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Faturamento das redes de franquias recuou 4% no primeiro trimestre

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A questão da vacina é fundamental para a retomada da economia, defende Silvana Brussi | Crédito: Keiny Andrade/Divulgação ABF

O franchising brasileiro continua dando mostras de resiliência. Apesar do recrudescimento da pandemia nos primeiros meses de 2021, os resultados do primeiro trimestre divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram alguns segmentos em alta bastante aderentes aos resultados da economia do País como um todo.

A Pesquisa de Desempenho do setor revela que de janeiro a março, comparado a igual período de 2020, o faturamento recuou 4%, passando de R$ 41,537 bilhões para R$ 39,881 bilhões. Analisando o intervalo de 12 meses – período integralmente impactado pela pandemia –, o setor registrou uma queda de 11,4% em sua receita.

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No trimestre, sempre na mesma base de comparação com 2020, o segmento de “Casa e Construção” continuou crescendo acima da média, registrando alta de 36,5%, beneficiado por fatores como a maior demanda por reparos, manutenções e reformas, com a permanência das famílias em casa e o aumento do trabalho em home office e aulas a distância.

A seguir destacam-se “Saúde, Beleza e Bem-Estar” (+12,7%) e “Limpeza e Conservação” (+6,6%), favorecidos, por exemplo, por suas operações realizarem atividades consideradas essenciais, pela maior procura do público por procedimentos estéticos e de sanitização de ambientes, respectivamente. “Serviços e Outros Negócios” (+6,1) também experimentou aumento de movimentação, alavancado pelas áreas de meios de pagamento e serviços digitais. Impactados pelas medidas restritivas, os segmentos de Hotelaria e Turismo e Entretenimento e Lazer continuam sendo os mais atingidos.

De acordo com a diretora executiva da ABF, Silvana Brussi, as medidas de restrição de circulação de pessoas e ao funcionamento dos shopping centers e do comércio não essencial seguem impactando as franquias no Brasil. O ambiente instável, a queda dos índices de confiança do empresariado e dos consumidores e a vacinação em ritmo insuficiente também são fatores que ajudam a explicar este resultado.

“O franchising foi impactado pela pandemia, mas menos do que outros setores pela união que existe dentro do sistema. A diferença para uma microempresa que está dentro e fora do sistema, é que dentro temos uma rede em que todo mundo se ajuda. Com a pandemia isso se intensificou. Um destaque é o lançamento de novos modelos de negócios. Em uma empresa individual isso é muito complexo. No sistema de franquias ganhamos em escala. Observamos um crescimento expressivo das unidades Home Based – que dispensam ponto comercial -, subindo de 7,1% para 10,3%. A localização das unidades de franquias em espaços não tradicionais é uma tendência em alta. Pontos localizados dentro de empresas, prédios corporativos e residenciais, e postos de combustíveis, por exemplo, tiveram um crescimento de 3,1% para 8,2% no período analisado”, explica Silvana Brussi.




Ao passo que o desemprego continua apavorando os trabalhadores brasileiros e puxando os resultados da economia para baixo, uma saída encontrada pelos mais atingidos por essa realidade tem sido o franchising. A pesquisa mostra que os mais jovens – entre 18 e 24 anos – estão se interessando pelo setor. O volume de buscas por parte desta faixa saltou de 10,2% para 21,3%, entre janeiro de 2019 a março de 2020, e deste mesmo mês e ano a maio de 2021.

Restrições de funcionamento seguem impactando as franquias | Crédito: Arquivo DC

Por outro lado, potenciais investidores mais maduros, com mais de 65 anos, também realizaram mais buscas por franquias no Portal do Franchising, passando de 3,1% para 4,7% em igual período, com uma variação de 52,5%. Outro dado importante é que cresceu o número de cadastros de empreendedores interessados em franquias com investimento entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, que agora representam cerca de 16% dos cadastrados.

“A questão do desemprego e as taxas de juros historicamente mais baixas encorajaram as pessoas a criarem seu próprio trabalho. O modelo é interessante para os jovens ou quem está acima dos 60 anos porque a pessoa não começa um negócio sozinha. Ela tem o apoio de um empresário experiente, que é o franqueador apoiando e ensinando, pontua.

Para 2021, a entidade mantém as previsões divulgadas junto ao balanço de 2020 de 8% de crescimento no faturamento em relação ao ano passado. Mas esse número está condicionado ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil como principal fator.

Além disso, outros pontos macroeconômicos como o acesso ao crédito pelas pequenas empresas, renegociação de dívidas e reformas estruturais também precisam ser equalizadas, segundo a executiva.

“A questão da vacina é fundamental para a retomada da economia. Além disso, a necessidade de crédito ainda é muito grande, especialmente para os pequenos empreendedores. Ainda há uma dificuldade na renegociação dos aluguéis com os shopping centers e a ABF está trabalhando com as administradoras e o governo federal. Também precisamos de medidas que ajudem a melhorar a situação fiscal nas empresas. Elas estão se endividando e precisam de alargamento dos prazos de pagamento, perdão de multas e redução de juros. A maioria das franqueadoras abriu mão de receitas como royalties e fundos de propaganda para ajudar os franqueados, mas isso tem um limite. Acreditávamos em um 2021 de recuperação, mas se nada for feito, vamos ter que esperar por 2022”, alerta a diretora-executiva da ABF.

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