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Gabriela Marcondes (esquerda) e Denise Frade (direita): acervo da Ecomaterioteca tem, hoje, 450 amostras - Crédito: Divulgação

Uma pesquisa acadêmica sobre o setor têxtil que inspirou um projeto cultural no Museu de Moda, em Belo Horizonte, e que, por sua vez, se transformou em um negócio. Foi assim que surgiu a Ecomaterioteca, empresa que oferece educação para a moda sustentável a partir de um acervo de materiais têxteis ecológicos.

Por meio de suas fundadoras, Denise Frade e Gabriela Marcondes, a Ecomaterioteca oferece palestras, oficinas e consultorias sobre o tema. Para o ano que vem, elas preparam uma novidade: o lançamento de uma plataforma de ensino a distância.

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A diretora criativa da Ecomaterioteca, Denise Frade, explica que a ideia surgiu quando ela foi assistir à tese de mestrado de Gabriela Marcondes, que hoje é diretora executiva da empresa que as duas criaram. A pesquisa era sobre a necessidade de diminuição dos resíduos no processo de produção da indústria têxtil.

“Enquanto eu assistia pensei: e se em vez de falarmos sobre diminuir resíduos pudéssemos pesquisar sobre os tecidos que, desde a produção até o descarte, não agridem o meio ambiente?”, relata.

A inspiração se transformou em um grande acervo que classifica e cataloga os diferentes tecidos ecológicos. O projeto foi aprovado, em 2016, em um edital do Museu da Moda e ficou em exposição no local durante dois meses.

“Depois disso, levamos o acervo para Eco Fashion, em São Paulo, participamos de três edições do Minas Trend, em Belo Horizonte, e rodamos em várias universidades, fazendo palestras e apresentando as peças”, afirma.

E foi assim que as sócias criaram o modelo de negócio da Ecomaterioteca. Hoje, muito mais que um acervo, o negócio se dedica à educação para a moda sustentável, por meio de palestras, oficinas e consultorias. O público é formado tanto por jovens designers, que querem empreender na área de confecção sustentável, quanto por empresas tradicionais, que querem inovar na sua oferta.

“Nós ensinamos sobre os tecidos, explicamos onde comprar e fazemos oficinas práticas para o manuseio deles”, diz.

Segundo Denise Frade, o acervo da Ecomaterioteca tem, hoje, 450 amostras de tecidos, fios, juta e elástico. Eles são divididos em quatro tipos: sustentáveis, que são feitos de aparas de tecido e garrafa pet; orgânicos, que são os tecidos naturais; ecológicos, que vêm do algodão cultivado sem agrotóxicos; e biodegradáveis, que são feitos a partir do fio Amni Soul – produzido pela indústria química Rhodia – e que se decompõem em aterros em até três anos.

Segundo a diretora, o acervo deve ser ampliado no ano que vem com outras peças que têm a ver com a indústria da moda e também são sustentáveis. É o caso de linhas, botões, zíper, entre outros. Para 2020, as sócias também já planejam o lançamento de uma plataforma de ensino à distância. A ideia é oferecer on-line as mesmas palestras, cursos e oficinas que elas já realizam presencialmente.

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