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Negócios

FCA usa tecnologia da Indústria 4.0 para melhorar ergonomia na produção

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Crédito: Leo Lara

28 de abril é Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho. Na era da Indústria 4.0, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), com uma das plantas em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), celebra essa data com foco na ergonomia do futuro.

São novas tecnologias para avaliação dos postos de trabalho, muitas delas pioneiras como a termografia. Com esse método, é possível antecipar diagnósticos ao identificar indivíduos pré-dispostos a lesões ou quadros iniciais, mesmo sem qualquer sintoma.

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A FCA é a primeira indústria no Brasil a adotar essa técnica com ênfase em saúde ocupacional. Iniciado em outubro de 2018, o projeto-piloto é realizado no Polo Automotivo da Fiat, em Betim, com a participação de 26 funcionários, que são avaliados de forma contínua. Com uma câmera termográfica, sessões de fotografias são realizadas no início da jornada de trabalho.

“Os tecidos inflamados têm temperatura mais alta. Na termografia, a temperatura dá o alerta e, com isso, podemos agir preventivamente”, afirma Izonel Fajardo, responsável pela Ergonomia na FCA.

A tecnologia permite avaliar vasos sanguíneos, tendões, músculos e inervação, que são estruturas envolvidas na biomecânica das atividades. “Resultados preliminares indicam que o método tem potencial e pretendemos expandir sua aplicação em outras plantas da FCA na América Latina”, comemora Izonel Fajardo.

Sempre atenta às inovações, a FCA também foi pioneira na América Latina no uso do exoesqueleto nas linhas de montagem. Dentro do conceito de “ergonomia colaborativa”, o equipamento facilita a realização da tarefa ao oferecer mais conforto ao empregado.

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“O projeto iniciado há dois anos já conta com mais de cinco mil horas de testes nas fábricas do Brasil e da Argentina, realizadas em 44 diferentes postos de trabalho”, afirma Izonel Fajardo, que está diante de um novo desafio: participar do desenvolvimento dos exoesqueletos de segunda geração, que trazem mais avanços.

“Os equipamentos que usamos na FCA são fabricados em várias partes do mundo, como Estados Unidos, Suíça e Itália. Recentemente, nós fomos convidados por um parceiro para desenvolver um equipamento nacional, o que nos traz muito orgulho. É o reconhecimento de nosso trabalho”, ressalta.

Outra importante ferramenta é a simulação virtual, com a evolução do conceito de ergonomia corretiva para ergonomia em projetos. A realidade virtual é aplicada para avaliar modificações no projeto de um novo modelo ou na própria linha de montagem, quando dificuldades para o operador são identificadas.

“Se a ergonomia não estiver adequada, o primeiro passo é realizar mudanças no produto. Mas se ainda não tivermos uma condição ideal, as alterações serão feitas na manufatura, ou seja, na altura da linha de montagem, na posição do veículo ou do operador. Tudo no virtual, para depois ser aplicado na linha real”, explica o médico André Dumont, gerente de Saúde Ocupacional da FCA para a América Latina.

Segurança – Na área de segurança, a novidade veio com a Inteligência Artificial. O time de Engenharia de Manufatura da FCA desenvolveu uma solução que permite o reconhecimento facial e a verificação do uso de Equipamentos de Produção Individual (EPIs), como luva, óculos e capacete. “As regulamentações determinam que os robôs devem trabalhar em um ambiente separado dos humanos, ou seja, enclausurados. Mas a presença de pessoas torna-se necessária para realizar manutenções, que são periódicas”, explica Marcello Marucci, responsável pelo projeto.

Com a nova tecnologia, só entra na área enclausurada dos robôs quem apresentar as competências técnicas necessárias e se estiver usando todos os equipamentos de segurança obrigatórios.

“O software de visão computacional aciona a abertura da porta somente após o reconhecimento facial e do uso dos EPIs, de forma automática”, ressalta Marucci.

A FCA está patenteando essa solução, que nasceu no World Class Center (WCC), centro de excelência localizado no Polo de Betim, voltado para a realização de provas de conceito (PoCs) das mais diversas soluções da Indústria 4.0, incluindo tecnologias de Realidade Aumentada, robôs colaborativos, Big Data, Internet das Coisas, entre outras. Ao todo, em 2018, foram desenvolvidas 84 PoCs no WCC.

Desse total, 19 foram implementadas nas linhas de produção. Em 2019, a expectativa é de que cerca de 100 novas provas de conceito sejam realizadas.

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