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Estudantes recorrem a fintechs para financiamento estudantil privado

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Crédito: Pixabay

Com a diminuição dos recursos disponibilizados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) nos últimos anos, as vagas poderão passar de 100 mil para 54 mil em 2021 e 2022. Diante deste cenário, as fintechs de crédito se tornaram uma opção atrativa para quem deseja obter meios para cursar uma graduação.

Trata-se do financiamento privado para ensino superior, que possibilita o empréstimo para os estudantes no valor das mensalidades dos cursos, integral ou parcialmente, em parcelas acessíveis e com um prazo maior para o pagamento. Para contratar o empréstimo privado, não é necessário ter realizado a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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O número de estudantes que optou por esse tipo de financiamento para fazer um curso universitário foi de 14,4%, em 2014, para 28,3%, em 2017, conforme o Mapa de Ensino Superior no Brasil, estudo lançado em 2019 pelo Semesp.

Uma das vantagens dessa opção é que o aluno pode realizar o pagamento do empréstimo após o fim do curso. Isso só é possível porque a fintech de crédito responsável pela operação faz o pagamento do valor total do semestre à faculdade. Há ainda a possibilidade de o solicitante dividir o pagamento em duas etapas: parte durante o curso e o restante após a formação.

De acordo com Rafael Baddini, sócio-diretor da PRAVALER, fintech associada da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), que oferece financiamento para a educação, a modalidade de empréstimo estudantil tem como principal característica a democratização do acesso aos estudos. “Geralmente, o contratante é o primeiro da família a fazer faculdade”, afirma.

Segundo o executivo, a maior parte dos estudantes que contrata esse tipo de financiamento tem cerca de 24 anos e já está no mercado de trabalho.

“Aproximadamente 65% deles já têm uma atividade profissional. Além disso, seis em cada dez são mulheres, tanto no ensino a distância quanto no presencial”, completa.

Com objetivo de incluir cada vez mais integrantes em seus cursos, instituições privadas de todas as regiões do país têm firmado parcerias com as fintechs, que atuam atraindo estudantes por meio de tecnologia e análise de crédito ágil, eficiente e acessível.

Para obter o recurso, o aluno precisa de um “garantidor”, alguém de confiança que o apoie na decisão e atue como uma espécie de fiador, mas sem envolvimento financeiro –  não há necessidade de conta bancária.

Outro requisito é que a renda mínima somada do candidato e do “garantidor” seja duas vezes o valor da mensalidade, e que nenhum dos dois tenha qualquer tipo de restrição no nome.

Todas as etapas da contratação, como preenchimento do cadastro e assinatura do contrato, são realizadas no ambiente online e por meio de ferramentas digitais. A rápida análise de crédito do estudante e do “garantidor” considera diversas variáveis – não apenas as tradicionais de mercado –, o que favorece o tomador de crédito.

“O financiamento estudantil privado tem um compromisso muito importante de incluir socialmente jovens desbancarizados ainda dependentes da família financeiramente, principalmente aqueles que sonham em ingressar em cursos cujas mensalidades são consideradas inacessíveis”, analisa Rafael Pereira, presidente da ABCD.

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