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Nova planta do Grupo Cimed em Pouso Alegre está quase concluída

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Nova planta do Grupo Cimed em Pouso Alegre está quase concluída
Crédito: Divulgação

A nova planta industrial do Grupo Cimed, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, que está sendo construída mediante aporte de R$ 200 milhões, está praticamente pronta.

A unidade ocupará um terreno de mais de 280 mil metros quadrados e abrigará a nova fábrica de sólidos orais, laboratório de Controle de Qualidade e todas as estruturas de suporte do complexo fabril do grupo na cidade. Ao todo, serão 44 mil metros quadrados de área construída – mais que o dobro de tamanho da atual.

Com término das obras previsto para o próximo mês, a empresa está em fase de contratação do pessoal e cerca de 250 vagas de emprego estão abertas. A nova fábrica vai permitir que a capacidade produtiva da área de sólidos salte dos atuais 28 milhões para 40 milhões comprimidos por mês, podendo chegar a 60 milhões no médio prazo.

Vale destacar, no entanto, que o projeto como um todo prevê a criação de cerca de 500 novos postos de trabalho diretos, grande parte voltada para farmacêuticos, engenheiros e químicos. Além disso, mesmo depois de inaugurar a nova fábrica, a Cimed manterá a unidade atual da cidade ativa.

Com um portfólio com cerca de 600 produtos, a Cimed atende 42 mil pontos de venda por mês e foi a empresa do setor farmacêutico que mais cresceu nos últimos meses. Impulsionada pelo cenário imposto pela pandemia de Covid-19, a companhia ultrapassou concorrentes e se tornou a terceira maior do setor em unidades vendidas e alcançou o 12º lugar em faturamento. Em junho, a empresa liderou o ranking das indústrias que mais comercializaram produtos no varejo farmacêutico.

De acordo com o gerente de Inteligência de Mercado da Cimed, Vinícius Castagna, estas e outras características propiciaram o resultado. Segundo ele, a atuação junto a micro e pequenas farmácias, a diversidade de produtos presentes no portfólio e a antecipação de cenários permitiu com que a empresa alcançasse índices de vendas superiores à média do setor nos últimos meses.

“Finalizamos o período com crescimento de 18,3% nas unidades vendidas, enquanto a média do mercado ficou em 10%. Isso foi possível em decorrência das estratégias de atuação. Com um mix de produtos variado, por exemplo, conseguimos atuar em diferentes mercados e enfrentar cenários adversos como o causado pela pandemia”, afirmou.

Neste sentido, o gerente exemplificou que logo da chegada do vírus ao Brasil, observou-se a estagnação e até recuo na demanda por determinados produtos, como higiene e beleza e demais itens fora do escopo de primeira necessidade. Por outro lado, categorias como vitaminas e linhas de tratamento OTC (antigripais e remédios para tosse e dores de garganta) passaram a ser mais procuradas.

“A Cimed foi rápida em perceber que poderia se beneficiar desta multiplicidade de produtos e adequou as linhas de produção, com investimentos na fabricação dos itens mais demandados. Além disso, diante dos percalços observados em todo o mundo, compras de insumos importados foram antecipadas de maneira a se evitar qualquer possibilidade de desabastecimento no futuro – como, de fato, ocorreu”, revelou.

Com término das obras da nova planta, a empresa abriu cerca de 250 postos de trabalho | Crédito: Divulgação

Em termos de vendas, a atuação junto a micro e pequenas farmácias foi beneficiada pelo diferencial do grupo de ser a única empresa do setor com uma cadeia vertical de distribuição, com 24 centros de distribuições próprios espalhados por todo o Brasil. Isso justifica o crescimento exponencial da companhia, que entre os meses de março e abril viu suas vendas para o canal independente crescerem 51%, quando comparadas ao mesmo período de 2019.

Assim, conforme Castagna, as projeções para 2020 estão confirmadas e, mesmo no cenário de crise, a empresa segue com a meta de atingir faturamento de R$ 2 bilhões neste exercício. Vale dizer que em 2019 o resultado foi de R$ 1,6 milhão.

“Todas as áreas da empresa estão trabalhando para este objetivo. Também havia a meta de subir no ranking e conseguimos. Agora é manter o monitoramento para ver também como será a perspectiva pós-pandemia. Já há indícios de recuperação do mercado e dados preliminares dão conta de um crescimento de 19% do setor farmacêutico em julho”, adiantou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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