enquanto especialistas defendem maior participação nos espaços de decisão
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Liderança feminina cresce no mundo, mas Brasil ainda enfrenta barreiras nos cargos de decisão
Diversidade fortalece a governança corporativa | Foto: Reprodução Adobe Stock

A liderança feminina tem impulsionado transformações no mercado de trabalho global. Atualmente, a maioria das empresas ao redor do mundo conta com duas ou mais mulheres no conselho de administração, o que representa quase 30% desses cargos, segundo dados da Governance QualityScore.

Ainda assim, o caminho até esses espaços de decisão permanece difícil, especialmente em mercados asiáticos como Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul, onde menos de 20% dos conselhos têm composição feminina, de acordo com o relatório “Global Trends in Women’s Corporate Leadership 2026”, da ISS-Corporate.

Entre os mercados emergentes, o Brasil aparece à frente apenas da Coreia do Sul, ocupando a penúltima posição entre os 28 países avaliados. Com média de apenas 1,4 mulher por conselho, o país ainda enfrenta barreiras estruturais para ampliar a presença feminina em cargos executivos.

Vozes da liderança feminina

Empresária à frente de movimentos criativos há mais de duas décadas, Liu Berman defende que o olhar feminino tem capacidade de conectar diferentes gerações, comunidades e instâncias de governança em torno de propósitos comuns. Para ela, o atraso do Brasil no ranking evidencia perdas de competitividade internacional, já que a liderança feminina contribui para a eficiência dos negócios e para a abertura de novas frentes em mercados consolidados, como Espanha, França e Itália, justamente os países com os melhores indicadores de mulheres em cargos de diretoria.

Presidente do Instituto Reinventando Futuros e uma das fundadoras do Instituto Elas na Economia Circular, Liu Berman construiu trajetória que vai do empreendimento Coreto Criativo à participação como palestrante na COP30. Já assinou mais de 100 projetos e impulsionou a atuação de 200 mulheres nas frentes cultural, social e sustentável.

Segundo a empresária, “há uma geração de profissionais qualificadas, empreendedoras e líderes que ainda encontram barreiras para chegar aos centros de decisão”, e a mudança desse cenário passa tanto por transformação cultural quanto por iniciativas populares e criativas, que também são fonte de renda sustentável e geração de oportunidades.

À frente do Instituto Reinventando Futuros, Liu Berman conduz uma liderança formada exclusivamente por mulheres: Fabíola Vasconcelos, vice-presidente e responsável pela Curadoria de Impacto; Priscilla Arantes, diretora de Projetos e Comunicação; e Milena Negrão, diretora de Programas de Educação. Especialista em Territórios Criativos e Sustentáveis, ela já impactou mais de cinco mil criativos por meio de sua rede de empreendedores.

A empresária também liderou a criação de plataformas de articulação como o Maré de Mudanças, o Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC) e o Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, ampliando atuação das regiões Sul, Sudeste e Nordeste para o Norte e o Centro-Oeste. Ao longo dessa trajetória, os projetos sob sua liderança já reuniram mais de 600 autoridades e especialistas internacionais em debates sobre desenvolvimento sustentável, consolidando o Nordeste como referência na construção de novos modelos de desenvolvimento.

Para Liu Berman, os resultados alcançados demonstram que investir na liderança feminina é também uma estratégia de desenvolvimento econômico, ao ocupar espaços de decisão e fortalecer comunidades com soluções inovadoras para os desafios do presente e do futuro.

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